25/09/2014 às 08h01m


Estresse: amigo ou inimigo?

O estresse, na forma de distresse, é tão perigoso para o coração quanto o tabagismo, a obesidade e a hipertensão. 

As alterações que ocorrem no organismo como reação a um agente estressor é o nosso impulso por sobrevivência, que revela a inteligência do organismo diante de adversidades. Mas há uma faixa determinando os limites dessas alterações, e o estresse, aquém ou além desses limites, torna-se extremamente prejudicial. Isso significa que algum grau de estresse é aceito e necessário. 

O estresse é inerente à vida, é a força que move o ser humano. A ausência dele revela um estado de apatia que pode ser tão devastador para a saúde quanto o seu excesso. 

Em geral, parecemos habituados ao estresse, pois é um estado que, em tese, nos torna aptos a enfrentar o estilo de vida atual, mas desde que no dia-a-dia nos deparemos com uma grande quantidade de agentes estressores que possam desencadear e intensificar o estado de estresse, nos colocamos em risco. 

Existe o estresse físico, que pode ser provocado pelo esgotamento físico do organismo, entre outros fatores, e o estresse psíquico, causado, quase sempre, por fatos imaginários, preocupações e medos. Por isso, o tratamento para esse mal tem, necessariamente, de ser multidisciplinar.  

Em tese, o estresse ocorre quando há um desequilíbrio entre o sistema nervoso simpático (estimulante) e o pasassimpático (bloqueador), que são subdivisões do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) — parte do nosso sistema nervoso que age controlando funções, como circulação sanguínea, sudorese, temperatura corporal, respiração e digestão.

Entre a presença de um agente estressor e o estresse, propriamente dito, o organismo passa por três fases: 
- Fase de alarme: o organismo se prepara para lutar ou fugir mediante uma descarga de cortisona endógena.
- Fase de resistência: o organismo tem de agir, ou seja, de lutar contra o agente estressor ou adaptar-se à situação. 
- Fase de exaustão: se o agente estressor não for eliminado (os problemas resolvidos), o organismo começa a esgotar-se. 

Como o estresse atinge o coração

Durante o estágio de alarme, o SNA libera uma descarga hormonal, aumentando a sudorese, a freqüência cardíaca, a pressão arterial, a respiração, a tensão muscular, a coagulação sanguínea e a absorção de carboidratos e gorduras. Além disso, aumentam os níveis de cortisol, de adrenalina e de nor-adrenalina. Quando o estresse é crônico, o aumento da coagulação sangüínea provoca o entupimento das artérias e o indivíduo pode pode ser vítima de todas as complicações que acompanham esse quadro. 

A relação entre estresse e doenças cardiovasculares começou a ser cogitada na Segunda Guerra Mundial, quando se observou que a população de Londres, uma das cidades mais bombardeadas durante a guerra, agonizava com o sofrimento, o racionamento de água e a escassez de alimentos, e teve diminuídos os índices de doenças cardiovasculares. Concluiu-se, então, que a queda de tais índices era devido à união da população contra um mal comum: a guerra. Nesse período, outros fatores estressantes, como diferenças sociais, foram neutralizados e os londrinos estabeleceram laços de união, pois algo muito mais grave atingia a todos. 

Políticas sociais e econômicas são importantes para o controle do estresse, principalmente nas grandes cidades; mas, enquanto não as temos, resta-nos tirar o pé do acelerador e adotar um estilo de vida que inclua alimentação e pensamentos saudáveis, mais amizades, atividade física... Enfim, um estilo de vida menos estressante! Faça isso. Seu coração agradece.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br



Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/09/2014 às 07h48m


A primeira impressão é a que fica

Na vida profissional, uma boa imagem pessoal é capaz de abrir portas, de ajudar a estabelecer confiança e de transmitir credibilidade. Contudo, construir uma imagem positiva requer atenção e conhecimento, especialmente sobre estética, etiqueta, ética e relacionamento interpessoal.

Observe, no dia-a-dia, o modo como as pessoas que transmitem uma boa imagem pessoal se vestem, se cumprimentam e conversam. Essas pessoas devem ser um espelho para você.

Manter uma imagem pessoal positiva faz bem para a sua vida pessoal e profissional, mas essa imagem tem de ser autêntica e coerente. Se a "embalagem" (aparência) não corresponder ao "conteúdo" (ser), todo o seu esforço cairá por terra. A correspondência entre "conteúdo" e "embalagem" é crucial quando se trata de credibilidade e credenciais. Há pessoas que aparentam possuir um vasto conhecimento sobre uma enorme gama de assuntos e, quando precisam falar de algum deles, o fazem com a profundidade de um pires. Isso abala a credibilidade delas. E credibilidade é assim: uma vez arranhada, leva tempo para ser restaurada. 

