A cidade de Leopoldina ganha um novo ponto de referência cultural: a Casa da Memória. Mantida pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho e patrocinado pelo Grupo Energisa, o espaço foi concebido para fortalecer o acesso da comunidade e de visitantes à história regional e ao desenvolvimento da eletrificação brasileira.
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O equipamento foi revitalizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, via Ministério da Cultura; e passará a integrar a “Rota Luz de Minas – Caminhos da Zona da Mata Mineira”, lançada há um ano em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, com foco no fomento econômico e turístico da região.
“A Fundação Ormeo Junqueira Botelho assume a responsabilidade de preservar e manter vivo esse espaço que faz parte da história da eletrificação na Zona da Mata mineira. A Casa da Memória de Leopoldina não é apenas um equipamento cultural; é uma estrutura permanente de memória, educação, lazer e pertencimento, concebido para conectar patrimônio, inovação e desenvolvimento. Ao cuidar desse patrimônio industrial, histórico e ambiental, reforçamos a energia como vetor de transformação social, fortalecemos o território, estimulamos o turismo e asseguramos que essa memória continue acessível às próximas gerações”, afirma Eduardo Mantovani, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho do Grupo Energisa.
Em Leopoldina, a Casa da Memória ocupa um casarão da década de 1950 e se apresenta como um espaço de reconhecimento e pertencimento. A proposta integra tecnologia, patrimônio histórico e experiências sensoriais, por meio de exposições imersivas baseadas em registros históricos, como trechos do diário de Getúlio Vargas sobre uma visita à cidade. A museologia estrutura percursos internos e externos que combinam expografia contemporânea, instalações audiovisuais e ambientes de experimentação, como o Lab Memória e o Observatório Cultural da Mata. A arquitetura original do imóvel é preservada e ressignificada em diálogo com um projeto paisagístico sensorial, com destaque para o Jardim dos Sentidos.
“Essa inauguração expressa uma proposta inovadora de investimento cultural ao priorizar a instalação de equipamentos permanentes fora dos grandes centros, ampliando o acesso, fortalecendo o território e assegurando a continuidade às políticas de memória e cultura. Levar equipamentos culturais estruturantes ao interior do país é compreender a cultura como direito e como base para o desenvolvimento regional. A Casa da Memória de Leopoldina conecta memória, educação e inovação nas práticas culturais e educativas, fortalecendo o vínculo das comunidades com sua própria história”, afirma Delânia Cavalcante, gerente de Investimento Social do Grupo Energisa.
Um território de arquitetura, arte e cultura
Fora do eixo Rio-São Paulo, cidades como Cataguases e Leopoldina ocupam posição singular na história cultural brasileira. A região abriga um dos mais relevantes conjuntos modernistas do país, com obras de Oscar Niemeyer, jardins de Burle Marx, murais de Djanira, painéis de Cândido Portinari e esculturas de Jan Zach, além do legado do cineasta Humberto Mauro. Tombada pelo Iphan, Cataguases consolidou-se como polo de arquitetura, artes visuais, literatura e audiovisual, enquanto Leopoldina preserva uma rica tradição histórica ligada à formação urbana, cultural e industrial da Zona da Mata mineira. Nesse contexto, o novo equipamento cultural da Energisa amplia o acesso à cultura, valoriza a memória local e impulsiona a economia criativa e o turismo da região.

Renovação cultural em Leopoldina
A Casa da Memória de Leopoldina reabre as portas do casarão histórico que abrigou a família Junqueira Botelho com uma proposta que combina tecnologia, memória e participação social. Sua fachada é inspirada na estética da residência retratada no filme …E o Vento Levou (1939), reforçando o diálogo entre arquitetura, imaginário cinematográfico e patrimônio histórico.
O novo equipamento oferece experiências imersivas com áudios e imagens que permitem ao público revisitar diferentes momentos da história do Brasil e da região. O percurso interno reúne salas expositivas permanentes e temporárias com projeções mapeadas, instalações audiovisuais e narrativas sonoras, concebidas como ambientes ativos de fruição e produção de conhecimento. Destaque para a Sala Memorabilia, que utiliza imagens, sons e objetos do antigo cotidiano para reconstruir cenas da vida social e familiar da região, e para o Gabinete do Dr. Ormeo, uma instalação interativa com uso de inteligência artificial que apresenta ideias, projetos e o legado do personagem em diálogo com o presente.
O Espaço Lya amplia o recorte curatorial ao valorizar a produção literária feminina e a escrita memorialística, enquanto o Observatório Cultural da Mata e o Lab Memória funcionam como núcleos permanentes de pesquisa, experimentação tecnológica, produção audiovisual e formação, conectando memória, inovação e diferentes gerações.

Além de conectar tecnologia e inovação ao patrimônio cultural por meio de recursos como impressão 3D, o Lab Memória pode se articular diretamente com o ecossistema do Rio Pomba Valley, iniciativa do Instituto Energisa que transforma a Zona da Mata mineira em um hub de tecnologia, criatividade, empreendedorismo e inovação, com foco na economia 4.0. O programa já estrutura parcerias com universidades, instituições de ensino técnico e empresas como AWS, IBM, Microsoft, SENAI, SESI, Populos e outras, criando pontes e viabilizando projetos de pesquisa aplicada, formações em inteligência artificial, computação em nuvem, cibersegurança e desenvolvimento de software.
De forma complementar, o Lab Memória também se articula com o Animaparque, polo audiovisual patrocinado pelo Grupo Energisa desde sua criação, voltado ao fortalecimento da cadeia do audiovisual e da animação na Zona da Mata mineira. A iniciativa funciona como ambiente de desenvolvimento criativo, com foco na formação técnica, no fortalecimento de talentos da região, no estímulo à produção autoral, no apoio a projetos independentes e na conexão com o mercado. Essa integração amplia as possibilidades de projetos colaborativos que unem memória cultural, produção audiovisual e soluções tecnológicas aplicadas à educação, à preservação do patrimônio e à criação de experiências imersivas para diferentes públicos.
A intervenção na Casa da Memória incluiu ainda a restauração do Jardim dos Sentidos, um dos primeiros projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx, realizada com base no projeto original cedido pelo Instituto Burle Marx, reforçando o compromisso com a preservação qualificada do patrimônio moderno brasileiro. Com cerca de 4 mil metros quadrados, o imóvel recebe espaços como o Jardim da Infância Lúdico-Musical, com brinquedos sonoros que estimulam a exploração criativa, e o Jardim Aromático – Horta Medicinal, que promove experiências sensoriais ligadas ao tato, olfato e paladar. O projeto de readequação foi promovido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, patrocinado pelo Grupo Energisa, com execução da Santa Rosa Bureau Cultural.

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Fonte e fotos: Energisa Minas Rio


