13/11/2017 às 19h10m


Beleza natural e saudável

 

Há pouco tempo, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou: o Brasil é o maior consumidor de remédios para emagrecer. Enquanto em nações européias o consumo de medicamentos à base de anfetaminas vem caindo, aqui a história é outra, pois juntam-se a obstinação da mulher brasileira pelo corpo perfeito, a falta de fiscalização dos órgãos competentes junto a farmácias que vendem essas drogas sem receita médica e a imprudência de médicos que emitem receituários solicitando o consumo de tais substâncias indiscriminadamente.

O uso continuado de anfetaminas, além da perda de peso, provoca aumento permanente da pressão sanguínea e distúrbios psicológicos, como agressividade, irritação, paranóia, confusão de pensamento, verborréia (excesso de palavras para dizer coisas de pouco conteúdo), compulsividade e até esquizofrenia. As mulheres constituem 90% dos usuários da droga.

Recente pesquisa revela que pessoas "bonitas" conquistam mais sucesso no ambiente de trabalho e que, além da discriminação por sexo e raça, pessoas bem cuidadas chegam a ganhar 10% mais.

O crescimento da indústria da beleza no Brasil também é revelado pelo crescente aumento de academias abertas em todo o território nacional. De acordo com matéria publicada pela Revista Veja, edição especial, em dezembro de 2003, existiam no Brasil sete mil academias, que atendiam a 3,5 milhões de alunos, representando em torno de 2% da população brasileira. Ainda com base nos dados publicados pela revista, o Brasil só perde para os Estados Unidos em número de academias, onde há 20.200 estabelecimentos abertos. E em relação ao número de pessoas matriculadas, o Brasil vem em quarto colocado, depois dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.

A popularização de cirurgias estéticas também revela o crescimento da indústria da beleza em nosso país. Nessa área, o Brasil perde apenas para os Estados Unidos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a média é de 500 mil cirurgias por ano, cerca de 60% delas para fins estéticos. Dessas, 70% são em mulheres e 15% em adolescentes.

Vítimas em potencial, as mulheres almejam ter seios como os de fulana, boca igual à de sicrana, bumbum idêntico ao de beltrana e, assim, multiplicam-se copiando corte de cabelo e medidas que não são suas, perdendo sua identidade e beleza natural. Muitas vezes, para conquistar o "corpo perfeito", exageram nos exercícios físicos, apelam para cirurgias perigosas, privam-se de uma alimentação balanceada e, como resultado, até chegam a atingir as medidas desejadas, mas acabam com a saúde.

Não há beleza maior que a exibida por uma pessoa saudável e em paz com o espelho. Mas o que é beleza? Platão, no século 4 a.C., reconhecia o caráter sensível do belo, dizendo que a beleza é a única idéia que resplandece no mundo. Desde então, o belo e o feio entraram na pauta de discussões. O ditado "gosto não de discute" surgiu a partir das conclusões de filósofos empiristas, que relativizaram a beleza ao gosto de cada um. Por sua vez, Kant afirmou que o belo é "aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente".

Beleza tem a ver com autenticidade e singularidade. Antes de conquistar olhares alheios, a beleza deve vir de dentro, refletindo um estilo de vida saudável e o prazer em viver bem, com saúde e feliz. O resto, é conseqüência! O que atrai as pessoas, de verdade, é o belo sorriso e o bom-humor de uma pessoa autoconfiante, pronta para alcançar o sucesso profissional e pessoal. 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: beleza,saúde,famácias,peso


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23/10/2017 às 21h24m


Você é responsável pela sua vida

 

Dar-se conta de que você é responsável pela sua vida pode ser algo transformador, pois lhe dá a possibilidade de escolher entre assumir a responsabilidade ou não. Se não assumir, muito provavelmente alguém o fará e você passará a trabalhar para a realização dessa pessoa, que pode perfeitamente ser a empresa na qual você trabalha... Se você vive dizendo "Eu trabalho para Fulano" ou "Eu trabalho para tal empresa", é possível que já esteja perdendo o controle sobre a sua vida... E se assumir, você terá de abandonar a confortável posição de vítima em que se coloca e ir em busca do que você realmente deseja para si.

Então, você pensa: "Abrir mão da minha vida, nem pensar. Mas assumir a responsabilidade por tudo dá muito trabalho!". Pois vou lhe contar um segredo: a posição de vítima pode ser muito mais pesada do que os esforços que você venha a fazer para alcançar sua realização pessoal e profissional. Portanto, a hora é agora. E uma das ações mais importantes no momento de retomar as rédeas da sua vida é perdoar.

