Comunidade participa do projeto de restauro da Igrejinha de São Sebastião da Neblina


Comunidade participa do projeto de restauro da Igrejinha de São Sebastião da Neblina

No último sábado, 11 de abril, moradores das comunidades do Glória, Santa Maria e Neblina se reuniram em uma oficina comunitária para contribuir com o projeto de restauro da Igrejinha de São Sebastião da Neblina, distrito de Cataguases. A atividade faz parte do processo de desenvolvimento do projeto, ainda em fase de elaboração.

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Proposto pela Fundação BAUMINAS e com patrocínio do CAU-MG (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais) através do edital de Apoio ao Patrimônio Cultural de 2025, o projeto aposta na participação ativa da comunidade como etapa estruturante, e não apenas consultiva, do processo de restauro.

A oficina reuniu importantes lideranças locais, além de crianças e jovens, em uma dinâmica que buscou acessar não só informações objetivas sobre o espaço, mas também memórias, afetos e projeções de futuro.

Conforme explicou a arquiteta Mariela Oliveira, da Fundação BAUMINAS, “a partir de mapas, desenhos e conversas abertas, os participantes indicaram caminhos, pontos de referência, usos tradicionais e desejos para o destino da igrejinha.” Mais do que levantar dados, completou a arquiteta, “a proposta foi entender como o território é vivido, e o que ele representa para quem está ali.”

A iniciativa parte do princípio de que restaurar não é apenas intervir na matéria construída, mas reconhecer as camadas simbólicas que sustentam o valor de um bem. Nesse sentido, o envolvimento da comunidade amplia o alcance do projeto, incorporando dimensões que não estão visíveis nos levantamentos técnicos, acrescenta Mariela.

A equipe responsável reforça que a ação não marca o início das obras, mas sim uma etapa fundamental de escuta e construção coletiva do projeto. A execução do restauro dependerá de desdobramentos futuros, como captação de recursos e aprovação junto aos órgãos competentes.

Por fim, ressalta que ao trazer a comunidade para o centro do processo, o projeto reposiciona a igrejinha não apenas como objeto de preservação, mas como espaço vivo, cuja continuidade depende, antes de tudo, do reconhecimento e do vínculo com quem a mantém significativa no presente.

Comunidade participa do projeto

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Fotos: Mariela Oliveira e Eduardo Yep