18/09/2017 às 18h25m


Mudar para permanecer — Você está preparado?


Muitas pessoas sonham com uma verdadeira transformação em suas vidas, mas querem que seja assim: vapt-vupt e pronto, se tornam outras pessoas, mais confiantes, bem-sucedidas, prósperas e felizes!

Na vida real isso não acontece. Por mais que sejam positivas e necessárias, mudanças costumam ser tão desgastantes que, mesmo querendo mudar, algumas pessoas relutam e tentam seguir sua vida do "jeitinho" de sempre.

A respeito das mudanças, os mais conservadores ou medrosos diriam: "É o mais sensato!" ou "Melhor não trocar o certo pelo duvidoso." Sim, o processo causa medo em muita gente. Trata-se de um medo físico, pois exige uma adaptação do nosso sistema nervoso sair da "zona de conforto", buscando novos caminhos para conectar as áreas emocional e racional do cérebro.

As coisas, nem sempre acontecem como planejamos. Chega um momento em que é fundamental sair da inércia e implementar mudanças, que não necessariamente precisam ser gigantescas nem imediatas, mas podem ser muito singelas. Porém, quando surge a insatisfação, as pessoas, em vez de cogitar da possibilidade de mudança,  tendem a ocupar a posição de vítimas e culpam a tudo e a todos pelos seus sentimentos. Em vez de eleger culpados, reflita sobre as suas atitudes e escolhas perante a vida e avalie se suas decisões têm ido ao encontro de seus valores e propósito de vida. Mudar alguns padrões de comportamento, como a falta de amor-próprio, o sentimento de culpa e a baixa auto-estima, pode resultar em uma grande diferença, incitando, até mesmo, o despertar de um novo ser.

Em geral, as pessoas têm uma reação muito previsível quando se deparam com a necessidade de mudança e costumam agir dentro de um ciclo conhecido como "Ciclo do pesar", que inclui: choque, negação, raiva, negociação, tristeza, aceitação e desempenho. Vejamos como ele se desenvolve:

-        A primeira reação frente à necessidade de mudança é a de um verdadeiro "choque". A pessoa fica anestesiada, sem conseguir aceitar que terá de mudar seus padrões, tão perfeitamente enraizados em seu modo de vida.

-        Após o "choque" inicial, vem a fase de "negação", quando a pessoa tenta se convencer de que não precisa sucumbir à mudança e pode seguir sua vida exatamente como ela tem feito até o momento.

-        Ao conscientizar-se de que a mudança é realmente necessária, a pessoa passa por um estágio de "raiva", pois ainda não conseguiu assimilar todos os aspectos da mudança nem aceita ter de abrir mão de seus padrões atuais.

-        Em seguida, ela entra na fase de "negociação" e tenta barganhar a possibilidade de manter algumas coisas e aceitar outros aspectos da mudança.

-        Ao se dar conta de que a mudança é inevitável e que precisará abandonar os padrões que estão bloqueando a sua produtividade, vem um sentimento de "tristeza".

-        Por fim, superada a tristeza, chega a vez de contemplar um estado de plenitude e produtividade. É a fase de "aceitação e desempenho", em que, finalmente, a mudança é implementada e a pessoa se dá conta de como ter optado pela mudança poderá beneficiá-la... até a próxima mudança!

É incrível pensar que passamos por todos esses estágios mesmo quando a mudança representa algo positivo e desejado. Tenha em mente que você tem a liberdade e o direito de fazer as escolhas que podem tornar sua vida melhor e mais feliz, assim como tem o poder de abrir mão daquilo que lhe traz dor, tristeza e infelicidade. Ou seja, mudar está ao seu alcance, sempre. Boa sorte! 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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13/09/2017 às 19h36m


Guerra urbana: é possível sobreviver à violência nas grandes cidades?


 

A década de 70, lembrada por muitos como tempo de "paz e amor", no qual os  hippies e o movimento tropicalista responderam por um cenário de grande efervescência cultural, foi também um período marcado por ações violentas contra as manifestações de direitos humanos. Ações que, como se sabe, eram decorrentes dos regimes ditatoriais e militares que, então, tomavam conta de países latino-americanos e se caracterizavam pela constante infração dos códigos mais básicos dos direitos humanos e da conduta civilizada, como censura, tortura e exílio.

