A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na quarta-feira, 19 de agosto, em Visconde do Rio Branco, a investigação que apurou uma estrutura criminosa voltada à prática de furtos, receptação e lavagem de dinheiro relacionados a fios de telefonia. A análise financeira realizada pela PCMG apontou movimentações superiores a R$ 150 milhões no período abrangido pela apuração.
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Ao todo, 26 pessoas foram indiciadas, de acordo com suas respectivas participações, pelos crimes de organização criminosa, furto majorado e qualificado, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. A investigação também identificou o envolvimento de quatro empresas na cadeia delitiva apurada.
Durante a operação Cyprium, foram cumpridas diferentes medidas judiciais, que contribuíram para o aprofundamento das apurações, a identificação dos integrantes da estrutura criminosa e das funções por eles desempenhadas, além da reconstrução do percurso dos fios subtraídos até sua reinserção no mercado.

Trabalho integrado
No decorrer das apurações, constatou-se que o Núcleo de Inteligência Regional da Delegacia Regional de Polícia Civil em Juiz de Fora também desenvolvia trabalhos investigativos relacionados à mesma organização criminosa.
A partir da identificação dessa convergência, as equipes passaram a atuar de forma integrada, compartilhando informações e desenvolvendo apurações conjuntas. Esse trabalho deu origem à operação Cyprium e possibilitou o aprofundamento das investigações sobre a estrutura e a extensão das atividades.
Segundo a investigação, a organização criminosa apresentava divisão de tarefas e atuava em diferentes etapas do esquema, desde a subtração e receptação dos fios até a reinserção do material de origem ilícita no mercado formal, com a participação de empresas regularmente constituídas.
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Fonte e foto: PCMG


