23/02/2017 às 15h59m


O poder da escrita

Uma das contribuições dos sumérios para o desenvolvimento da Humanidade foi o seu sistema de escrita: uma série de pictogramas (pequenos desenhos) faziam referência aos conceitos que pretendiam ser transmitidos. Daí se desenvolveu o conceito de ideograma, seguido pelo uso de sinais arbitrários para palavras e elementos fonéticos ou de símbolos que representavam o som de uma palavra ou de parte dela. Na China, os ideogramas proliferaram e foram padronizados. Em outras civilizações, os sinais fonéticos foram os únicos mantidos, a exemplo dos fenícios , que desde 1000 a.C. davam forma ao alfabeto que usamos hoje.

Desde então, a escrita vem sendo associada a civilização. A invenção, que convertia a palavra falada e tornava-a fixa e transmissível ao longo das gerações, era uma importante ferramenta, principalmente, para a árdua tarefa de administração dos Estados civilizados. A partir da escrita, o homem pôde organizar-se social e culturalmente. E foi além, pois, por meio da escrita, pôde criar e perpetuar sua identidade e deixar registrada na História a sua passagem.

Incorporada à existência do homem, a escrita nunca se tornou obsoleta. Ao contrário, torna-se cada vez mais importante para manter viva a essência humana. 

Hoje, com o uso de celulares, notebooks, câmeras fotográficas digitais e internet, entre outros aparatos modernos, as distâncias se encurtarem e o tempo tem ficado mais escasso. Hoje, trabalha-se mais e vive-se menos, mas não em anos de vida, pois estes aumentaram. Atualmente, pessoas com 80, 90 e até 100 anos de idade caminham pelas ruas das grandes metrópoles; mas, meio século atrás, um indivíduo com 50 ou 60 anos de idade era considerado velho. 

Uma epidemia do mundo moderno é o estresse, cujos principais sintomas são fadiga e falta de memória. É cada vez mais freqüente encontrar pessoas entre 25 e 50 anos com lapsos de memória. Ao contrário do que muitos pensam, essas falhas nem sempre têm origem patológica. Distração, ansiedade, estresse, depressão e até mesmo bloqueios emocionais podem desencadear lapsos de memória. 

A memória divide-se em antiga e recente. A primeira é relacionada ao processo de aprendizagem, e a segunda, também chamada "memória de trabalho", é ocupada por fatos do cotidiano, pouco relevantes para serem armazenados definitivamente. É importante saber que essa memória tem capacidade limitada; portanto, é preciso administrar bem o que é colocado nela para não sobrecarregá-la. 

Apesar dos esforços da ciência, a melhor maneira de manter a memória afiada é a prevenção. Um dos recursos que podem e devem ser utilizados é a milenar técnica da escrita. 

Escreva! Deixe tudo registrado. Tenha uma agenda. Anote todos os seus compromissos e tarefas diárias.  Você aliviará cérebro e se sentirá revigorado, pronto para assumir as tarefas mais importantes com eficácia e destreza.

Escrevendo, você também aprende a definir suas metas, traçar planos de ação e atingir seus objetivos. A partir do momento que você registra algo, seu cérebro se compromete e passa a atuar em prol da realização daquilo que foi registrado. Ao escrever um diário, por exemplo, você terá uma importante ferramenta para fazer follow-up e verificar se está agindo no sentido certo ou se é preciso mudar alguma coisa. Colocar no papel a sua reação depois de conquistar um objetivo desejado também é um excelente meio de induzir o cérebro a buscar a repetição desse momento. Da mesma forma, extravasar, por meio da escrita, sentimentos como ódio, raiva, medo e rancor libera mente e coração de sensações ruins e prejudiciais. Portanto, escreva! 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Atreladas à correria da vida moderna, muitas pessoas sentem-se estafadas, sem ânimo para enfrentar o dia-a-dia. A todo instante são colocadas à prova. Exauridas, muitas chegam à velhice sem ânimo para aproveitar o que a vida tem a oferecer. Aí, adoecem, tornam-se dependentes de seus familiares e sentem que tudo foi em vão. 

Mas ninguém precisa ficar preso a uma história como essa. Basta cuidar mais da mente: mantendo o cérebro ativo, garantimos mais saúde, energia e serenidade. Mas, para colher esses frutos, é preciso plantá-los! E quanto antes, melhor! 

