27/03/2014 às 07h45m


Mulheres versus Violência

A violência contra a mulher, o tipo mais generalizado de abuso dos direitos humanos, afeta a qualidade de vida e a saúde física e mental das mulheres e é o tipo de violência menos reconhecido pela sociedade. 

Em todo o planeta, uma em cada três mulheres já foi espancada, coagida ao sexo ou sofreu alguma forma de abuso durante a vida. Esse dado alarmante, baseado em recentes pesquisas da Johns Hopkins Bloomberg School of  Public Health, da Universidade Johns Hopkins e publicado pela Bibliomed Inc. no site www.boasaude.uol.com.br, dá conta de que, na maioria dos casos, o agressor é um membro da própria família ou conhecido da vítima, como colega, vizinho, namorado, chefe, etc. 

Muitas culturas dão ao homem o direito de controlar o comportamento de sua mulher e de puni-la, caso conteste esse direito. 

De acordo com o Artigo 1 da Declaração para Eliminação da Violência Contra as Mulheres adotada pela  Assembléia Geral das Nações Unidas em 1993, a violência contra a mulher inclui: espancamento conjugal, abuso sexual de meninas, violência relacionada a questões de dotes, estupro, inclusive o estupro conjugal, e outras práticas tradicionais prejudiciais à mulher, tais como a mutilação genital feminina, além da violência não-conjugal, do assédio e da intimidação sexual no trabalho e na escola, do tráfico de mulheres, da prostituição forçada e da violência perpetrada ou tolerada por certos governos, como é o caso do estupro em situações de guerra e o infanticídio feminino. 

Entretanto, as formas mais comuns de violência contra a mulher ainda são a agressão de seu parceiro e a coerção ao sexo, seja na infância, na adolescência ou na idade adulta. Estudos revelam que em cerca de 50 pesquisas populacionais do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam que, em algum momento de suas vidas, foram espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos. E mais, a maioria das mulheres que sofre alguma agressão física em relacionamentos íntimos, quase sempre acaba sofrendo vários atos de agressão ao longo do tempo. 

Guerreiras, essas mulheres utilizam-se de verdadeiras estratégias para se manterem vivas e protegerem seus filhos. Algumas fogem, poucas denunciam, muitas resistem. Poucas chamam a polícia e, em geral, continuam em um relacionamento abusivo por medo de represálias e de perda de suporte financeiro e de apoio da família e de amigos, além de preocupação com os filhos, dependência emocional e a eterna esperança de que, um dia, "ele mude". 

Além das lesões físicas, a violência aumenta o risco, a longo prazo, de que a mulher tenha outros problemas de saúde, incluindo dores crônicas, incapacidade física, abuso de drogas e álcool, e depressão. As mulheres com histórico de agressão física ou sexual também correm maior risco de ter uma gravidez indesejada, de contrair uma infecção sexualmente transmitida e de sofrer um resultado adverso em sua gravidez. 

Grupos de defesa dos direitos humanos vêm procurando alternativas para chamar a atenção da população e das autoridades para esse grave problema social. Na verdade, o que é preciso, mesmo, é promover o engajamento da mulher na sociedade de forma igualitária. Quando isso acontecer, a violência contra ela deixará de passar despercebida e passará a ser vista como uma aberração inaceitável.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/03/2014 às 07h30m


Seja você mesmo o coach da sua vida!

No mundo dos esportes, coach é o treinador do time. Recentemente, porém, esse termo foi adotado em outro contexto: o dos negócios. 

Traduzindo literalmente a palavra inglesa coach, temos os verbos treinar, instruir e orientar. Já pela origem francesa da palavra, constatamos que coach é um tipo de carruagem, um veículo para transportar pessoas de um lugar para o outro. Logo, no âmbito empresarial, coaching é o processo em que uma pessoa mais experiente (o coach) conduz outra (o coachee), ajudando-a a chegar no lugar aonde ela quer estar.

Você quer chegar a algum lugar, mas acha complicada a idéia de ter alguém conduzindo-o? Então, torne-se coach de si mesmo. Se no processo convencional você, enquanto coachee, tinha de estar em sintonia com o coach, ao assumir a responsabilidade pela caminhada você tem de estar em sintonia com o seu "Eu interior". Tem de descobrir seus valores, abdicar de crenças obsoletas, definir seu objetivo de vida, traçar um plano de ação, buscar feedback para acompanhar o andamento do processo, propor mudanças (quando necessário) e comemorar vitórias! 