Hoje, a violência está em todo lugar. Não existe mais lugar seguro. É cada vez mais comum conhecermos pessoas que já sofreram algum tipo de violência ou nós mesmos sermos vítimas dela. Pauta constante nos noticiários de todo o País, a violência embalou toda uma geração, que cresceu sob a vigência do medo e da insegurança, fruto da violência indiscriminada a que estamos expostos. Pavor dentro e fora de casa, na rua, no trabalho, no lazer... Não importa se você anda a pé, de ônibus, de metrô ou de carro particular. A qualquer momento, você pode se tornar a próxima vítima...

E quanto mais violenta a sociedade, mais se fala em meios para prevenir-se contra ela. Livros, jornais, revistas, programas de tevê mostram especialistas em segurança ensinando como sobreviver a essa verdadeira "guerra urbana". Todavia, esses "meios" tão divulgados de prevenção são, em grande parte, de caráter pessoal. Necessários, sim, mas nunca substitutos de medidas públicas de combate à violência que nos assola.

A preocupação com a violência afeta a qualidade de vida de todos nós, uma vez que interfere em nosso convívio social, familiar e profissional. Doenças como estresse, depressão, ansiedade e síndrome do pânico estão cada vez mais associadas ao aumento da violência nos grandes centros urbanos. Movimentos sociais, organizações não-governamentais e campanhas públicas incentivam a prática da gentileza, da compreensão, da solidariedade, do respeito e da igualdade. Gestos simples, que não resolvem o problema da violência, mas que vão sedimentando nas pessoas um sentimento de boa-vontade em relação ao próximo, sentimento este que a violência tem se encarregado de eliminar.

Existem muitas formas de violência e muitos setores da sociedade convivem com ela passivamente, fechando os olhos para atos violentos que ocorrem no dia-a-dia ou participando deles. É por isso que ações propondo uma nova ética de cidadania, condizente com o bem-estar das pessoas, da nação e do planeta, são muito importantes.

Aumentar a segurança, colocando mais policiamento nas ruas, por exemplo, é fundamental. Mas isso deve vir acompanhado de uma retomada de valores essenciais, como os valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais, pois o desrespeito à cidadania é uma das principais causas do crescimento da violência no país.

As melhores formas de prevenção são o combate ao desemprego e a melhoria na educação; portanto, urge abordar a questão da violência urbana não apenas como um caso de polícia, mas, principalmente, como um fator social. Só há um problema: se os setores competentes da máquina estatal para decisões dessa natureza se demorarem muito a decidir, os valores da cultura da violência irão se arraigar a tal ponto que será impossível revertê-los.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: guerra,violência,manifestações,doenças


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23/08/2017 às 13h02m


"Quem não se comunica se trumbica"

Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo, Chacrinha, a expressão-título deste artigo é uma premissa cada vez mais válida no mundo globalizado em que vivemos. E não estou falando apenas da sua capacidade de ouvir, de processar a informação e de enviar uma resposta ao seu interlocutor, mas de utilizar a comunicação como ferramenta para a conquista do sucesso, pessoal e profissional.

Hoje, para ser bem-sucedido, não basta exibir diploma de faculdade. É preciso falar outros idiomas, fazer mestrado, doutorado e MBA apenas para concorrer a uma vaga em um conceituado escritório de advocacia... Portanto, para se destacar você tem de se habituar a pensar nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença no mundo em que vivemos.  
A comunicação é parte de nossas atividades vitais, mas muita gente não dá muita importância a ela, limitando-se a falar-ouvir-falar continuamente, sem provocar nenhuma ação e desperdiçando palavras. O ato de comunicar-se abre possibilidades e leva a resultados. Um bom comunicador interage com o mundo, sem se deixar levar pelos acontecimentos. Ao comunicar-se, você consegue expor suas idéias, solicitar, declarar, proclamar, delegar, manifestar e, principalmente, criar novas possibilidades. 

Algumas pessoas são mais comunicativas que outras, mas isso não caracteriza um "dom". Apenas sugere apenas que há pessoas introvertidas e extrovertidas, sem determinar que uma seja mais hábil que a outra em comunicar-se, mesmo porque, hoje, existem muitas técnicas específicas para o desenvolvimento do poder de comunicação das pessoas.   

Se você se propôs a ler este artigo, certamente tem interesse em melhorar o seu poder de comunicação. Então, o primeiro passo é ter consciência de que comunicar-se não restringe ao uso das palavras, que, aliás, é o tom da voz e a postura corporal contam mais que as palavras.