Se, por um lado, distúrbios de memória vêm atingindo cada vez mais pessoas entre 25 e 50 anos de idade, por outro, têm sido cada vez mais freqüentes os casos de idosos com mal de Alzheimer, uma demência relacionada ao aumento da expectativa de vida. Tanto o primeiro quanto o segundo caso afetam em muito a qualidade de vida das pessoas atingidas, prejudicando desde o desempenho profissional, passando pelo sexual, por problemas de relacionamento e atingindo até mesmo sua saúde física, por causa do enorme desgaste emocional. 

O cérebro é como um músculo. Mas, diferentemente dos músculos que dão sustentação ao corpo e que podem ser trabalhados repetida e exaustivamente na academia, o cérebro precisa de desafios, de novidades. Veja o que pode ser feito:

Ler
A leitura ativa inúmeras áreas importantes do cérebro, uma vez que para decifrar uma frase, os neurônios terão de resgatar as regras gramaticais aprendidas há muito tempo; para prosseguir com a leitura, a memória terá de armazenar o conteúdo já lido; e para compreender o texto todo, terá de haver um resgate na memória de todo o conhecimento básico adquirido ao longo da vida... 

Propôr-se desafios
Desafios é um bom exercício para o cérebro. Não precisa ser radical, basta tentar fazer um novo caminho para ir ao trabalho ou se propor a realizar uma tarefa com a qual você não tem familiaridade. Se você for metódico, faça algo criativo; se for criativo, faça algo que peça disciplina e regularidade... 

Ter objetivos
Tenha objetivos bem definidos. Se você não sabe onde deseja estar, não vai saber quando conseguirá chegar lá! Então, planeje sua vida. Defina metas e trace planos de ação. 

Conversar
Durante uma boa conversa, você desenvolve não só a sua habilidade de comunicar-se com outras pessoas, como também a sua capacidade de organizar pensamentos e idéias, argumentar, convencer, escutar, prestar atenção, debater e criticar, tudo de forma lógica e sempre respeitando a opinião do outro. 

Envolver-se
Estatísticas mostram que, apenas ouvindo, retemos até 20% do que nos é ensinado, e apenas olhando, retemos até 30%. Se ouvirmos e olharmos, podemos reter até mais de 50% das novas informações, e se nos envolvermos, nossa capacidade de memorização vai para 70%. Agora, se tentarmos fazer o que nos estiver sendo ensinado, a capacidade de assimilação pode chegar a 95%.

Criar conexões
Crie conexões entre as novas informações e o conhecimento já adquirido. Como professores de cursos pré-vestibular, você pode organizar as informações de modo a criar rimas ou pode organizar das informações a serem memorizadas em ordem alfabética. 

Os vilões do esquecimento
- Dormir pouco
- Vida sedentária
- Emoções negativas
- Tabagismo
- Alcoolismo
- Outras drogas

Só adquirindo hábitos de vida saudáveis é possível preservar a mente e mantê-la afiada durante muitos anos. Depende de você e do que você quiser para o futuro. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br

Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Muitas pessoas projetam sua felicidade em alguma coisa que talvez nunca acontecerá e esquecem-se de viver o presente.

Vítimas em potencial, essas pessoas vivem reclamando de suas reais condições, mas raramente se propõem estratégias significativas para mudar. Elas não planejam, não se colocam em movimento em direção àquilo que, imaginam, lhes trará felicidade. Seguem passivas, aceitando o que a vida lhes dá. Muitas delas até pensam assim: "O que vier, é lucro!" Nada de errado em aceitar de bom grado o que a vida dá. A verdade, porém, é que a muitas pessoas que esperam para viver "quando alguma coisa acontecer" não reconhecem como dádivas aquilo que a vida lhes dá, mas, ao contrário, reclamam do que ela não dá, sentindo-se injustiçadas! 

Essas pessoas fazem alguma coisa para receber mais do que recebem? Elas agradecem por aquilo que têm e, também, pelo que não têm e não gostariam de ter, como doenças, por exemplo? 

No momento em que agradecemos ao Universo, ele nos retribui. 

É preciso entender que o fato de agradecer ao Universo, de demonstrar gratidão, não tem nada a ver com fé ou devoção. É um mero feedback que damos ao Universo para que ele saiba o que deve e o que não deve continuar nos oferecendo. Se não sinalizarmos positiva ou negativamente em relação ao que temos recebido, o Universo continuará nos provendo de "coisas" indiscriminadamente, que podem ser aquilo que queremos, mas também podem ser o que não queremos. Se dermos um feedback, passamos a participar ativamente da distribuição da riqueza universal.