Para se tornar um profissional bem-sucedido é preciso ter paciência e determinação: sem essas qualidades, você não vai muito longe. Mas paciência e determinação só se justificam se você tiver um objetivo para o qual se dirigir. E para colocar tudo em prática, é preciso estar bem, física, mental, emocional e espiritualmente.

O equilíbrio, também necessário ao processo, vem com o autoconhecimento, e você também vai precisar de força de vontade! E para aumentar suas chances de ser bem-sucedido no projeto de ser seu próprio coach, procure descobrir quais são os seus valores essenciais e determinar seu objetivo de vida.

Qual é o seu objetivo? Onde você quer chegar? Onde você quer estar daqui seis meses, um ano, cinco anos e dez anos? É importante definir um objetivo. Ele deve estar alinhado aos seus valores e ser grande o suficiente para motivá-lo, dia após dia, a continuar vivendo para a sua realização. Da mesma forma que é importante saber o destino final, também é necessário conhecer o ponto de partida, onde você está neste exato momento. De posse dessas duas valiosas informações, está na hora de colocar tudo no papel e traçar um poderoso plano de ação!

Se um de seus objetivos for começar a treinar em uma academia, por exemplo, avalie o que você precisa ser feito para que isso se realize, estipule datas para o início de cada etapa e um prazo para que você possa conferir, posteriormente, se conseguiu seu objetivo e que benefícios está obtendo com a atividade. Se, na conferência, você conseguir avaliar positivamente cada item da sua lista, parabéns! Se ainda faltarem alguns desafios a serem vencidos, reveja sua estratégia, corrija-a e siga em frente, com persistência.

Nessa jornada, uma etapa importantíssima é a busca por feedback, que nada mais é do que uma resposta do Universo para as nossas ações. Peça feedback a pessoas próximas, mas cuide para que sejam fontes seguras e verdadeiras. Quanto maior o leque de opções, mais próxima da realidade será a sua resposta e você poderá implementar alterações com mais eficácia. 

Mesmo com a melhor das intenções, é difícil mudar velhos hábitos e padrões de comportamento, mas não é impossível. E o resultado final, quase sempre, é compensador. Por isso, vá em frente, seja o seu próprio coach e supere-se. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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13/03/2014 às 07h43m


"Quem não se comunica se trumbica"

Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo, Chacrinha, a expressão-título deste artigo é uma premissa cada vez mais válida no mundo globalizado em que vivemos. E não estou falando apenas da sua capacidade de ouvir, de processar a informação e de enviar uma resposta ao seu interlocutor, mas de utilizar a comunicação como ferramenta para a conquista do sucesso, pessoal e profissional.

Hoje, para ser bem-sucedido, não basta exibir diploma de faculdade. É preciso falar outros idiomas, fazer mestrado, doutorado e MBA apenas para concorrer a uma vaga em um conceituado escritório de advocacia... Portanto, para se destacar você tem de se habituar a pensar nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença no mundo em que vivemos.  

A comunicação é parte de nossas atividades vitais, mas muita gente não dá muita importância a ela, limitando-se a falar-ouvir-falar continuamente, sem provocar nenhuma ação e desperdiçando palavras. O ato de comunicar-se abre possibilidades e leva a resultados. Um bom comunicador interage com o mundo, sem se deixar levar pelos acontecimentos. Ao comunicar-se, você consegue expor suas idéias, solicitar, declarar, proclamar, delegar, manifestar e, principalmente, criar novas possibilidades. 

Algumas pessoas são mais comunicativas que outras, mas isso não caracteriza um "dom". Apenas sugere apenas que há pessoas introvertidas e extrovertidas, sem determinar que uma seja mais hábil que a outra em comunicar-se, mesmo porque, hoje, existem muitas técnicas específicas para o desenvolvimento do poder de comunicação das pessoas.   

Se você se propôs a ler este artigo, certamente tem interesse em melhorar o seu poder de comunicação. Então, o primeiro passo é ter consciência de que comunicar-se não restringe ao uso das palavras, que, aliás, é o tom da voz e a postura corporal contam mais que as palavras.

Ao interagir com as pessoas, imediatamente provocamos nelas alguma reação. É a famosa "primeira impressão". Garantir uma "primeira impressão" positiva é condição número um para o sucesso. Nessa ocasião, quatro fatores são importantes: o que você faz, o que diz, como diz e como se apresenta (sua aparência).

O conteúdo do seu discurso também é importante. É preciso preparar-se para o que vai dizer, a fim de transmitir seus conhecimentos com tranqüilidade, garantindo que seus interlocutores o escutarão. Além disso, é preciso atenção ao modo como você diz, pois uma  ênfase mal colocada pode mudar todo o sentido de um discurso. E mais: controle o tom de sua voz e a velocidade da fala.