Ao interagir com as pessoas, imediatamente provocamos nelas alguma reação. É a famosa "primeira impressão". Garantir uma "primeira impressão" positiva é condição número um para o sucesso. Nessa ocasião, quatro fatores são importantes: o que você faz, o que diz, como diz e como se apresenta (sua aparência).

O conteúdo do seu discurso também é importante. É preciso preparar-se para o que vai dizer, a fim de transmitir seus conhecimentos com tranqüilidade, garantindo que seus interlocutores o escutarão. Além disso, é preciso atenção ao modo como você diz, pois uma  ênfase mal colocada pode mudar todo o sentido de um discurso. E mais: controle o tom de sua voz e a velocidade da fala.

No campo da comunicação não-verbal, a aparência é um quesito muito importante, que abrange desde a roupa que se está vestindo até cuidados com higiene pessoal, gestos e postura corporal. O corpo fala... e não mente! E as pessoas prestam mais atenção a ele do que às nossas palavras. Isso significa que, se suas palavras não estiverem de acordo com sua aparência e com sua postura corporal, dificilmente acreditarão em você.
 
Sabendo disso tudo, comece a preparar-se para ser um bom comunicador. Peça a um amigo ou parente de sua confiança que preste atenção em você enquanto se comunica e, depois, lhe fale a respeito do que observou. Outra opção é filmar-se e, depois, assistir cuidadosamente à fita, procurando identificar possíveis vícios, manias e qualidades, tanto na fala, quando na aparência, postura e gestos. Mas seja sincero e observador. Lembre-se que, para melhorar, é preciso conhecer o déficit; portanto, não tenha medo de reconhecer seus defeitos. Use-os como trampolim para o aprendizado. 

Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: comunica, Chacrinha, sucesso, pessoal


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14/08/2017 às 19h01m


Seja o condutor do carro da sua vida — Administre-a!

Muitas pessoas sonham com o dia em que se tornarão felizes, bem-sucedidas, sadias, prósperas e financeiramente independentes, mas ficam apenas sonhando acordadas, esquecendo-se de agir! Outras, vivem apenas das lembranças do passado, ignorando o fato de que suas vidas continuam e que é preciso continuar vivendo, pois a vida acontece a cada momento, aqui e agora!

Tanto umas quanto outras não passam de espectadoras de si mesmas, pois apenas assistem aos acontecimentos, sem interferir neles. Vão para onde forem levadas, pois se consideram sem poder de escolha. Um dia, porém, percebem que não viveram como gostariam, tornam-se frustradas e passam a considerar-se vítimas do mundo. Mais para a frente, acabam se dando conta de que estão numa situação que elas mesmas criaram. Só que, na maioria das vezes, descobrem que poderiam ter vivido de outro modo quando já lhes falta vigor físico para fazer o que gostariam ou quando a saúde já está debilitada a ponto de tirar-lhes a autonomia sobre sua própria vida.
 
Percebeu que se você não acordar para a vida agora, amanhã pode ser tarde demais? Você é o único responsável pela sua vida! Isso quer dizer que tudo o que acontece com você, de bom ou de ruim, é de sua inteira responsabilidade. E ao responsabilizar-se por si mesmo, você elimina a possibilidade de que alguém venha chateá-lo, entristecê-lo ou machucá-lo, física ou psicologicamente — a não ser que você permita. 

Com os seus pensamentos, ocorre a mesma coisa: ou você os controla ou eles serão controlados por outras pessoas e/ou instituições oportunistas. Só você tem poder sobre seus pensamentos, mas se você abrir mão... 

O próximo passo para manter-se no controle da sua vida é saber escolher. Você se comunica com o Universo por meio de suas escolhas. Das escolhas primordiais, que estão na base de todas as demais decisões e acontecimentos da sua vida, a primeira se resume a: "Eu escolho ser a força criadora da minha vida.". Fazendo essa escolha, você a assume a responsabilidade pela sua vida, torna-se criador do seu destino e deixa de ser vítima de pessoas ou situações, a não ser que você queira! 

A próxima escolha, que complementa a anterior, é ser sincero consigo mesmo. Esqueça a idéia de agradar a todos e seja verdadeiro com a pessoa mais importante da sua vida: você! O que os outros pensarão sobre você é problema deles e não seu!