Gratidão é uma virtude que precisa — e deve! — ser cultivada e desenvolvida continuamente. Em vez de se lastimar, procure colocar-se positivamente perante as adversidades. Lembre-se: obstáculos surgem para serem transpostos. E para vencê-los e aprender com eles, temos de mudar nossa percepção a respeito da vida. Adotar uma atitude positiva, agradecendo sempre, abre caminhos que podem conduzir ao autoconhecimento, aumentar a auto-estima e estabelecer sintonia com tudo e todos ao redor.

É simples ser grato, mas essa atitude deve ser uma escolha e não uma obrigação. Deixar a sua voz interior falar, abrir sua mente para um mundo novo de percepções e sensações e voltar-se para as coisas mais simples da vida são atitudes que o levarão a perceber as bênçãos que acontecem a todo instante na sua vida e você nunca havia notado. Você passará a sentir-se protegido, amparado e ajudado. 

O sentimento de gratidão nos liberta da preocupação e nos acalma. Ao agradecer, liberamos tensões acumuladas. A gratidão tem o poder de curar doenças físicas e emocionais, como depressão, tristeza, solidão, melancolia, baixa auto-estima e ansiedade, entre outras. Por isso, em vez de apenas criticar os outros ou guardar mágoas, busque reconhecer as qualidades que as pessoas têm e de que forma elas contribuem para o seu crescimento pessoal e espiritual. Abra mão da irritação, da impaciência e da hostilidade e em favor da serenidade e da leveza de espírito. Mas seja sincero em seus agradecimentos.  

Agradeça sempre! Do sorriso recebido de um desconhecido à saúde, ao dinheiro, aos negócios, aos problemas...

Se acontecer uma desgraça, agradeça, não pela desgraça, mas pela experiência que trouxe para a sua vida. Na vida, as coisas acontecem porque têm de acontecer, e delas podemos tirar proveito ou prejuízo. A escolha é sua!


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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01/02/2017 às 11h10m


Vestibular: obstáculo ou etapa?

O vestibular é uma etapa muito importante na vida de milhares de jovens, marcando, em muitos casos, o início da idade adulta. Não há como não sucumbir ao nervosismo, à insegurança e à ansiedade que, no período pré-vestibular, se potencializam e somam-se ao cansaço, culminando no estresse, mas é possível driblar os efeitos negativos do estresse pré-vestibular e sair-se fortalecido desse processo. 

Muita coisa pode influenciar no desempenho do vestibulando, comprometendo seus resultados. Portanto, uma das medidas mais importantes é reduzir a "margem de erro" reduzindo o estresse.

Todo estudo e dedicação podem ser perdidos por causa de uma noite mal-dormida, principalmente se for a de véspera da prova. Quando dormimos mal, acordamos cansados ficamos menos produtivos. Erros banais podem ser cometidos por falta de atenção a detalhes, e as chances de ocorrer lapsos de memória são muito maiores. 

O vestibulando precisa ter uma regularidade de sono durante todo o período de preparação para o vestibular. A carência de sono afeta a capacidade cognitiva, pode levar à perda de memória de fatos recentes, prejudica a concentração, diminui a capacidade de raciocínio e aumenta a irritabilidade! 

Para ingressar em uma faculdade conceituada você terá de investir em um plano de estudo de longo prazo. Lembre-se de que é melhor dedicar-se a um ou, no máximo, três vestibulares, do que se desgastar em uma maratona de provas. Se você pretende inscrever-se em várias instituições, preste atenção:

- Evite prestar vestibulares diferentes que ocorrem no mesmo dia ou fazer provas em diferentes cidades sem um intervalo de descanso entre as viagens. 

- Nos dias de folga entre as provas, descanse! 

- Se sentir-se sobrecarregado, faça uma análise dos vestibulares que irá prestar e descarte alguns. 

Em véspera de vestibular, o vestibulando precisa descansar. Nada de pensar em provas. Uma boa dica é ir ao cinema ou caminhar em um parque e ficar longe de programas noturnos e de bebidas alcoólicas. Evite, também, discutir com pais, irmãos, namorado ou namorada... Evitar os excessos, principalmente na alimentação, é outra recomendação importante, pois o nervosismo pode provocar irritação gastrointestinal, dor de estômago e, até mesmo, ânsia de vômito. Portanto, faça refeições leves e balanceadas, tanto na véspera quanto no dia da prova. 

