25/02/2016 às 12h01m


Vítimas e predadores

Há pelo menos 40 mil anos as pessoas têm encarado a vida como se fossem vítimas ou predadores, partindo da falsa premissa da escassez do Universo. Veja como funciona:

Vítima
Quem escolhe o modelo "vítima" pensa e age como se vivesse em um Universo escasso, e se dá por satisfeito com as migalhas que é capaz de conseguir. Para uma vítima, qualquer coisa é suficiente, já que vive em um ambiente de escassez. Sempre com medo de perder o pouco que conseguiu, ela não gosta de encarar a realidade e prefere fechar os olhos para o que acontece a seu redor. Uma vítima prefere não fazer escolhas, e, diante das dificuldades, foge ou permanece imóvel, o que a torna presa fácil para predadores. 

Predador
Quem adota o estilo "predador" pensa e age como controlador do pouco que há no Universo. Para um predador, nada é o bastante: ele está sempre querendo mais e, diante das dificuldades, age com rapidez, sempre determinado a ganhar, passando por cima de tudo o que estiver na sua frente. E faz isso em qualquer lugar: na sociedade em que vive, nas empresas em que atua e na sua própria casa. 

Existe um pouco desses padrões de comportamento implantado em cada um de nós. Como estratégia, não podemos eliminá-los totalmente. Há ocasiões em que precisamos fazer o papel de vítimas e outras, em que precisamos nos comportar como predadores, por uma questão de sobrevivência.

Os modelos baseados na vítima e no predador limitam bastante a forma de apreciar e usufruir deste mundo em constante mudança.

Lidando com predadores
Predadores jogam o jogo do ganha-perde, que implica o ganho pessoal a qualquer custo. Ou seja: eles são capazes de "tudo" pelo que desejam. Portanto, para conviver com predadores, todo cuidado é pouco. Para lidar com eles, é preciso:

• Descobrir quem são e como são.
• Reconhecer que são fortes.
• Não se esconder deles.
• Não se juntar a outras vítimas, para não ser confundido com elas.
• Em caso de confrontos, enfrentá-los de igual para igual.
• Em caso de ataque, impedir a todo custo que vejam o estrago causado.
• Poupar energia, evitando ir contra a corrente.
• Aprender o jogo do ganha-ganha e ter sempre um parceiro por perto.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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18/02/2016 às 13h09m


Ideologia do ganha-ganha

Na vida, você tem duas opções: ou acredita que o Universo é escasso e não há o bastante para todos ou que ele é potencialmente abundante e há o suficiente para todos. Essa escolha é fundamental para definir a sua posição no mercado.

Se optar pela escassez, você estará jogando o jogo do ganha-perde. Esse jogo está com os dias contados, e, mesmo quem está ganhando, sempre acaba perdendo. 

Se optar pela abundância, você entra em um jogo muito mais interessante e promissor, cuja regra básica é a seguinte: "Para eu ganhar, você não precisa perder, a não ser que você insista. Aí, o problema é seu."

A história dos dois ladrões
A dinâmica do jogo da vida é muito fácil de ser entendida a partir dessa história:

Era uma vez dois ladrões romanos, Augusto e Júlio, que foram presos e condenados à morte. Durante o interrogatório e julgamento, um acusava o outro do crime e jurava a sua própria inocência. O imperador, mesmo querendo executar os dois, decidiu fazer isso de forma a proporcionar distração para a população romana. Ele estabeleceu que os ladrões ficariam em celas separadas, sem se comunicar um com o outro, e que cada um receberia uma moeda romana para, no próximo domingo, participar de um jogo com as seguintes regras:

Duas "caras": ambos serão perdoados e libertados.

Uma "cara" e uma "coroa": quem apresentar "coroa" será libertado e receberá um quilo de ouro, e quem apresentar "cara" será executado.

Duas "coroas": ambos serão executados.

No domingo seguinte, ambos foram chamados diante de dez mil pessoas. Depois de abrirem as mãos e revelarem a face da moeda escolhida, os dois ladrões foram jogados aos leões!

Moral da história
Sabe o que aconteceu? Eles não jogaram o jogo do ganha-ganha. Se tivessem jogado, ambos teriam apresentado "cara" e seriam perdoados e libertados. Contudo, como estavam separados, nenhum confiou que o outro tomaria essa decisão. Por outro lado, a tentação de ser libertados e ainda ganhar um quilo de ouro, levou os dois a escolher "coroa". Resultado: ambos foram executados.

Na vida, assim como nessa história, tanto o ganha-perde quanto o perde-ganha acabam-se deteriorando para o perde-perde. Portanto, ganha-ganha é o único jogo a ser jogado. Para que isso ocorra, é necessário desenvolver a confiança mútua. 