Por fim, escolha ser saudável. Mas repare que "ser sadio" não é a mesma coisa de "não ser doente". Uma pessoa sadia tem energia para fazer o que quiser da vida, já uma pessoa que não é portadora de nenhuma doença é apenas uma pessoa que não está doente.

Assumindo essas escolhas, reafirmando-as diariamente e várias vezes ao dia, você reprograma sua mente e permite que ela aceite outras escolhas, tão importantes quanto estas. Mas lembre-se de que é preciso escolher! Abrir mão dessa dádiva é permitir que qualquer um manipule a sua vida.
 
Lembre-se de que fazer escolhas é o primeiro passo rumo ao futuro, ao lugar que você quer conquistar. Mas para chegar lá você tem de agir no presente, neste momento, ou tudo permanecerá do mesmo jeito. Escolher é decidir pelo que nos trará mais felicidade e realização pessoal. Então, mãos à obra!

Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: vida, frustração, motivação, escolha


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03/08/2017 às 12h28m


Você está preparado para ser promovido?

Promoção, no universo corporativo, nada mais é que o coroamento de um profissional competente, ético e engajado com as metas e os valores da empresa, respeitando seus pares e colaboradores.

Investir em conhecimento técnico, específico para a função que deseja ocupar, é importante, mas não o suficiente. É preciso manter-se constantemente atualizado, não apenas em relação às novas tecnologias da sua área de atuação, mas também quanto ao cenário global e às perspectivas econômicas do país e do mundo. No mundo globalizado, tudo está interconectado. As empresas querem que seus líderes sejam profissionais de visão, capazes de enxergar além do lugar-comum, antecipando-se ao futuro.

Nesse cenário, pessoas arrojadas ocupam lugar de destaque. Aquelas que, pautadas pelo bom senso e pela objetividade, ousam e estão dispostas a correr riscos têm mais chances de ser bem-sucedidas. Pessoas que se antecipam a problemas e encontram soluções diferenciadas, assumem responsabilidades e mostram-se aptas a viver em um mundo em constante mudança.

O sucesso também é uma ciência e, como tal, pode ser aprendida. Antes, porém, é preciso se conhecer melhor, pois o autoconhecimento é a chave para o sucesso. Apenas se permitindo reconhecer suas falhas e aptidões você conseguirá implementar as mudanças necessárias para corrigir seus pontos fracos ou ressaltar seus pontos fortes.  

Uma promoção errada pode destruir uma carreira. Imagine um técnico altamente competente que é promovido a gerente do setor em que trabalha. Ele pode dar o melhor de si, tornando-se um técnico ainda melhor, mas isso não fará dele um bom gerente. Ele estará fadado ao fracasso se não se ajustar à nova realidade e adquirir habilidades em liderança e gestão de pessoas.

Quem almeja um cargo de liderança tem de gostar de lidar com pessoas. Se esse não é o seu perfil, esqueça. Procure outros caminhos, invista em outras competências e reavalie a sua meta profissional. Mas se você tem um bom envolvimento com seus colegas, mesmo que não seja o "número um", tem mais chances de ser um bom líder, pois competências técnicas são mais fáceis de ser aprendidas.

Avaliar adequadamente uma oportunidade e saber recusá-la, caso não esteja preparado ou não se encaixe à nova posição, é sinal de maturidade e não configura falta de competência. Ao contrário, mostra que você está atento à sua realidade e focado em seus objetivos. Além disso, a consciência da sua fraqueza frente à demanda ou ao desafio pode ser o estopim para que você busque preparar-se melhor para as próximas oportunidades.

Promoção não se pede. Então, para fazer sua imagem profissional saltar aos olhos de seus superiores ou do pessoal de RH quando surgir uma oportunidade, seja competente, ético e transparente; invista em conhecimento; mantenha-se atualizado; comprometa-se com a visão e os valores da companhia; tenha uma postura empreendedora; e desenvolva características pessoais, como liderança, iniciativa, capacidade para delegar.

Ingressar em uma grande corporação não garante mais emprego para toda a vida. Ao contrário, cada vez mais, nas grandes corporações, o profissional é posto a prova constantemente. Apenas os mais eficazes sobrevivem e, mesmo assim, precisam continuar se aprimorando para não serem postos de lado amanhã... Portanto, esteja atento às características profissionais necessárias para garantir um lugar de destaque no rol das pessoas bem-sucedidas. 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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25/07/2017 às 12h22m


Tabagismo — Apague esse vício


A fumaça do cigarro é tão prejudicial quando a expelida pelo escapamento de um automóvel. Enquanto o escapamento libera de 30 a 80 mil ppm (partículas por milhão) de monóxido de carbono, o cigarro emite de 20 a 60 mil ppm.

