A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou nesta sexta-feira, 10 de julho, a operação Torre de Babel, em Cataguases, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa responsável pela distribuição de drogas no município e em cidades vizinhas. A ação contou com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Penal.
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Quatro pessoas foram presas e cumpridos 21 mandados judiciais. Também foram apreendidos drogas, veículos e materiais relacionados ao tráfico, informou o delegado Giovane Dantas, responsável pela operação.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam porções de crack, cocaína, maconha e haxixe, além de balanças de precisão, aparelhos celulares, materiais utilizados para embalar drogas, duas motocicletas e um automóvel.
Presos
Entre os presos está um homem, de 26 anos, apontado pelas investigações como líder da associação criminosa. Contra ele foi cumprido mandado de prisão temporária, além de ter sido preso em flagrante por tráfico de drogas durante a operação. Os demais presos são dois homens, de 24 e 25 anos, e uma mulher, de 23 anos, autuados em flagrante pelo mesmo crime.
A PCMG também solicitou o afastamento do sigilo de dados, deferido pela Justiça com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Cataguases.
Investigações
As investigações tiveram início em setembro de 2025, quando a PCMG passou a monitorar continuamente os integrantes da associação criminosa para identificar todos os envolvidos e mapear a estrutura de distribuição de entorpecentes.
Durante a apuração, foi constatado que o suspeito de 26 anos coordenava as atividades do grupo e era responsável pela logística de distribuição das drogas.
Levantamentos policiais também apontaram que a residência utilizada pelo investigado, localizada no bairro Thomé, funcionava como ponto estratégico para as atividades criminosas. O imóvel era utilizado tanto para o abastecimento de outros traficantes quanto para a venda direta de entorpecentes a usuários.
A PCMG também identificou indícios da prática de lavagem de dinheiro. Conforme apurado, integrantes da associação criminosa utilizavam mecanismos para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico de drogas, entre eles a celebração de escritura particular de compra e venda e a aquisição de um estabelecimento comercial do ramo de lava-jato.
Torre de Babel
O nome da operação faz referência à forma de atuação da associação criminosa, cujos integrantes realizavam a comercialização de drogas de maneira ostensiva, buscando ampliar os lucros obtidos com a atividade ilícita.
As investigações continuam.
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Fonte e fotos: PCMG – divulgação