As pessoas precisam ter uma percepção equilibrada a seu respeito. É certo que nem todos o enxergarão da mesma forma, mas é preciso evitar antipatias. Bom, mesmo, é que todos possam vê-lo como uma pessoa confiável, competente, ética e transparente. Assim, você será sempre bem recebido!

Dicas para a construção de uma boa imagem pessoal

1. Identifique se a imagem que você transmite é positiva ou negativa e avalie sua participação em grupos e a facilidade com que se relaciona com desconhecidos para saber se a sua imagem está agradando ou não.

2. Seja cordial, educado e agradável; cumprimente a todos, independentemente de seu nível hierárquico; tenha sempre um sorriso no rosto e as palavras "obrigado" e "por favor" na ponta-da-língua.

3. Fique atento à sua comunicação verbal e não-verbal, evitando que seu corpo diga uma coisa e suas palavras, outra. 

Vestuário é um dos principais componentes da sua imagem pessoal. Mais importante que ter dinheiro para gastar em vestuário é ter bom senso e aprender a se vestir corretamente, de um modo que revele o seu estilo e a sua personalidade e de acordo com o contexto para o qual você se veste. Portanto, seguem-se algumas regras básicas em relação a vestuário:

- Formal: Terno e gravata para homens e terninho ou tailleur para mulheres.

- Casual: Camisas com colarinho e manga longa, com calças de lã fria ou gabardine para homens, e twin-sets, camisas
ou blusas de seda, com calças ou saias de lã fria ou microfibra para mulheres.

- Esporte: O jeans é permitido, mas só o tradicional.

- Sempre: Fuja de modismos e opte por peças de qualidade e caimento impecáveis, que proporcionem conforto e elegância na medida certa. Mantenha unhas, cabelos e barba bem feitos, refletindo sua higiene e preocupação com a aparência. 

- Evite: Roupas que não respeitem o nível de formalidade exigido, peças muito velhas, desbotadas ou malcuidadas. As mulheres devem evitar saias e vestidos curtos, blusas de alça ou muito decotadas, fendas profundas, brilho e transparências. Também devem evitar excessos de maquiagem, de perfume ou de acessórios. Homens devem evitar bermudas, cabelos sem corte e barba por fazer. 

Seja autêntico! Vá além do primeiro encontro. Surpreenda as pessoas e prove que você cumpre o que promete. Aja sempre com ética, respeito, confiança e credibilidade e muitas portas se abrirão a você. 



e-mail: lrsintonia@terra.com.br



Autor: Dr. Lair Ribeiro

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18/09/2014 às 07h44m


Cuide da saúde e fique em forma!

A vida é um todo formado pelos seguintes elementos: eu interior (pensamentos e sentimentos), eu exterior (corpo), sociedade (relações interpessoais) e cultura (valores e crenças). As relações entre os elementos são interdependentes. Se um se desequilibrar, o sistema inteiro se desequilibra.

O corpo é, talvez, o elemento mais susceptível, pois é o único em que passa pelo processo de deterioração e morte, seja por envelhecimento ou por negligência de cuidados. Não se pode dizer que um dos elementos seja mais importante que o outro, mas não há como negar a necessidade do corpo para a existência de uma vida interior, com pensamentos e sentimentos, bem como de uma sociedade, na qual se desenvolvam relacionamentos interpessoais, e de uma cultura, que nos transmita valores e crenças. Sem corpo físico, não existimos. 

Hoje, quando se fala em cuidar do corpo físico, logo se pensa em dietas de emagrecimento e exaustivas sessões de exercícios para modelar o corpo, mas não é disso que estamos falando. Nosso foco é a saúde. 

O corpo costuma dar sinais quando algo não vai bem, mas, ante um mal-estar, a maioria das pessoas prefere dizer: "É bobagem, logo passa!". O pior é que essa "bobagem" vai se repetindo e as pessoas continuam achando que não é nada. E isso continua até o dia em que elas se dão conta que se tornaram obesas, hipertensas, com o colesterol alto e diabéticas. 