A prática de exercícios físicos é uma excelente alternativa para controlar o estresse e a ansiedade, pois auxilia na oxigenação cerebral, intensifica a formação de sinapses (conexões entre os neurônios) e estimula a atividade mental, além de provocar sensações imediatas de bem-estar e de relaxamento, melhorando a qualidade do sono! 

Na véspera da prova, pode até dar uma olhada nos livros e apostilas, mas só nas matérias que domina, para evitar a sensação de "não sei nada". Certamente, você se deparará com questões que não saberá responder, mas isso não o impedirá de ingressar na faculdade. Empenhe-se em fazer uma boa prova, mas sem perfeccionismo. Quando estiver diante de uma questão que não sabe responder, pare, respire, beba água, mude de matéria (espere pelo menos dois minutos antes de começar um novo assunto) e continue a prova. 

Ver o seu nome na lista dos aprovados é a recompensa máxima que um vestibulando pode ter ao fim da jornada, mas se isso não acontecer, não se desespere. Encare como mais um desafio para o próximo ano e empenhe-se em ganhar mais conhecimento. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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A tradução literal de feedback é "retro-alimentação". Em Cibernética, disciplina que estuda sistemas autônomos, retro-alimentação ou realimentação é a informação que sai de um sistema para se tornar fonte de alimentação do próximo "comportamento" do sistema, e pode ser positivo ou negativo.

Ciberneticamente falando, o feedback positivo ocorre quando, aumentando-se um sistema, aumenta-se o outro; ou diminuindo-se um sistema, diminui-se o outro. Ex.: O poder de um líder, uma vez diminuído, torna-se cada vez menor. — A situação é negativa, mas o feedback  é positivo!

O feedback negativo, por sua vez, ocorre quando, aumentando-se um sistema, diminui-se o outro e vice-versa. Ex.: Menos insatisfação no ambiente de trabalho, mais produtividade dos colaboradores.  — A situação é positiva, mas o feedback é negativo!

Há ainda o feedback antecipado, ou realimentação antecipada, que é gerado por uma informação que não provém do sistema, mas é uma antecipação do que pode vir a acontecer, e as chances de que aconteça são proporcionais à quantidade de pessoas que acreditarem no que estiver sendo "antecipado". Ex.: Se todos pensarem que a Bolsa de Valores irá subir, ela certamente subirá; se todos pensarem que vai despencar, ela despencará... — A situação pode ser positiva ou negativa, dependendo do que for antecipado.

A importância do feedback para o nosso crescimento e desenvolvimento em todos os aspectos da vida corresponde à importância de saber se estamos agradando ou não, se estamos fazendo a coisa certa ou a errada, se podemos continuar naquele caminho ou se temos de procurar outro... 

Sempre que determinamos um objetivo e agimos para que ele se concretize, precisamos buscar informações sobre os resultados que estamos obtendo para podermos ajustar nosso comportamento de forma a garantir que o objetivo seja atingido. Essas "informações" que buscamos são chamadas de feedback.

Portanto, quem almeja o sucesso deve considerar a possibilidade de adotar o feedback como ferramenta para medir o seu progresso, uma vez que, durante o caminho, pode ser muito fácil – e até mesmo tentador – perder o rumo. 

Precisamos de feedback porque, para crescer e nos desenvolver, precisamos, acima de tudo, interagir com outras pessoas e com o Universo, trocando experiências e ensinamentos. Tão importante quanto estar atento à receber feedback é contribuir com o crescimento do outro, fornecendo-lhe também feedback. Entretanto, não é tão simples utilizar essa ferramenta.

Alguns cuidados devem ser tomados quando damos ou recebemos feedback, a fim de preservar os recursos desse poderoso e precioso fluxo de comunicação e de aprendizado entre as pessoas. Um feedback mal dado pode ser facilmente confundido com a crítica, que estimula sentimentos como constrangimento, culpa, impotência e, até mesmo, injustiça. Por isso, honestidade e sinceridade são ingredientes fundamentais para que o feedback atinja seus propósitos. E isso é exigido tanto de quem dá quanto de quem recebe o feedback

Para um feedback produtivo, também é preciso verificar a sua aplicabilidade, certificando-se de que a pessoa que o receberá terá condições de rever a situação em questão e evoluir para uma mais favorável ou adequada. 