Desde criança, nos ensinam que devemos perdoar, e muitos de nós crescemos sem saber direito o que isso significa. Perdoar pode ser muitas coisas, mas, antes de mais nada, é uma atitude inteligente. Se alguém o ofendeu e você insiste em não perdoar, quem carrega o peso da ofensa é você. Logo, perdoar é assumir a responsabilidade por aquilo que você sente.

Perdoar é diferente de esquecer. Esquecer uma ofensa, por exemplo, é pôr uma pedra em cima dela. Você pode nem pensar mais naquilo, mas a energia fica lá, estagnada embaixo da pedra! Ao perdoar, porém, você se liberta das amarradas do passado e permite que a sua energia flua positivamente, trazendo mais alegria ao seu ser.

Perdoar pode demandar tempo, paciência e dedicação. Pode não ser fácil, pode demandar muita força e sabedoria, mas os resultados são compensadores! Além de purificar a alma e proporcionar um sentimento de leveza, afinal de contas, você está abrindo mão de sentimentos negativos como raiva, ódio, desprezo, entre outros, também renova as energias, o perdão traz mais vitalidade e força para lutar pelos seus ideais. Isso porque enquanto você estiver guardando mágoas, remoendo ofensas e permitindo que a dor e o sofrimento cresçam e se multipliquem em seu interior, você estará gastando valiosas unidades de energia, principalmente cerebrais, que poderiam ser muito mais bem empregadas em prol do seu crescimento pessoal e profissional.

Quando uma pessoa nutre pensamentos rancorosos, tais pensamentos tendem a se acumular, gerando tensões, insônia, agitação e destruindo sua paz. Se você tem uma dívida que não consegue pagar é porque está precisando perdoar alguém. Dívida é falta de perdão no passado. Na hora em que você perdoar, tenha certeza de que o dinheiro aparece e você consegue pagar a dívida.

Ao perdoar, você libera a dor e o ressentimento que, durante anos, vinha carregando como se fosse um fardo pesado e inconveniente. Ao perdoar, você deixa de ser vítima de quem o prejudicou, recupera seu poder e assume a responsabilidade pelo que você sente. Lembre-se de que nossos verdadeiros inimigos são a raiva e o ódio, emoções que podem crescer desordenadamente quando nos descontrolamos e que são potencialmente destrutivas, que nos corroem, minando a nossa energia e vitalidade, podendo gerar doenças tão graves como o câncer.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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18/10/2017 às 18h10m


Faça do espelho seu melhor amigo


 

A aparência influencia no sucesso e na empregabilidade de um executivo. Não basta ter um rostinho bonito para ser bem-sucedido profissionalmente, mas isso é uma condição que pode influenciar em muito no sucesso da sua carreira profissional.

Não estamos falando de beleza, mas de aparência, do modo como você se apresenta à sociedade, que engloba desde os cuidados básicos com higiene pessoal (unhas limpas e bem cortadas, barba feita, cabelos bem cortados e saudáveis, maquiagem discreta, etc.), passando pelo modo como você se veste (usando roupas adequadas ao seu tipo físico e cargo, sapatos em excelente estado, acessórios sem extravagância, entre outros itens), até o seu comportamento dentro e fora do local de trabalho (etiqueta profissional), sem esquecer da sua comunicação. E quando o assunto é aparência, estar em paz com a balança é fundamental. Pesquisas revelam que obesidade é fator de rejeição para 65% dos 31 mil executivos pesquisados pelo Grupo Catho (empresa de recolocação profissional), em um estudo realizado em 2005.

  Hoje, ser magro não é apenas sinal de beleza, mas também de agilidade, auto-estima elevada, segurança, credibilidade e profissionalismo. Ser obeso, por sua vez, passa a mensagem de cansaço, de baixa auto-estima, de problemas de saúde, como pressão alta, diabetes ou problemas cardíacos, e tudo isso pode ser resumido à idéia de "não dar conta do recado". A verdade, sem entrar no mérito dessa questão, é que pessoas obesas são discriminadas no mercado de trabalho.

A aparência é tão importante na contratação de profissionais porque é a primeira qualidade que o selecionador pode avaliar nos candidatos. É, literalmente, a primeira impressão, que, como se sabe, é a que fica!

