Neste dia 11 de julho de 2026, os artistas cataguasenses Marcus Diego e Priscila Sandes embarcam para a Europa, para consolidar mais uma fase de importante intercâmbio e residência artística, que tem como objetivo a partilha de metodologias de ensino e técnicas de dança desenvolvidas na Zona da Mata mineira com instituições de referência internacional.
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A proposta marca a segunda fase de pesquisas artísticas iniciadas em 2024, atualmente contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB-MG). A iniciativa obteve o reconhecimento oficial do Estado por sua relevância pedagógica e artística.
Na primeira etapa da pesquisa, ocorrida em 2024, além de Marcus Diego e Priscila Sandes, a artista Tatiane Dias também esteve em escolas de Lisboa, em Portugal, vivenciando conhecimentos e analisando metodologias aplicadas por diferentes escolas e espaços de Dança como Estúdio Jazzy Saldanha e Centro em Movimento. Já Marcus Diego e Priscila Sandes focaram sua pesquisa em espaços da capital Paris, na França, como o Centre de Danse Du Marais, além de Portimão, em Portugal. Neste novo ciclo, os profissionais mineiros foram convidados pela Escola Municipal de Dança de Portimão, por intermédio da artista, coreógrafa e professora Rita Lopes, para partilhar um pouco da metodologia do Grupo de Pesquisa Girarte, considerando seu trabalho de desenvolvimento artístico profissional e sua abordagem no diálogo entre arte e educação.
“Sou um artista nascido no bairro da periferia de Cataguases, o Bairro Leonardo, onde desenhei toda minha trajetória artística e profissional oriunda de projetos sociais. Hoje, além de artista, sou gestor sociocultural, e ver meu trabalho gerando interesse no outro lado do oceano, é muito gratificante e me motiva a continuar lutando por ações capazes de democratizar o acesso à arte e cultura como ferramentas de impacto social positivo, capaz de incentivar pessoas a buscar novas realidades e melhores oportunidades”, conta Marcus Diego (foto abaixo), diretor artístico do Grupo de Pesquisa Girarte.

As vivências acumuladas no exterior não ficam restritas ao Grupo de Pesquisa Girarte e seu ponto de cultura. O conhecimento refinado durante o intercâmbio será o combustível para a retomada das ações do Projeto Girarte no segundo semestre de 2026, alimentando as oficinas e aulas abertas para toda população na Sala Cênica (mantida em parceria com a Escola Estadual Manuel Inácio Peixoto, em Cataguases).
“O Projeto Girarte celebra este novo intercâmbio como um fruto direto da dedicação de toda a sua equipe e das comunidades que recebem suas iniciativas. São essas trocas constantes de conhecimento que incentivam o Grupo de Pesquisa Girarte a aprimorar continuamente seus trabalhos e as propostas gratuitas oferecidas à população. Isso fortalece nosso ponto de cultura como uma ferramenta democrática de fruição artística, pesquisa e fomento ao desenvolvimento sociocultural continuado em nossa cidade, com reverberações no Brasil e no mundo”, completa Priscila Sandes, coordenadora artístico-pedagógica do Projeto Girarte.

Esta oportunidade demonstra, de forma prática, como o investimento contínuo em cultura descentralizada por meio de leis de incentivo é capaz de valorizar e projetar artistas da Zona da Mata mineira para o cenário artístico internacional.
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Fonte e fotos: Projeto Girarte


