A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela em agosto de 2026, repetindo o cenário de maio, junho e julho. De acordo com a agência, a condição reflete o período seco, com níveis mais baixos dos reservatórios das hidrelétricas e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas, de custo mais elevado.
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Com a bandeira amarela, os consumidores terão cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh (quilowatts/hora) consumidos. O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente as condições de geração e os custos associados ao fornecimento de energia.
Após a decisão da Aneel vir a público, a FIEMG (Federação da Indústrias do Estado de Minas Gerais) se manifestou a respeito em nota. A entidade vê “com cautela a decisão”, e reforça a urgência de medidas e políticas energéticas que ampliem a segurança do suprimento e garantam previsibilidade de custos para a sociedade..
De acordo com o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o prosseguimento da bandeira amarela na conta de luz traz um fôlego para o consumidor, entretanto a medida não significa alívio definitivo.
“A chuva no Sul segurou a alta dos preços e evitou a bandeira vermelha no curto prazo. Por outro lado, a manutenção da cobrança amarela mostra que o sistema ainda opera sob atenção. Precisamos acompanhar com rigor o comportamento do El Niño a partir de setembro, pois alterações mais severas no regime de chuvas podem voltar a pressionar as tarifas até o fim do ano”.
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Fonte: Agência Infra e FIEMG | Foto: Pexels