A maioria das pessoas nasce saudável, mas, na infância, adquire hábitos alimentares prejudiciais à saúde. Hoje, muitos pais não têm tempo para seus filhos e compensam isso com guloseimas de alto valor calórico e baixo valor nutricional. Além disso, a televisão e o computador ajudam as crianças a se tornarem cada vez mais sedentárias e, assim, elas vão acumulando quilos, angústias e tristezas. 

A criança cresce, torna-se obesa e, na adolescência, começa a acumular frustrações, abrindo uma porta para a proliferação de doenças físicas e psíquicas, como depressão, angústia e ansiedade. Aí, ou o adolescente faz uma reeducação alimentar e começa a praticar alguma atividade física regular ou as coisas tendem a se tornar cada vez mais complicadas, pois a partir dos 30 anos o corpo começa a envelhecer e a quantidade de problemas de saúde tende a ser proporcional à qualidade de vida, principalmente da alimentação. 

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), os alimentos podem ser considerados a mais nova arma na prevenção de doenças. Nos alimentos, existem compostos químicos "causadores" e "protetores" de doenças. Gorduras saturadas, por exemplo, são alimentos causadores de doenças, uma vez que podem provocar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer e o surgimento de hipertensão arterial, entre outros problemas. Já os peixes de água fria são alimentos protetores ou funcionais, pois sua carne é rica em ômega-3, uma substância bioativa, que ajuda a diminuir a pressão sanguínea e a controlar os níveis de colesterol e de triglicérides no sangue. 

Outros alimentos funcionais são: linhaça (melhora o sistema imunológico e é precursor do ômega-3), alcachofra, chicória, alho e cebola (ajudam a reduzir o risco de diabetes, obesidade, osteoporose e câncer), cenoura, abóbora e mamão (têm ação estimulante sobre o sistema imunológico, combatem os radicais-livres e previnem o envelhecimento precoce), melancia e tomate (combatem os radicais-livres e protegem contra doenças cardiovasculares). 

As informações deste artigo foram apenas um aperitivo. Agora, pesquise, informe-se e comece a modificar positivamente seu estilo de vida a partir da alimentação, sem dietas radicais. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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11/09/2014 às 07h52m


É de pequeno que se aprende

Já faz bastante tempo que, para compensar o pouco tempo que têm para seus filhos, muitos pais passaram a trocar abraços e beijos por doces, refrigerantes, lanches... E o que era para ser um gesto de amor, acaba por gerar um ciclo vicioso que se mantém durante a infância, a adolescência e a fase adulta da vida. A criança que cresce nesse ciclo, passa a relacionar afeto a barras de chocolate, abraço apertado a copos de refrigerante, beijo carinhoso a sacos de salgadinhos... E sempre que se sentir carente, irá atacar a geladeira, a despensa ou alguma loja de conveniências. 

Comida e afetividade andam juntas, mas a primeira não pode ser usada para substituir a segunda. A criança cuja afetividade é suprida com alimentos cresce carente e desconectada de seus sentimentos. Fisicamente, ela começa a engordar, podendo desenvolver obesidade, com todos os graves problemas físicos associados a esse quadro, que, por sua vez, provoca reações sociais, que passam a constituir outro grave problema na vida da criança, este, de natureza emocional.

Com o passar dos anos, a criança começa a ficar "gordinha". Suas formas vão se avolumando, os apelidos começam a fazer parte da sua vida e, sentindo-se excluída de seu meio social, ela se refugia em doces e se afunda em calorias diante da TV que a hipnotiza e a faz viajar sem sair do lugar.

Ao primeiro sinal de que algo dessa natureza está ocorrendo, os pais devem mudar imediatamente sua conduta e começar um programa para recuperar a auto-estima da criança e eliminar todos os excessos, principalmente o de peso. É crucial adotar um programa de reeducação alimentar. 

Pesquisas recentes revelam que cerca de 15% das crianças brasileiras são obesas e outras 40% estão acima do peso. Outros números mostram que aqueles que chegam obesos à adolescência têm 60% a 80% de chances de se tornarem adultos obesos. Além disso, assim como os adultos, crianças obesas também estão sujeitas a desenvolver diabetes, colesterol alto, hipertensão e outras doenças associadas ao excesso de peso. 