Sua carreira profissional se beneficiará em muito a partir do momento em que você começar a cuidar mais da sua aparência. E cuidando da sua aparência você também cuida da sua saúde física e emocional. Com o peso em dia você se torna mais saudável, com menos risco de desenvolver várias, passa a sentir-se de bem com a vida, torna-se mais produtivo e isso se irradia na sua aparência. E os outros percebem isso facilmente, tanto que seu fator de empregabilidade aumenta.

Se você estiver desempregado ou em busca de promoção, não precisa fazer greve de fome. Para sua energia — e seu peso — se equilibrarem, basta optar por uma alimentação saudável, balanceada e de acordo com as suas necessidades nutricionais, que variam conforme sua idade, altura, sexo e nível de atividade física. Aliás, dedicar-se a uma atividade física regular é altamente aconselhável, não apenas porque acelera o metabolismo e intensifica o processo de emagrecimento, como também porque ajuda a descarregar as tensões do dia-a-dia, restabelecendo a energia e mantendo afastados o nervosismo, o estresse e a ansiedade!

E não se esqueça: Todo esse cuidado não deve ser interrompido após conquistada a vaga ou a promoção. Ao contrário, devem ser mantidos por toda a vida. Sua carreira e a sua saúde agradecem! 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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06/10/2017 às 19h24m


Trabalhar com prazer — Eis a chave para a felicidade!


            Se você pensa que satisfação e trabalho são coisas distintas, está na hora de rever seus conceitos! De acordo com nota divulgada pela BBC Brasil, pesquisadores suecos garantem que o trabalho duro, desde que utilize a plena capacidade da pessoa e valorize seus pontos fortes, pode trazer mais satisfação a quem o realiza do que a própria remuneração recebida. Os estudiosos concluem que a satisfação oriunda do trabalho pode ser mais gratificante do que ganhar na loteria, visto que esta proporciona apenas uma felicidade temporária.

Mas como conseguir conciliar trabalho e satisfação pessoal?

Primeiro, pare de pensar em dinheiro como finalidade do trabalho. Dinheiro é conseqüência e não fim. Seu salário deve ser a recompensa pelo seu trabalho, mas não a finalidade dele. Trabalhando por dinheiro você se torna escravo dele e perde o prazer em trabalhar, mesmo que goste do que faz!

Segundo, identifique seu propósito de vida. É ele que dita as diretrizes para sua satisfação e realização pessoal. Todos temos um propósito de vida, mas poucas pessoas conseguem identificá-lo e viver em função dele. A maioria sabe apenas aquilo que não deseja da vida, sem ter consciência do realmente importa. É como ir às compras com uma lista do que não precisa comprar.

O propósito de vida deve ser sempre positivo e prazeroso, pois é na direção dele que nos movemos. Para facilitar a jornada e nos mantermos motivados a cumprir nosso propósito mesmo em situações de crise, é importante ter em mente uma visão clara e bem definida desse propósito materializado no futuro. Isso lhe permitirá direcionar seus esforços de forma muito mais precisa.

Os valores também são importantes para a realização pessoal. É preciso identificá-los, fortalecê-los e adequá-los ao seu propósito de vida.

Quando conseguimos alinhar propósito, visão e valores temos muito mais chances de nos tornarmos pessoas bem-sucedidas. Isso, porém, não é garantia de sucesso. Mais uma vez, é preciso ultrapassar limites! É preciso desenvolver a competência em executar melhor o que você faz de melhor, comunicar isso pessoas e fazer com que elas necessitem da sua habilidade. Por fim, é preciso, também, gostar do modo como você faz o que gosta de fazer.

De acordo com o estudo da universidade sueca, trabalhar para atingir um objetivo pode ser ainda mais prazeroso do que alcançar o objetivo em questão.

 A importância de trabalhar com prazer

No passado, todo o trabalho necessitava de força física, como as atividades agrícolas, por exemplo. Hoje, porém, a maioria das pessoas está envolvida em atividades que exigem mais esforço intelectual do que físico. Mesmo que sem estar focadas no trabalho 24 por dia, as pessoas estão com o trabalho na cabeça o tempo todo; logo, o trabalho acaba influenciando outras áreas de suas vidas, como a social e a familiar, por exemplo. Logo, se as pessoas não mantiverem uma relação satisfatória com o trabalho que realizam, certamente irão desenvolver sentimentos hostis em relação a ele, que resultarão em males físicos ou psicológicos, como estresse, cansaço, falta de produtividade, desânimo, depressão, entre outras patologias. Disso se conclui que que quem não gosta do que faz nem do modo como o faz está, progressivamente, esgotando sua energia vital e, inclusive, seus rendimentos! É isso o que você quer para si?