Sempre que possível, o feedback deve ser mais descritivo que avaliativo, evitando suposições, principalmente em relação ao comportamento usual da pessoa que o estiver recebendo, e deve ater-se à descrição das mudanças necessárias para a ação em questão. 

Procure fornecer o feedback logo após a ação que necessita de retorno, pois será mais fácil para quem o estiver recebendo promover as adequações necessárias, tornando o aprendizado ainda mais eficaz. E dê o feedback sempre diretamente, nunca por intermédio de terceiros.

Quando oferecido com respeito, o feedback é um verdadeiro presente. 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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É sempre a mesma história. Mais ou menos no meio do mês de novembro, começa a correria. É preciso finalizar trabalhos pendentes, redobrar a atenção aos filhos, planejar as férias da família, fazer a revisão do carro, fazer as compras de Natal, cuidar dos preparativos para a ceia e planejar o próximo ano.

Mas você não precisa passar por isso. Basta traçar um detalhado plano de ação e colocá-lo em prática. Se você realmente almeja concretizar suas aspirações, é preciso ir além da "listinha" de intenções. 

Lembre-se de viver o presente, o aqui e agora. Você sabe o que é preocupação? Preocupação é manter a mente ocupada antes da hora, ou seja, previamente (pré-ocupação). 

Se você acha que pensando nos problemas conseguirá solucioná-los, engana-se. Isso apenas pré-ocupa a sua mente e o impede de buscar soluções. A maioria de nós, quando adulto, adquire o péssimo hábito de complicar a vida. Esforce-se para enxergar as coisas como elas realmente são e veja que, assim, é muito mais fácil lidar com elas. 

Para tornar seus sonhos realidade, é fundamental estipular quando e como eles irão se realizar. A vida só tem sentido quando definimos metas positivas, seja para o campo pessoal, profissional, financeiro ou familiar. Mas, para sair da inércia, é preciso ter consciência de onde você está, aonde quer chegar e qual caminho seguir. 

Se você almeja ser uma pessoa bem-sucedida e próspera em tudo o que faz, precisa também desenvolver outras habilidades, como a persistência e a perseverança. Velhos hábitos e crenças não mudam de uma hora para outra. Mas, com disciplina e insistência, você pode transformar a sua vida e obter o sucesso em suas ações. 

Antes de mais nada, defina seus valores. Descubra o que o leva a buscar por seus objetivos. Seja verdadeiro com você mesmo.  

Refletir sobre suas finanças, por exemplo, é um exercício fundamental, que deve ser freqüentemente revisado. Para conquistar a felicidade, todas as áreas da vida têm de estar equilibradas. É preciso identificar que áreas estão sendo mais ou menos trabalhadas e, se detectado algum desequilíbrio, agir para reverter o processo.

Saber identificar o que é prioridade, separando o que é urgente do que é importante, também ajuda a manter o foco afinado com seus objetivos, pois o que é urgente nem sempre é importante e vice-versa. 

Avaliando suas tarefas diárias, é possível reorganizar seu tempo em função de suas metas. Deter-se em tarefas que não são urgente nem importantes é perda de tempo. O ideal é utilizar a maior parte do tempo em ações produtivas, que sejam importantes, mas não necessariamente urgentes. 

Uma vez definidos seus valores e prioridades, desenhe uma estratégia simples, objetiva e realista. Dê um passo de cada vez e você será capaz de superar cada batalha, juntando energia para vencer a guerra. 

Baseie sua ação em uma "Pirâmide da Produtividade": na base, seus valores dominantes; logo acima, as metas de médio e de longo prazos; e no topo, as tarefas diárias. Cada pequena ação pode ser revertida em algo muito maior. É essa a energia que irá movê-lo em direção a seus objetivos. 

Acumular várias pequenas vitórias ao longo de um processo fortalece o espírito e alimenta o sistema de motivação interior. E sentindo o sabor das pequenas vitórias você vai construindo um caminho de sucesso e de prosperidade, impedindo que o estresse e a ansiedade tomem conta de sua vida.



e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/01/2017 às 16h56m


Os quadrantes da vida

O ser humano está sempre em processo de evolução. A cada instante, um novo desafio o impulsiona, forçando-o a buscar novas soluções, novos caminhos. Cada vez que obtém êxito, o homem se fortalece, conquista novas habilidades e vai adquirindo consciência sobre o processo de aprendizado e de transformação pessoal.