Em janeiro de 2006, a Comissão de Recursos Atmosféricos da Califórnia, estado norte-americano considerado referência em regulamentação sanitária e ambiental, aprovou a definição da fumaça de cigarros como "contaminação tóxica do ar". A iniciativa ganhou força depois que uma pesquisa revelou que, entre os pesquisados, 16% eram fumantes, mas 56% dos adultos e 64% dos adolescentes estavam expostos à fumaça alheia. A pesquisa indicou, ainda, que cerca de 6,6 mil californianos morrem anualmente de doenças associadas à exposição ao fumo. Dos países que lutam contra o tabagismo, o Canadá saiu na frente, proibindo o fumo em locais fechados e incentivando os postos de venda de cigarros a oferecer alternativas para o controle do vício, como adesivos e gomas de nicotina. No Brasil, o pioneirismo ficou por conta da proibição do fumo em locais fechados, apesar de ainda não haver rigor na punição dos infratores.


Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é terceira causa de morte evitável em todo o mundo. Mata mais que aids, alcoolismo, cocaína, heroína e acidentes de trânsito juntos. Das mais de 4.800 substâncias químicas que são liberadas durante a combustão do tabaco, cerca de 60 são cancerígenas. E a nicotina, que não provoca câncer, induz ao vício.


O tabagismo pode causar câncer de pulmão, enfisema pulmonar, bronquite crônica, doenças cardiovasculares, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, trombose vascular, amarelamento dos dentes, envelhecimento da pele, mau-hálito, perda do fôlego e queda da resistência física e do desempenho esportivo. Além disso, há o risco de impotência sexual, infertilidade, câncer do colo do útero, menopausa precoce e dismenorréia. Um estudo do Departamento de Psquiatria da Universidade de Michigan revelou, ainda, que o consumo contínuo de tabaco torna o pensamento mais lento e reduz o QI (Quociente de Inteligência).


O tabagismo é responsável por 4,9 milhões de mortes anuais em todo o mundo, e a incidência de tabagistas entre os mortos pelas causas mais conhecidas é assustadora. Veja a porcentagem de fumantes detectada nas principais causa mortis:

-        Câncer de pulmão: 90%

-        Bronquite e enfisema: 85%

-        Bronquite crônica: 40%

-        Outros tipos de câncer, como de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero: 30%

-        Doenças coronarianas: 25%

-        Doenças vasculares: 25%


A
mulher que fuma durante a gestação pode ter desde o descolamento prematuro da placenta e hemorragias, levando a um possível aborto, até o nascimento prematuro da criança, com baixo peso. E a criança poderá manter o quadro de baixo peso e apresentar distúrbios de desenvolvimento motor e intelectual. Se a mãe parar de fumar na fase de amamentação, o bebê pode apresentar sintomas da síndrome da abstinência, como irritabilidade, choro fácil e tremor de braços e pernas. Atenção: bebês cujos pais são fumantes apresentam cinco vezes mais risco de morte súbita sem causa aparente.


Antes de acender um cigarro, olhe à sua volta, pense no futuro e desista da idéia. Lembre-se de que, fumando um maço de cigarros por dia, por mais de dez anos, você está jogando fora, em média, cinco anos de vida.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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12/07/2017 às 12h38m


Reinventando a si mesmo


Se você pretende ser uma pessoa mais feliz, próspera, bem-sucedida e de bem com a vida, não deixe passar em branco a oportunidade que se abre quando se instala uma crise de identidade. Quando isso lhe acontecer, agarre essa chance e embarque em uma viagem rumo a um território desconhecido: você!

É a sua oportunidade de reinventar-se e, conseqüentemente, de mudar sua história de vida! Em vez de ficar se lamentando pelo que passou ou adiando a sua felicidade para o futuro, comece a viver o aqui e agora. Fazer isso não é tão simples como trocar de roupa ou mudar radicalmente o visual. Exige muito empenho e determinação, pois se trata de uma mudança que começa dentro e, pouco-a-pouco, vai se refletindo no seu exterior.