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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06/10/2017 às 19h11m


Autoconhecimento – A alavanca para uma vida plena


         Em um mundo dinâmico e em plena evolução como o que vivemos, as pessoas estão sempre correndo, muito ocupadas, com medo de olhar para dentro de si mesmas e descobrir sua verdadeira essência. Temem seus monstros, mas não imaginam que, ao superá-los, poderão encher-se de energia e tornar-se aptas a conquistar uma vida plena e mais feliz.

Muitas vezes, evitamos entrar em contato com nossos sentimentos mais profundos, até mesmo como forma de nos proteger do que poderia vir à tona se nos permitíssemos nos expressar como verdadeiramente somos. Como fuga, muitas pessoas mergulham no trabalho e em atividades produtivas, enquanto outras embarcam em viagens obscuras, entregando-se a vícios como alcoolismo, jogo ou drogas.

"Quem é você?". Alguma vez você tentou responder a esta pergunta sinceramente? É preciso coragem para escutar a resposta com atenção. Permitir-se reconhecer suas próprias falhas e propor-se mudanças efetivas não é tarefa simples. É importante reconhecer suas virtudes e conquistas, traçar novos planos e metas e perseverar em busca do sucesso! Você só terá chances de se sair bem no jogo da vida quando souber quais são seus pontos fracos (falhas) e suas armas poderosas (virtudes), e tiver controle sobre eles.

Quem costuma dizer "Quem me dera poder ter tal coisa..." ou "Quem sou eu para fazer isso..." ou "Isso não é para mim, conheço meu lugar..." é porque não se conhece o bastante para saber tudo de que é capaz. Presas a crenças e idéias equivocadas a respeito da vida e de si mesmas, essas pessoas vivem à margem da vida, como platéia e nunca como ator principal.

De início, uma viagem para dentro de si mesmo pode não ser muito prazerosa, mas é inegável que trará um novo sentido à vida de quem lançar-se a tal empreendimento. O processo inicial é longo, pois é preciso retirar cuidadosamente as máscaras que escolhemos para nos proteger do olhar dos outros e do nosso próprio olhar. Muitas vezes, essas máscaras de tão usadas já se sedimentaram, tornando-se sólidas, duras, como se fizessem parte de nós. Quando envolvidos nesse tipo de máscara, olhamo-nos no espelho e não nos vemos. Nossa real identidade está muito bem escondida, não se revela nem mais a nós mesmos.

Um dos meios para se conhecer melhor é saber exatamente o que você quer, de que coisas está disposto a abrir mão em favor de seus objetivos e qual o melhor caminho a seguir. Reflita a respeito de onde e como você deseja estar daqui há seis meses, um ano, cinco e dez anos. Depois, busque identificar o que lhe falta para chegar lá.

Primeiro, preste atenção à sua rotina, tente identificar em que ela o incomoda, e, então, passe a observar, avaliar, criticar e encontrar saídas para aquele ponto, especificamente. Seja um observador de si mesmo. Reveja sua vida como quem assiste a um filme. Pegue lápis e papel e registre, escreva tudo o que lhe vier à mente. Depois, use sua capacidade racional e analise cuidadosamente o que tiver escrito. Esteja aberto a críticas pessoais e identifique pontos que precisam ser modificados. Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em muralhas intransponíveis. Se você conseguir identificá-las a tempo, poderá agir e impedir que o prejudiquem.

Reflita a respeito do que gosta de fazer nas suas horas livres: prefere ler um bom livro ou ir ao cinema? Qual o seu prato preferido? Suas escolhas têm sido coerentes com suas vontades e desejos? O que o impede de conquistar suas metas?

Converse consigo mesmo, pois é a partir dessa conversa interna que você poderá desenvolver o autoconhecimento e ter controle sobre suas emoções. Sem isso, você será incapaz de atuar no mundo em que vive. E nós só conseguimos controlar algo se o conhecermos muito bem. 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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27/09/2017 às 20h52m


Mapa do tesouro: você já encontrou o seu?