Verdadeiras transformações costumam ocorrer partir de uma insatisfação, de uma necessidade não resolvida. O fracasso, na verdade, é uma alavanca para o sucesso. Na história da evolução do homem, é fácil perceber essas alavancas, pois a partir de necessidades como alimentação e abrigo e procriação, por exemplo, o homem pré-histórico chegou ao que é hoje.

Ter consciência dos fatores externos e internos que influenciam o processo de transformação é essencial para o sucesso de qualquer empreendimento. E para que haja progresso, é preciso implementar ações em todas as áreas da vida, tendo sempre em mente o equilíbrio, pois tudo é interligado. A vida é uma só. Não existe profissional sem pessoal nem corpo sem mente, por exemplo. 

A abordagem da vida em quatro áreas distintas, porém não separadas, foi apresentada por Ken Wilber, filósofo norte-americanos e precursor dos Estudos Integrais. Nesse estudo, as quatro áreas ou os Quadrantes são denominados: eu, nós, isto e istos. Eu refere-se ao que está se passando dentro de você, seus pensamentos, suas impressões, etc. Nós está relacionado ao seu corpo e cérebro, suas sensações, sua saúde etc. Isto representa a cultura em que você está inserido e Istos reflete a sociedade em que você vive. 

Nessa jornada transformacional, a cada ciclo completado com êxito, há o despertar de sua consciência e o homem passa a ter uma visão nova e mais abrangente da sua realidade, passando para outro estágio de consciência.

Existem diferentes graus de avaliação da consciência. Clare W. Graves, professor de Psicologia do Union College, em Nova York (EUA), descreveu o processo da evolução do homem em um sistema que ficou conhecido como "modelo gravesiano", do qual Ken Wilber valeu-se para desenvolver seu estudo sobre os Quadrantes. Outros autores também trabalharam com o modelo gravesiano. Don Beck e Chris Cowan, por exemplo, estabeleceram uma correspondência cromática para os graus de evolução definidos por Clare Graves e dispuseram as cores (cada uma representando um grau de evolução e de consciência) em uma espiral, por ser a forma gráfica que melhor permite visualizar o processo evolutivo.

Assim, a espiral evolutiva começa com o Bege, representando o nível primordial da consciência humana; vai para o Roxo, que remete à vida em tribos; passa para o Vermelho, marcando a impulsividade e a forte presença do ego; evolui para o Azul, mostrando o espírito de sacrifício, obediência e retidão; e prossegue no Laranja, que revela o gosto pelo poder, a competitividade e a autonomia. Em seguida, temos o Verde, revelando necessidade de harmonia entre o homem e a natureza; o Amarelo, indicando flexibilidade para agir diante de situações paradoxais; e o Turquesa, apontando para indivíduos com um complexo grau cognitivo. 

No mundo, convivem simultaneamente pessoas pertencentes a todos os graus da escala cromática. Mendigos (Bege), índios ou tribos africanas (Roxo), ladrões ou assassinos (Vermelho), operários ou camponeses (Azul), gerentes ou líderes (Laranja), agentes do Greenpeace (Verde) e assim por diante — todos encontram-se em processo de evolução. 

Comecei este artigo dizendo que o homem é um ser em evolução. Portanto, se você quer não apenas acompanhar a sua espécie, mas se destacar, invista em seu crescimento, avalie sua vida pessoal, social e profissional e surpreenda, fazendo a diferença no mundo!


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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21/12/2016 às 15h06m


O poder da visualização

Viver de bem com a vida, com os outros e com o Universo conspirando sempre a seu favor é o objetivo de muitas pessoas, mas poucas conseguem isso. 

Segundo Jung, psiquiatra suíço, quem quiser obter êxito precisa promover o resgate do seu Eu Interior antes de empreender conquistas externas, mas acessar a área secreta de si mesmo exige coragem e determinação. É preciso aprender a linguagem do inconsciente. 

Imagine que sua mente é uma casa: a sala é o consciente, o que você permite que os outros vejam, e o tapete da sala é o inconsciente, onde você esconde aquilo que não quer ver nem quer que os outros vejam. 