Estabelecendo confiança
A confiança mútua é estabelecida a partir de três parâmetros básicos: sinceridade, competência e história pregressa.

Sinceridade
O que a pessoa fala em público é o que ela fala em particular? O que ela fala com uma pessoa é a mesma coisa que ela fala com outra?

Competência
A pessoa tem capacidade de fazer o que está dizendo que vai fazer? Lembre-se de que o inferno está cheio de pessoas com boas intenções! 

História pregressa
Como a pessoa se comportou no passado, em situações similares.



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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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11/02/2016 às 10h05m


O tempo acaba sendo secundário

Quando colocamos toda a nossa energia no que estamos fazendo, somos mais produtivos e o tempo rende.

A energia se transforma em produtividade quando nossos aspectos físico, mental, emocional e espiritual interagem sinergicamente. Nesse processo, um alimenta o outro e, como resultado, temos energia o bastante para ter tempo de sobra.

A menos que tenhamos saúde física, estabilidade emocional, concentração mental e um propósito maior que a mera realização das tarefas do dia-a-dia, não conseguiremos realizá-las, por mais que tenhamos tempo para isso: nos faltará energia! 

Quantidade versus qualidade energética
A quantidade de energia física (alta ou baixa) e a qualidade da energia emocional (negativa ou positiva) respondem diretamente pela forma como enfrentamos as tarefas diárias, independentemente de tempo.

Uma pessoa revigorada pode realizar determinada tarefa em dez minutos, enquanto uma deprimida pode necessitar de dez horas e, ainda assim, não a realizar!

Grandes realizações
O modo como encaramos o dia-a-dia é determinado pela interação da energia física com a emocional. Mas se quisermos partir para realizações relevantes, precisaremos de energia e, também, de talento, competência e vontade. 

Nenhuma grande realização acontece sem energia. Mas energia, apenas, não adianta. 

Forma-se, então, uma nova cadeia interativa, tendo a energia como ponto central. Nessa cadeia, a energia é necessária para que um talento se desenvolva e se transforme em competência, desde que haja vontade. Ou seja: sem energia, a competência não se desenvolve, por mais que a pessoa tenha talento e vontade. 

O desenvolvimento de uma competência requer esforço. Esforço envolve energia. E tempo nenhum adianta se não houver esse conjunto de forças em ação.

Procrastinação: deixar para amanhã o que deveria ser feito hoje.
Agora que você já sabe que quando falamos em tempo estamos falando também de energia, fica mais fácil compreender os motivos da procrastinação, considerada a grande vilã em matéria de gerenciamento de tempo.

Então, em vez de procurar técnicas mirabolantes para combater a procrastinação, antes de mais nada, identifique os assuntos que você anda procrastinando e cuide da qualidade da sua energia emocional envolvida neles.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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04/02/2016 às 09h24m


Não se esconda no tempo

Há pessoas que se escondem no passado: passam a vida culpando os pais por tudo o que lhes acontece. E há pessoas que se escondem no futuro: pensam que "amanhã" conseguirão resolver seus problemas e que "depois" farão o que precisa ser feito. No entanto, a vida ocorre no aqui e agora. 

Não interessa onde você esteja: a vida é aqui. Não importa quando você esteve ou estará: a vida é agora. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. É por isso que o presente se chama presente. Ele é, na realidade, um presente que nos é dado.

É no presente que temos o poder de gerar ação, modificando o nosso futuro e, talvez, recriando a nossa interpretação do passado. Portanto, viva o presente e planeje o futuro.

A ampulheta representa bem o conceito da vida:
• A areia que está por cair é o futuro; ainda não aconteceu. 
• A areia que está caindo é o presente. 
• A areia que já caiu é passado; nada se pode fazer a respeito.

As pessoas não planejam o fracasso. Elas, simplesmente, fracassam ao planejar.

Relatividade do tempo
Einstein dizia que "o tempo não é linear e, portanto, muito relativo e atrelado ao que está acontecendo". Um round de três minutos de boxe, para quem está apanhando, pode durar uma eternidade. Uma vida bem vivida, na qual somos felizes e estamos contribuindo para o bem da humanidade, pode passar num piscar de olhos.

Para ter um bom aproveitamento do tempo, você precisa estar suficientemente envolvido naquilo que estiver fazendo. E isso implica outros fatores, além da simples disponibilidade de tempo para o que tiver de ser feito. 

O que é aproveitar bem o tempo? — É fazer o que precisa ser feito, bem-feito e, de preferência, da primeira vez. É para isso que necessitamos estar envolvidos em nossas atividades.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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