Crianças, geralmente, ficam fascinadas com brincadeiras de caça ao tesouro. Mas elas crescem e passam a acreditar que, no mundo real, não há tesouro escondido e que as riquezas do mundo estão reservadas para os sortudos, esquecendo-se de que o maior tesouro está dentro delas mesmas. Para encontrá-lo, porém, é preciso ter um mapa.

A idéia é simples: quando você tem de visitar um cliente pela primeira vez, você pega o guia de ruas, localiza a endereço e, depois, a partir do ponto em que se encontra, traça uma rota para chegar ao destino. Na vida, para ser bem-sucedido, também é preciso ter um endereço (destino final) e, depois, sabendo onde você se encontra naquele momento, traçar um plano de ação que o leve aonde você quer ir.. Simples, não é? Mas muita gente pula essas etapas e embarca em uma viagem sem fim que conduz a lugar nenhum.

No mundo em que vivemos, se andarmos sempre na mesma direção, voltaremos inevitavelmente, ao ponto de partida. Para conquistar objetivos é preciso defini-los claramente, tendo metas como alavancas para vencer a inércia. Mas é importante que as metas sejam positivas, pois vamos nos mover em direção a elas, e ninguém gosta de ir de encontro ao sofrimento. E as metas têm, também, de ser coerentes com nossos valores.

Valores são estados de espírito que expressam quem somos. Agimos, intuitivamente, de acordo com nossos valores, apesar de muitas vezes, desconhecermos os valores que nos movem. Uma coisa é certa: quando realizamos algo alinhado aos nossos valores, sentimo-nos plenos e felizes. É, pois, crucial identificar e fortalecer nossos valores, para que, ao traçar nossas metas, tenhamos condições de executá-las com sucesso.

Caso você tenha uma meta bem definida, faça o caminho inverso e busque identificar, a partir da meta, que valores estão por trás dela.

Depois de definir metas e identificar valores, está na hora de traçar o mapa. Se você deseja comprar uma casa, por exemplo, estipule uma data para a compra. Depois, examine sua situação e desenhe uma estratégia. O que o impede de comprar a casa hoje? Falta de dinheiro? Como você pretende comprar a casa: à vista ou financiada? E o que você precisa para juntar a quantia faltante? Trabalhar mais? Economizar mais? Ser promovido? Mudar de emprego? Anote tudo o que lhe vier à mente numa folha de papel, de forma ordenada e coerente. Você está esboçando o seu mapa do tesouro.

Mas há metas intangíveis, como querer comunicar-se melhor, por exemplo, que também requerem um plano de ação. Então, pesquise sobre o assunto, procure ajuda profissional, busque desvendar seus bloqueios, encontrar a origem do problema e aja, interferindo no processo. Como estratégia, inclua exercícios de visualização: imagine-se comandando uma palestra na sua empresa, veja a roupa que usará, escute o discurso que fará, observe seus modos, sinta a reação das pessoas... Assim, quando estiver numa situação real, terá como avaliar e reconhecer sua vitória!

Imagine que sua trajetória até a realização de um objetivo é uma linha de trem: entre o "embarque" e o "destino final" existem várias "paradas", e é preciso passar por todas antes de chegar ao "destino".

Na vida, o "destino final" do trem pode ser chamado "metas de resultado" e as "estações", de "metas de processo". Vencer cada meta de processo fornece combustível extra para você se manter na linha e conquistar sua meta de resultado. Por isso, quando for desenhar seu mapa, dê muita atenção às ‘estações", às paradas durante o caminho, para não ficar com a sensação de seu tesouro é inatingível. E com o mapa traçado, só lhe resta dar o primeiro passo em busca do seu tesouro. Só depende de você! Boa sorte!


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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18/09/2017 às 18h25m


Mudar para permanecer — Você está preparado?


Muitas pessoas sonham com uma verdadeira transformação em suas vidas, mas querem que seja assim: vapt-vupt e pronto, se tornam outras pessoas, mais confiantes, bem-sucedidas, prósperas e felizes!

Na vida real isso não acontece. Por mais que sejam positivas e necessárias, mudanças costumam ser tão desgastantes que, mesmo querendo mudar, algumas pessoas relutam e tentam seguir sua vida do "jeitinho" de sempre.

A respeito das mudanças, os mais conservadores ou medrosos diriam: "É o mais sensato!" ou "Melhor não trocar o certo pelo duvidoso." Sim, o processo causa medo em muita gente. Trata-se de um medo físico, pois exige uma adaptação do nosso sistema nervoso sair da "zona de conforto", buscando novos caminhos para conectar as áreas emocional e racional do cérebro.