A sociedade em que vivemos valoriza muito a razão e pouco os sentimentos, as emoções e o que é empurrado para debaixo do tapete, e isso nos desequilibra. Mas é justamente o equilíbrio entre a razão e a emoção o que nos torna seres mais completos e sintonizados com a vida. 

Desde pequenos, aprendemos a racionalizar, a nos comunicar por meio de palavras, e a desenvolver um raciocínio lógico, que nos integra ao nosso meio social. Mas pouco aprendemos sobre o nosso lado emocional e instintivo. Sentimentos como medo, ansiedade, tristeza, alegria e excitação são induzidos pelo que está escondido no inconsciente, e saber como ter acesso a esse conteúdo é a chave para o sucesso. Portanto, permitir que esse cofre de sensações seja aberto é o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. E o segundo é estabelecer uma comunicação adequada consigo mesmo, à fim de promover uma reprogramação mental, o que pode ser feito mediante uma técnica bastante simples: a visualização.

Visualização é uma técnica de desenvolvimento pessoal a partir da utilização de imagens para a realização de mudanças significativas em todos os aspectos da vida.  

Por lidar diretamente com as zonas cerebrais criadoras de imagens, a visualização permite dissolver padrões de comportamento preestabelecidos e desenvolver uma conduta mais saudável e próspera. 

Existem técnicas específicas de visualização que a tornam uma ferramenta poderosa para a conquista de coisas que, de outro modo, seriam bastante difíceis, mas para comprovar sua eficácia é preciso treinar a mente. Uma dessas técnicas é o Swish, inspirada no comando de alguns televisores que permitem assistir a um canal e deixar outro em uma pequena janela no canto inferior da tela; assim, quando achar conveniente, você pode trocar as posições. Trata-se de uma das principais técnicas de Programação Neurolingüística (PNL) para redirecionar o cérebro de forma rápida e simples. Se quiser experimentá-la, faça assim:

- Procure um local tranqüilo, sente-se confortavelmente e relaxe.
- Crie uma imagem mental de uma situação que você queira mudar e coloque-a em primeiro plano na sua tela mental. 
- Agora, crie uma imagem mental da situação ideal, a que você quer colocar no lugar da anterior, e coloque-a em uma pequena janela, no canto inferior esquerdo da sua tela mental.
- Por fim, como no televisor, faça swish, invertendo as imagens: a situação ideal passa a ocupar toda a sua tela mental e a outra fica reduzida. 
- Faça isso cinco vezes seguidas. Depois, visualize o resultado positivo em três situações futuras.

Com as técnicas de visualização, você reprograma sua mente e, gradualmente, passará a controlar o seu inconsciente e a utilizá-lo a seu favor.



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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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16/12/2016 às 16h22m


Novos tempos, nova liderança

O papel do novo líder é cultivar o maior bem das organizações: o capital humano. Cabe-lhe promover a humanização do ambiente de trabalho, valorizando o potencial de sua equipe e contribuindo para que sejam criadas novas formas de relacionamentos, em que tanto o empregado quanto o empregador sejam beneficiados.

Empresas que não valorizam o capital humano nem investem em seu desenvolvimento correm o risco de ser engolidas pelo mercado, pois seus melhores profissionais começam a migrar para organizações que lhes dêem a oportunidade de conquistar o sucesso fazendo o que gostam e do modo como gostam de fazer.

Toda empresa necessita de pessoas com talento; mas, além de encontrá-las, é preciso mantê-las. E isso não se faz só com dinheiro. Dinheiro funciona como motivador de curto prazo, pois as pessoas querem oportunidades de crescimento que, se a empresa não lhes der, a concorrência dará!

Hoje, pessoas competitivas abrem mão de um emprego estável para ir atrás de novos desafios, conquistar novas metas e ser mais bem remuneradas. Para as empresas, é mais econômico descobrir essas pessoas em seu quadro de funcionários e criar condições para que evoluam do que encontrá-las no mercado, e cabe ao novo líder identificá-las e ajudá-las a se desenvolverem. 

Equipes, hoje, não precisam de líderes que tenham respostas para tudo, mas que as levem a encontrar as melhores soluções e contribuam para o crescimento individual de cada integrante do grupo. Alinhando-se à necessidade de crescimento do grupo, o líder consegue motivar e integrar toda a equipe, que produzirá sempre os melhores resultados. Nesse cenário, ele pode assumir os papéis de patrocinador, mentor, avaliador, modelo ou professor do grupo.