Primeiro, fique atento às novas possibilidades de enxergar o mundo. Há muitas maneiras de enxergar o mundo, mas quase sempre preferimos ficar com uma, que nos aloja numa zona de conforto, que não-necessariamente é o melhor lugar onde poderíamos estar. Muitas vezes, tudo de que precisamos para nos reencontrar é sair da zona de conforto e olhar o mundo com outros olhos.

podemos viver melhor o presente e criar o futuro que quisermos para nós se refizermos a parte do nosso passado que nos gera sofrimento e dor; se jogarmos fora a pesada bagagem emocional que nos impede de caminhar suavemente pela vida. Na verdade, tudo o que você tem de fazer é trocar a cor das lentes com as quais você olha para pontos nevrálgicos da sua vida. Tem de fazer uma reinterpretação dos fatos para ressignificar o passado, alterando sua influência no presente e, por conseqüência, no futuro.

Cedo ou tarde, quase todo mundo é convocado a enfrentar o passado. O que aconteceu, aconteceu, não pode ser modificado. Mas você pode modificar a sua maneira de ver, de compreender e de sentir fatos que aconteceram na sua vida.

Isso é possível por que somos animais lingüísticos, e porque a interpretação que fazemos dos fatos costuma ser mais relevante que o acontecimento em si. Portanto, muda-se a interpretação e o fato ganha outro significado.

A significação dos fatos que aconteceram no passado é feita a partir de nosso sistema de crenças, que quase sempre é formado na primeira infância (fase que vai do nascimento até os 7 anos de idade, aproximadamente). Mas a qualquer momento é possível trazer à tona uma crença ou um acontecimento dar-lhe outra interpretação.

Reinterpretando de modo positivo um fato que o marcou negativamente, você transforma trauma em experiência. Lembre-se de que você tem poder sobre a sua vida. Você é o único responsável por ela; portanto, em vez de ficar se lamentando pela bronca que levou do seu pai quando era pequeno ou de ter sido humilhado pelo seu chefe diante seus colegas, vá a luta e transforme seus traumas em experiências de vida! Tire proveito dos acontecimentos do passado como verdadeiras lições para o futuro e liberte-se do insuportável fardo que o impede de seguir em frente!

Faça uma visita ao passado, mas a partir do que você é agora, com toda a sua bagagem de vida. Certamente, visto sob um novo ponto de vista, aquilo que você codificou como trauma até que não foi tão ruim, não é mesmo? O ser humano pode mudar a realidade contando apenas com uma idéia. Então, que tal recriar o seu passado a partir do presente e moldar o seu futuro, de acordo com seus ideais?


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/07/2017 às 12h22m


Resgatando a feminilidade

Cada vez mais as mulheres estão abandonando os afazeres domésticos para assumir postos no mercado de trabalho.

De acordo com pesquisa realizada em 2005 pelo Grupo Catho, nos últimos dez anos, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro dobrou, revelando os seguintes percentuais de "ocupação" feminina nas empresas: 
- presidência: 17,5%
- diretoria: 23%
- gerência: 26%
- chefia e coordenação: 49

O avanço das mulheres no mercado de trabalho é marcado, principalmente, pela onda de mudança que o mundo está atravessando, onde habilidades mais femininas que masculinas têm sido fator determinante para a permanência de muitas empresas no mercado. Hoje, a agressividade e a objetividade – características notadamente masculinas – estão cedendo terreno para a intuição e a capacidade de adaptação, traços marcantes no perfil feminino.

As mulheres estão descobrindo seus. Não precisam mais se espelhar na atuação masculina para provar sua competência. Agora, são os homens que estão buscando adquirir as qualidades femininas tão procuradas pelo mundo corporativo, como a habilidade de cultivar bons e produtivos relacionamentos, por exemplo. Além disso, as mulheres são mais flexíveis que os homens e se adaptam com mais facilidade e mais rapidamente que eles, o que é fundamental para um mundo em constante mudança.

O estilo feminino, aliado ao esforço, força de vontade e determinação das mulheres em colocar em prática sua competência, tem sido reconhecido e recompensado pelas empresas, que apostam nessa nova força de trabalho. 

Um importante ponto positivo do estilo feminino é a capacidade de trabalhar com o lado direito do cérebro, mais emotivo, intuitivo, criativo. E como, durante muito tempo, tiveram de agir à semelhança dos homens para conquistar seu espaço, as mulheres acabaram desenvolvendo também a utilização do hemisfério cerebral esquerdo. Com isso, saíram ganhando! Agora, é a vez dos homens correrem atrás do prejuízo e buscar meios para desenvolver o hemisfério direito. Recursos para isso não faltam. Vários de meus cursos têm essa abordagem. 