A hora é essa! Aproveite para mudar os hábitos de toda a família. Adote uma alimentação saudável e equilibrada. Um cardápio variado e nutritivo irá contribuir para que os pequenos entrem em contato com diferentes sabores e enriqueçam seu apetite. Não podem faltar na mesa proteínas, carboidratos, fibras e vitaminas. Informe-se a respeito do valor nutricional dos alimentos e, com a ajuda de um nutricionista, elabore um cardápio que atenda às necessidades dos adultos e das crianças da casa (as necessidades de adultos e de crianças são diferentes). E estimule o hábito de tomar água. Muita água! Água é vital para o organismo e deve ser ingerida com freqüência durante o dia. E aproveite o embalo para incluir alguma atividade física na rotina semanal da criança e da família. O ser humano foi programado para o movimento. Não se esqueça: pequenas mudanças, quando feitas repetidas vezes, tornam-se novos hábitos. Em pouco tempo, trocar as gordurosas batatas fritas por suculentas cenouras deixará de ser um sacrifício. Pode apostar que sim!


e-mail: lrsintonia@terra.com.br

Autor: Dr. Lair Ribeiro

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04/09/2014 às 07h50m


Administre o seu tempo

Estamos submetidos ao poder do tempo do momento em que nascemos até aquele em que morremos. Calculamos a idade do nosso corpo pelo tempo biológico, e o tempo transcorrido desde o nosso nascimento, pelo tempo cronológico. Mas, na maioria das vezes, temos resultados diferentes para uma mesma pessoa que, cronologicamente, pode ter 60 anos de idade, e seu corpo, apenas 40, ou vice-versa. Pelo  tempo cronológico, também, organizamos nossas tarefas cotidianas, mas nem sempre obtemos a mesma produtividade com a mesma quantidade de tempo. 

A cada dia que passa, com o avanço da tecnologia e as novas descobertas nos campos da Ciência e da Medicina, vamos alterando nossa percepção sobre o tempo. Há 500 anos, a esquadra de Cristóvão Colombo demorou alguns meses para cruzar o Oceano Atlântico. Hoje, o mesmo percurso é feito algumas horas em um avião supersônico. Os avanços também agilizam sistemas de produção. Em muitos setores da indústria, máquinas substituíram a força de trabalho humana, imprimindo um ritmo muito mais intenso à produção. A relação hora/máquina é crucial no custo dos produtos. Nos setores administrativos das corporações, como o trabalho está cada vez mais na cabeça das pessoas, pode-se dizer, paradoxalmente, que a jornada de trabalho aumentou e o tempo foi ficando cada vez mais escasso. 

Para muita gente, as 24 horas de um dia não são mais suficientes, mas há quem faça em doze horas o que a maioria não faz em 36! E nisso reside o perigo, pois, diante das necessidades nem sempre reais da vida moderna, algumas pessoas acreditam que precisam fazer tudo ao mesmo tempo. Essas pessoas vivem correndo, mas dificilmente atingem seus resultados, pois acabam se perdendo no meio do caminho e ficam apenas dando voltas. Para lidar com o tempo, é preciso definir prioridades. 

Se, para viajar, começarmos por acomodar frasqueiras e sacolinhas no porta-malas do carro, a mala grande, certamente, terá de ir no banco de trás! 

Não adianta querer controlar o tempo. É preciso controlar as atividades. Elas é que consomem tempo e podem ser remanejadas para que atividades mais importantes sejam feitas primeiro. E para encaixar suas atividades no tempo disponível é preciso planejar. Isso é óbvio, mas não é fácil de cumprir. O importante é aprender a usar corretamente as ferramentas de controle de tempo, como agendas e softwares específicos.

Ao organizar sua agenda, seja flexível. Afinal, compromissos podem ser cancelados e outros podem surgir, havendo a necessidade de absorvê-los, conforme sua importância. Com flexibilidade, você antecipa a solução para o que poderia ser um problema e evita situações estressantes. Seja bem organizado. Programe sua agenda com uma semana de antecedência. No domingo à noite, por exemplo, anote os compromissos que terá durante a semana, já prevendo eventuais alterações e, depois, faça atualizações diárias, incluindo, alterando ou excluindo itens à medida que forem sendo cumpridos e/ou modificados.

Sua vida tem de caber no seu tempo. Mas a sua vida toda: trabalho, família, amigos e lazer. O simples fato de incluir família, amigos e lazer na sua agenda fará com que você se sinta comprometido a dar-lhes mais de atenção.

Aprenda a definir prioridades, aprenda a delegar e, para não ficar a mercê do tempo, faça planos! O ser humano foi criado para viver em movimento; mas, para isso, é preciso saber os pontos de partida e de chegada para traçar o itinerário. Sem isso, restará sempre a sensação de que o tempo passou e você não conseguiu acompanhar.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br

Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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