As coisas, nem sempre acontecem como planejamos. Chega um momento em que é fundamental sair da inércia e implementar mudanças, que não necessariamente precisam ser gigantescas nem imediatas, mas podem ser muito singelas. Porém, quando surge a insatisfação, as pessoas, em vez de cogitar da possibilidade de mudança,  tendem a ocupar a posição de vítimas e culpam a tudo e a todos pelos seus sentimentos. Em vez de eleger culpados, reflita sobre as suas atitudes e escolhas perante a vida e avalie se suas decisões têm ido ao encontro de seus valores e propósito de vida. Mudar alguns padrões de comportamento, como a falta de amor-próprio, o sentimento de culpa e a baixa auto-estima, pode resultar em uma grande diferença, incitando, até mesmo, o despertar de um novo ser.

Em geral, as pessoas têm uma reação muito previsível quando se deparam com a necessidade de mudança e costumam agir dentro de um ciclo conhecido como "Ciclo do pesar", que inclui: choque, negação, raiva, negociação, tristeza, aceitação e desempenho. Vejamos como ele se desenvolve:

-        A primeira reação frente à necessidade de mudança é a de um verdadeiro "choque". A pessoa fica anestesiada, sem conseguir aceitar que terá de mudar seus padrões, tão perfeitamente enraizados em seu modo de vida.

-        Após o "choque" inicial, vem a fase de "negação", quando a pessoa tenta se convencer de que não precisa sucumbir à mudança e pode seguir sua vida exatamente como ela tem feito até o momento.

-        Ao conscientizar-se de que a mudança é realmente necessária, a pessoa passa por um estágio de "raiva", pois ainda não conseguiu assimilar todos os aspectos da mudança nem aceita ter de abrir mão de seus padrões atuais.

-        Em seguida, ela entra na fase de "negociação" e tenta barganhar a possibilidade de manter algumas coisas e aceitar outros aspectos da mudança.

-        Ao se dar conta de que a mudança é inevitável e que precisará abandonar os padrões que estão bloqueando a sua produtividade, vem um sentimento de "tristeza".

-        Por fim, superada a tristeza, chega a vez de contemplar um estado de plenitude e produtividade. É a fase de "aceitação e desempenho", em que, finalmente, a mudança é implementada e a pessoa se dá conta de como ter optado pela mudança poderá beneficiá-la... até a próxima mudança!

É incrível pensar que passamos por todos esses estágios mesmo quando a mudança representa algo positivo e desejado. Tenha em mente que você tem a liberdade e o direito de fazer as escolhas que podem tornar sua vida melhor e mais feliz, assim como tem o poder de abrir mão daquilo que lhe traz dor, tristeza e infelicidade. Ou seja, mudar está ao seu alcance, sempre. Boa sorte! 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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13/09/2017 às 19h36m


Guerra urbana: é possível sobreviver à violência nas grandes cidades?


 

A década de 70, lembrada por muitos como tempo de "paz e amor", no qual os  hippies e o movimento tropicalista responderam por um cenário de grande efervescência cultural, foi também um período marcado por ações violentas contra as manifestações de direitos humanos. Ações que, como se sabe, eram decorrentes dos regimes ditatoriais e militares que, então, tomavam conta de países latino-americanos e se caracterizavam pela constante infração dos códigos mais básicos dos direitos humanos e da conduta civilizada, como censura, tortura e exílio.

Hoje, a violência está em todo lugar. Não existe mais lugar seguro. É cada vez mais comum conhecermos pessoas que já sofreram algum tipo de violência ou nós mesmos sermos vítimas dela. Pauta constante nos noticiários de todo o País, a violência embalou toda uma geração, que cresceu sob a vigência do medo e da insegurança, fruto da violência indiscriminada a que estamos expostos. Pavor dentro e fora de casa, na rua, no trabalho, no lazer... Não importa se você anda a pé, de ônibus, de metrô ou de carro particular. A qualquer momento, você pode se tornar a próxima vítima...

E quanto mais violenta a sociedade, mais se fala em meios para prevenir-se contra ela. Livros, jornais, revistas, programas de tevê mostram especialistas em segurança ensinando como sobreviver a essa verdadeira "guerra urbana". Todavia, esses "meios" tão divulgados de prevenção são, em grande parte, de caráter pessoal. Necessários, sim, mas nunca substitutos de medidas públicas de combate à violência que nos assola.