No campo da comunicação não-verbal, a aparência é um quesito muito importante, que abrange desde a roupa que se está vestindo até cuidados com higiene pessoal, gestos e postura corporal. O corpo fala... e não mente! E as pessoas prestam mais atenção a ele do que às nossas palavras. Isso significa que, se suas palavras não estiverem de acordo com sua aparência e com sua postura corporal, dificilmente acreditarão em você. 

Sabendo disso tudo, comece a preparar-se para ser um bom comunicador. Peça a um amigo ou parente de sua confiança que preste atenção em você enquanto se comunica e, depois, lhe fale a respeito do que observou. Outra opção é filmar-se e, depois, assistir cuidadosamente à fita, procurando identificar possíveis vícios, manias e qualidades, tanto na fala, quando na aparência, postura e gestos. Mas seja sincero e observador. Lembre-se que, para melhorar, é preciso conhecer o déficit; portanto, não tenha medo de reconhecer seus defeitos. Use-os como trampolim para o aprendizado. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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06/03/2014 às 07h21m


Seja o condutor do carro da sua vida — Administre-a!

Muitas pessoas sonham com o dia em que se tornarão felizes, bem-sucedidas, sadias, prósperas e financeiramente independentes, mas ficam apenas sonhando acordadas, esquecendo-se de agir! Outras, vivem apenas das lembranças do passado, ignorando o fato de que suas vidas continuam e que é preciso continuar vivendo, pois a vida acontece a cada momento, aqui e agora!

Tanto umas quanto outras não passam de espectadoras de si mesmas, pois apenas assistem aos acontecimentos, sem interferir neles. Vão para onde forem levadas, pois se consideram sem poder de escolha. Um dia, porém, percebem que não viveram como gostariam, tornam-se frustradas e passam a considerar-se vítimas do mundo. Mais para a frente, acabam se dando conta de que estão numa situação que elas mesmas criaram. Só que, na maioria das vezes, descobrem que poderiam ter vivido de outro modo quando já lhes falta vigor físico para fazer o que gostariam ou quando a saúde já está debilitada a ponto de tirar-lhes a autonomia sobre sua própria vida. 

Percebeu que se você não acordar para a vida agora, amanhã pode ser tarde demais? Você é o único responsável pela sua vida! Isso quer dizer que tudo o que acontece com você, de bom ou de ruim, é de sua inteira responsabilidade. E ao responsabilizar-se por si mesmo, você elimina a possibilidade de que alguém venha chateá-lo, entristecê-lo ou machucá-lo, física ou psicologicamente — a não ser que você permita. 

Com os seus pensamentos, ocorre a mesma coisa: ou você os controla ou eles serão controlados por outras pessoas e/ou instituições oportunistas. Só você tem poder sobre seus pensamentos, mas se você abrir mão... 

O próximo passo para manter-se no controle da sua vida é saber escolher. Você se comunica com o Universo por meio de suas escolhas. Das escolhas primordiais, que estão na base de todas as demais decisões e acontecimentos da sua vida, a primeira se resume a: "Eu escolho ser a força criadora da minha vida.". Fazendo essa escolha, você a assume a responsabilidade pela sua vida, torna-se criador do seu destino e deixa de ser vítima de pessoas ou situações, a não ser que você queira! 

A próxima escolha, que complementa a anterior, é ser sincero consigo mesmo. Esqueça a idéia de agradar a todos e seja verdadeiro com a pessoa mais importante da sua vida: você! O que os outros pensarão sobre você é problema deles e não seu!

Por fim, escolha ser saudável. Mas repare que "ser sadio" não é a mesma coisa de "não ser doente". Uma pessoa sadia tem energia para fazer o que quiser da vida, já uma pessoa que não é portadora de nenhuma doença é apenas uma pessoa que não está doente.

Assumindo essas escolhas, reafirmando-as diariamente e várias vezes ao dia, você reprograma sua mente e permite que ela aceite outras escolhas, tão importantes quanto estas. Mas lembre-se de que é preciso escolher! Abrir mão dessa dádiva é permitir que qualquer um manipule a sua vida. 

Lembre-se de que fazer escolhas é o primeiro passo rumo ao futuro, ao lugar que você quer conquistar. Mas para chegar lá você tem de agir no presente, neste momento, ou tudo permanecerá do mesmo jeito. Escolher é decidir pelo que nos trará mais felicidade e realização pessoal. Então, mãos à obra!

e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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