Entretanto, ainda restam alguns pontos importantes a serem conquistados pelas mulheres com relação ao universo corporativo. O principal é que ainda existe um preconceito não-declarado em relação às mulheres. Prova disso é que elas ganham cerca de 10% menos que os homens nas mesmas funções. O mercado tem algumas justificativas para isso, mas as principais são: 1) a mulher é uma mão-de-obra nova e ainda é preciso descobrir seu potencial; 2) semanalmente, elas trabalham cerca de três horas menos que os homens.

Um importante aspecto negativo em relação à participação das mulheres no mercado de trabalho, levantado pela pesquisa do Grupo Catho, é que a porcentagem de mulheres nas empresas diminui conforme o tamanho da empresa aumenta. Mas, mesmo assim, o panorama da participação feminina no mercado de trabalho é promissor. Estima-se que daqui a 20 anos, quase 50% dos cargos de presidência nas empresas serão ocupados por mulheres! 

Como tudo na vida tende a encontrar um ponto de equilíbrio, também o mundo corporativo encontrará o seu, equilibrando homens e mulheres em cargos e rendimentos. Afinal, nada mais produtivo que dispor harmonicamente de duas frentes de trabalho tão distintas e, ao mesmo tempo, tão complementares. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/06/2017 às 12h05m


Seu corpo, templo da sua alma

Você não vai ter mais saúde apenas porque prometeu isso em cima de um banquinho, chupando seis uvas na virada do ano. Não adianta fazer promessas e não se comprometer com elas. Saúde é resultado de uma vida zelosa. 

A maioria das pessoas nasce saudável, mas só as que se cuidam conseguem manter-se assim. Alimentação saudável e atividade física regular são alguns desses cuidados. Afinal, a máquina humana precisa de nutrição adequada e de movimento, acima de tudo, para não entrar em processo de deterioração. 

Hoje, temos de nos preocupar com saúde muito mais do que nossos antepassados se preocuparam. Afinal, somos atingidos pela poluição atmosférica, excesso de lixo, uso indiscriminado de substâncias químicas na indústria e na agricultura, sem contar os maus hábitos alimentares que vimos adquirindo ao longo dos anos, como alimentação rica em gorduras e açúcares e pobre em nutrientes, os vícios, como cigarro, álcool e drogas, e os sentimentos prejudiciais, como angústia, raiva e medo, que acompanham o dia-a-dia de todos que vivem nas grandes cidades.

Nosso organismo vai paulatinamente sendo destruído. 

O corpo avisa quando as coisas não vão bem, mas estamos perdendo a capacidade de escutá-lo. Por exemplo, quando estamos dispersos, com dificuldade em manter a atenção, em vez de aumentar as horas de sono para dar ao corpo mais descanso e a possibilidade de recuperar-se, "curamos" a desatenção com café e estimulantes, que sobrecarregam ainda mais o organismo, em alguns casos já sem forças. 

Algumas acordam sempre atrasadas, tomam um cafezinho correndo, saem de casa esbravejando porque perderam a hora e ficam horas em jejum até que, no meio da tarde, pedem um lanche por telefone e "almoçam" correndo, em cima da mesa de trabalho. Depois, ficam sem comer até tarde da noite, quando chegam em casa morrendo de fome e "atacam" o que encontrarem pela frente. Essas pessoas também costumam ter contato com poluição ambiental, ficar nervosas, estressadas e, como se não bastasse, a maioria delas fuma quase um maço de cigarros por dia — tudo sem sair da frente do computador. E à noite, quando vão se deitar, não conseguem ter uma boa noite de sono, pois comeram muito e, pior, tarde da noite! 

Pessoas assim são aventureiras. Sabe por que? Porque promovem verdadeiros ataques a seus intestinos, pulmões, vias urinárias, pele... Seu organismo tem uma capacidade reduzida de funcionamento, manifestando uma condição de vida precária... De tão agredido, o organismo já não é capaz de se recuperar. Suas vias de excreção das impurezas estão bloqueadas, a renovação e a oxigenação celular estão prejudicadas, o fígado está sobrecarregado, o sistema imunológico está enfraquecido... Mas a produção de radicais livres está ótima! Eles aumentam, comprometendo sistemas funcionais múltiplos e acidificando o sangue, entre outros prejuízos à saúde.