A preocupação com a violência afeta a qualidade de vida de todos nós, uma vez que interfere em nosso convívio social, familiar e profissional. Doenças como estresse, depressão, ansiedade e síndrome do pânico estão cada vez mais associadas ao aumento da violência nos grandes centros urbanos. Movimentos sociais, organizações não-governamentais e campanhas públicas incentivam a prática da gentileza, da compreensão, da solidariedade, do respeito e da igualdade. Gestos simples, que não resolvem o problema da violência, mas que vão sedimentando nas pessoas um sentimento de boa-vontade em relação ao próximo, sentimento este que a violência tem se encarregado de eliminar.

Existem muitas formas de violência e muitos setores da sociedade convivem com ela passivamente, fechando os olhos para atos violentos que ocorrem no dia-a-dia ou participando deles. É por isso que ações propondo uma nova ética de cidadania, condizente com o bem-estar das pessoas, da nação e do planeta, são muito importantes.

Aumentar a segurança, colocando mais policiamento nas ruas, por exemplo, é fundamental. Mas isso deve vir acompanhado de uma retomada de valores essenciais, como os valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais, pois o desrespeito à cidadania é uma das principais causas do crescimento da violência no país.

As melhores formas de prevenção são o combate ao desemprego e a melhoria na educação; portanto, urge abordar a questão da violência urbana não apenas como um caso de polícia, mas, principalmente, como um fator social. Só há um problema: se os setores competentes da máquina estatal para decisões dessa natureza se demorarem muito a decidir, os valores da cultura da violência irão se arraigar a tal ponto que será impossível revertê-los.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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23/08/2017 às 13h02m


"Quem não se comunica se trumbica"

Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo, Chacrinha, a expressão-título deste artigo é uma premissa cada vez mais válida no mundo globalizado em que vivemos. E não estou falando apenas da sua capacidade de ouvir, de processar a informação e de enviar uma resposta ao seu interlocutor, mas de utilizar a comunicação como ferramenta para a conquista do sucesso, pessoal e profissional.

Hoje, para ser bem-sucedido, não basta exibir diploma de faculdade. É preciso falar outros idiomas, fazer mestrado, doutorado e MBA apenas para concorrer a uma vaga em um conceituado escritório de advocacia... Portanto, para se destacar você tem de se habituar a pensar nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença no mundo em que vivemos.  
A comunicação é parte de nossas atividades vitais, mas muita gente não dá muita importância a ela, limitando-se a falar-ouvir-falar continuamente, sem provocar nenhuma ação e desperdiçando palavras. O ato de comunicar-se abre possibilidades e leva a resultados. Um bom comunicador interage com o mundo, sem se deixar levar pelos acontecimentos. Ao comunicar-se, você consegue expor suas idéias, solicitar, declarar, proclamar, delegar, manifestar e, principalmente, criar novas possibilidades. 

Algumas pessoas são mais comunicativas que outras, mas isso não caracteriza um "dom". Apenas sugere apenas que há pessoas introvertidas e extrovertidas, sem determinar que uma seja mais hábil que a outra em comunicar-se, mesmo porque, hoje, existem muitas técnicas específicas para o desenvolvimento do poder de comunicação das pessoas.   

Se você se propôs a ler este artigo, certamente tem interesse em melhorar o seu poder de comunicação. Então, o primeiro passo é ter consciência de que comunicar-se não restringe ao uso das palavras, que, aliás, é o tom da voz e a postura corporal contam mais que as palavras.

Ao interagir com as pessoas, imediatamente provocamos nelas alguma reação. É a famosa "primeira impressão". Garantir uma "primeira impressão" positiva é condição número um para o sucesso. Nessa ocasião, quatro fatores são importantes: o que você faz, o que diz, como diz e como se apresenta (sua aparência).

O conteúdo do seu discurso também é importante. É preciso preparar-se para o que vai dizer, a fim de transmitir seus conhecimentos com tranqüilidade, garantindo que seus interlocutores o escutarão. Além disso, é preciso atenção ao modo como você diz, pois uma  ênfase mal colocada pode mudar todo o sentido de um discurso. E mais: controle o tom de sua voz e a velocidade da fala.