Em suma, o novo líder precisa conhecer-se mais do que se deixar conhecer, ser transparente em suas atitudes e decisões e ter sensibilidade para perceber as necessidades e anseios dos outros. Além disso, tem de ser proativo, criativo e ético, sabendo exercer autoridade sem autoritarismo e sendo capaz de tomar decisões rápidas, sem medo de delegar nem de compartilhar informações. Ele deve, ainda, saber negociar, comunicar-se com facilidade e ter controle sobre si mesmo e a equipe. E, finalmente, tem de ouvir mais do que falar, valorizar a equipe, motivar o grupo, manter-se atento às expectativas da corporação e focado em qualidade e desenvolvimento, ter flexibilidade para mudanças e, o principal: investir sempre no seu próprio crescimento pessoal e no de seus subordinados
 

e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Certamente, você já ouviu falar em marketing pessoal, mas, não creio que tenha se convencido da importância de praticá-lo para ser bem-sucedido na vida. Por isso, apresentarei aqui alguns argumentos para você convencer-se da sua importância e dispor-se a praticá-lo imediatamente!

O primeiro passo consiste em mexer nos porões escuros da mente e jogar fora todas as suas crenças prejudiciais e destrutivas, como: 

- Dinheiro é sujo.
- Não dá pra ter tudo na vida.
- Quanto mais alto se sobe, maior é o tombo.
- É melhor ser pobre e honesto do que rico e desonesto.

Essas crenças negativas foram adquiridas lingüisticamente e, portanto, podem ser removidas também lingüisticamente. Basta querer e acreditar que afirmações positivas, declaradas com autoridade, podem ser colocadas no lugar das suas crenças negativas. 

O passo seguinte envolve autoconhecimento. Conhecendo-se, você identifica suas aptidões, talentos, fraquezas e medos, tornando-se consciente do seu ponto de partida. Nesse processo, seja realista. Olhe-se com o mesmo olhar crítico que você é capaz de lançar sobre outras pessoas. Olhe-se com isenção, sem ser muito duro nem muito complacente. Procure observar-se de fora, como se você fosse o outro. 

Por fim, descubra o que os outros pensam e falam sobre você. Mas, prepare-se, pois existe um verdadeiro abismo entre a imagem que fazemos de nós mesmos e a que os outros têm a nosso respeito. Faça os ajustes necessários para estabelecer uma congruência entre a sua auto-imagem e aquela que você projeta. Jogue limpo. Se não souber o que a outra pessoa pensa sobre você, pergunte! 

Feito isso, chegou a hora de traçar um plano de ação. Lembre-se: Marketing Pessoal é um processo de venda em que o "produto" é você. E para que os "clientes" o comprem, é preciso que você esteja comprometido consigo mesmo. Não basta uma boa embalagem. É preciso que o conteúdo seja autêntico! Você tem de acreditar em cada palavra que diz sobre si mesmo e sobre aquilo que diz que é capaz de fazer, pois se você não acreditar, dificilmente alguém acreditará.

Você sabe qual é o seu público-alvo? A quem interessa saber que você existe e que é bom em determinada atividade? Quem pagaria pela habilidade ou talento que você tem a oferecer? 

De acordo com a sua área de atuação profissional, é possível determinar um público-alvo, que deve ser cadastrado e mantido atualizado para que você possa colocar em prática uma política de relacionamento. Mas, mais importante que isso são os contatos pessoais que você pode fazer em congressos, cursos e outras atividades pertinentes à sua área de atuação. 

Quando se fala em cultivar relacionamentos, nunca é demais lembrar da Lei Paretto e concentrar-se nos 20% que poderão provocar uma melhora de 80% em sua vida! 

Como um "produto", você tem de conquistar clientes, e a interface mais importante de um produto com seus potenciais consumidores é a embalagem. No caso, sua embalagem é o seu modo de vestir-se, a sua postura pessoal e profissional, sua expressão corporal e o que você fala. Esse conjunto é a sua marca. Mantenha-se atento ao meio em que estiver inserido, procurando sempre estar adequado a ele, desenvolva suas habilidades de comunicação e mantenha-se sempre atualizado. Trabalhe para que a sua marca ocupe um lugar de destaque na mente daqueles com as quais você se relaciona, cuidando para que todo o conjunto seja harmonioso e, para que a embalagem e o conteúdo sejam congruentes! Caso contrário, o resultado pode ser devastador!


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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