Um conselho: respeite seu corpo, sua saúde, sua vida. Primeiro, faça uma lista de seus hábitos alimentares. Depois, descarte os excessos e passe a gerenciar tudo o que você coloca para dentro do seu corpo. Opte por uma alimentação natural, à rica em frutas frescas, folhas e legumes, cereais integrais, e pobre em gordura, carne vermelha, açúcar e alimentos industrialmente processados. Diga não a vícios, como alcoolismo e tabagismo. E mexa-se! Com apenas 30 minutos diários você conquista um dia inteiro de bem-estar! Se você quer realmente viver mais e melhor, faça mais do que promessas de final de ano.  



e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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01/06/2017 às 12h39m


Atividade física & Bem-estar — Amigos inseparáveis

O corpo humano é uma máquina e precisa de manutenção e cuidados para manter-se saudável. Cada vez mais cercados de comodidade e de controles remotos, vamos, lentamente, deteriorando nosso complexo organismo, mas nossa fisiologia revela que fomos feitos para o movimento. Não evoluímos durante milhões de anos para ficar esparramados no sofá, vendo televisão, ou sentados diante de um computador! 

O corpo precisa de movimento. A prática regular e bem orientada de atividade física pode trazer inúmeros benefícios ao organismo, como manter a pressão arterial em níveis normais, revigorar o coração, melhorar a postura corporal, fortificar os ossos, reforçar o sistema imunológico, controlar os níveis de açúcar, promove o equilíbrio hormonal, aliviar os sintomas da TPM (nas mulheres), proteger a próstata (nos homens) e favorecer o sono, o bom-humor e a auto-estima.

Uma hora de atividade física, corretamente praticada, pode render até duas horas a mais na vida de uma pessoa. Mas atividade física não é sair correndo, com o "coração na boca", pois exercício em excesso é tão prejudicial quanto a ausência dele, podendo causar fadiga, dores de cabeça e muscular, arritmia cardíaca, hipertensão arterial, insônia, tensão facial, queda de cabelo, inchaço, entre outras. Além disso, estimula a produção de radicais livres, responsáveis diretos pelo envelhecimento precoce e pode gerar ansiedade, raiva, angústia, impaciência, depressão e queda na capacidade de concentração.. É preciso buscar o equilíbrio, sempre! Para isso, esteja atento aos limites saudáveis, qualquer que seja a prática escolhida. 

A atividade física pode fazer muito pela sua saúde física e mental, desde que bem orientada. Antes de iniciá-la, é preciso fazer uma série de exames para avaliar seu estado de saúde atual e saber qual é a prática adequada ao seu perfil e/ou necessidade. 

Hoje, existem muitas opções de atividade física. Se você está há muito tempo sem se exercitar, procure identificar alguma que lhe agrade e dê o primeiro passo. Visite academias, faça aulas experimentais, converse com pessoas da sua faixa etária que pratiquem a modalidade escolhida e avalie se o acesso ao local é fácil para você.

Para deixar de ser sedentário, você não precisa ficar horas nos aparelhos de musculação nem correr dez quilômetros diariamente. Meia hora de atividade física por dia é o suficiente! Você pode começar com caminhadas no bairro em que você mora. Basta um tênis, uma roupa confortável e, se achar desagradável andar sozinho, é só arrumar um cãozinho e levá-lo para passear. Sua caminhada solitária se torna perfeitamente justificada, sem contar que ter um bichinho de estimação faz bem para o coração.

Práticas ao ar livre devem ser feitas bem cedo. De qualquer modo, proteja sua pele com um bom filtro solar, e use bonés, viseiras ou óculos escuros, desde que as lentes tenham filtro de proteção contra os raios UV, para proteger seus olhos.

Não adianta se matar de correr no parque uma vez por mês. Vá com calma e seja constante. E se não quiser gastar dinheiro nem tempo indo a uma academia, tenha hábitos inteligentes no dia-a-dia, como caminhar uma parte do trajeto até o seu local de trabalho ou usar escadas em vez de elevador, por exemplo. Se você se exercitar de modo controlado, obterá disso muito mais do que condicionamento físico. Obterá saúde e físico e mental, que lhe trará serenidade e lhe permitirá viver de modo muito mais harmonioso. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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