No campo da comunicação não-verbal, a aparência é um quesito muito importante, que abrange desde a roupa que se está vestindo até cuidados com higiene pessoal, gestos e postura corporal. O corpo fala... e não mente! E as pessoas prestam mais atenção a ele do que às nossas palavras. Isso significa que, se suas palavras não estiverem de acordo com sua aparência e com sua postura corporal, dificilmente acreditarão em você.
 
Sabendo disso tudo, comece a preparar-se para ser um bom comunicador. Peça a um amigo ou parente de sua confiança que preste atenção em você enquanto se comunica e, depois, lhe fale a respeito do que observou. Outra opção é filmar-se e, depois, assistir cuidadosamente à fita, procurando identificar possíveis vícios, manias e qualidades, tanto na fala, quando na aparência, postura e gestos. Mas seja sincero e observador. Lembre-se que, para melhorar, é preciso conhecer o déficit; portanto, não tenha medo de reconhecer seus defeitos. Use-os como trampolim para o aprendizado. 

Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: comunica, Chacrinha, sucesso, pessoal


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14/08/2017 às 19h01m


Seja o condutor do carro da sua vida — Administre-a!

Muitas pessoas sonham com o dia em que se tornarão felizes, bem-sucedidas, sadias, prósperas e financeiramente independentes, mas ficam apenas sonhando acordadas, esquecendo-se de agir! Outras, vivem apenas das lembranças do passado, ignorando o fato de que suas vidas continuam e que é preciso continuar vivendo, pois a vida acontece a cada momento, aqui e agora!

Tanto umas quanto outras não passam de espectadoras de si mesmas, pois apenas assistem aos acontecimentos, sem interferir neles. Vão para onde forem levadas, pois se consideram sem poder de escolha. Um dia, porém, percebem que não viveram como gostariam, tornam-se frustradas e passam a considerar-se vítimas do mundo. Mais para a frente, acabam se dando conta de que estão numa situação que elas mesmas criaram. Só que, na maioria das vezes, descobrem que poderiam ter vivido de outro modo quando já lhes falta vigor físico para fazer o que gostariam ou quando a saúde já está debilitada a ponto de tirar-lhes a autonomia sobre sua própria vida.
 
Percebeu que se você não acordar para a vida agora, amanhã pode ser tarde demais? Você é o único responsável pela sua vida! Isso quer dizer que tudo o que acontece com você, de bom ou de ruim, é de sua inteira responsabilidade. E ao responsabilizar-se por si mesmo, você elimina a possibilidade de que alguém venha chateá-lo, entristecê-lo ou machucá-lo, física ou psicologicamente — a não ser que você permita. 

Com os seus pensamentos, ocorre a mesma coisa: ou você os controla ou eles serão controlados por outras pessoas e/ou instituições oportunistas. Só você tem poder sobre seus pensamentos, mas se você abrir mão... 

O próximo passo para manter-se no controle da sua vida é saber escolher. Você se comunica com o Universo por meio de suas escolhas. Das escolhas primordiais, que estão na base de todas as demais decisões e acontecimentos da sua vida, a primeira se resume a: "Eu escolho ser a força criadora da minha vida.". Fazendo essa escolha, você a assume a responsabilidade pela sua vida, torna-se criador do seu destino e deixa de ser vítima de pessoas ou situações, a não ser que você queira! 

A próxima escolha, que complementa a anterior, é ser sincero consigo mesmo. Esqueça a idéia de agradar a todos e seja verdadeiro com a pessoa mais importante da sua vida: você! O que os outros pensarão sobre você é problema deles e não seu!

Por fim, escolha ser saudável. Mas repare que "ser sadio" não é a mesma coisa de "não ser doente". Uma pessoa sadia tem energia para fazer o que quiser da vida, já uma pessoa que não é portadora de nenhuma doença é apenas uma pessoa que não está doente.

Assumindo essas escolhas, reafirmando-as diariamente e várias vezes ao dia, você reprograma sua mente e permite que ela aceite outras escolhas, tão importantes quanto estas. Mas lembre-se de que é preciso escolher! Abrir mão dessa dádiva é permitir que qualquer um manipule a sua vida.
 
Lembre-se de que fazer escolhas é o primeiro passo rumo ao futuro, ao lugar que você quer conquistar. Mas para chegar lá você tem de agir no presente, neste momento, ou tudo permanecerá do mesmo jeito. Escolher é decidir pelo que nos trará mais felicidade e realização pessoal. Então, mãos à obra!

Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: vida, frustração, motivação, escolha


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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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