O curso de Tecnologia em Cinema e Animação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Cataguases inicia, neste segundo semestre, a 4ª edição do projeto de extensão Escola Animada, iniciativa que une educação, cultura e audiovisual por meio da produção colaborativa de curtas-metragens de animação em escolas públicas do município.
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Consolidado como uma das principais ações extensionistas do curso, o projeto promoverá, em 2026, a produção de 10 animações de aproximadamente um minuto, desenvolvidas conjuntamente por estudantes universitários, crianças e jovens da rede pública de ensino.
Sua realização acontece por meio de recursos de Emenda Parlamentar, apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UEMG (PROEX), da Prefeitura de Cataguases e do Instituto Energisa.
Pela primeira vez, além do Ensino Fundamental, o Escola Animada amplia seu público para incluir também estudantes do Ensino Médio, fortalecendo o protagonismo juvenil e aproximando ainda mais a universidade da educação básica.
Cooordenado pela professora Andrea Toledo, o projeto conta com uma equipe formada pelos professores Fabiano Atílio Batista, Rodrigo Bicalho, Sávio Leite, Carolina Badaró e Gabriele Teodoro, além de dez estudantes bolsistas do curso de Tecnologia em Cinema e Animação.

Antes do início das atividades nas escolas, os estudantes bolsistas participam, durante os meses de junho e julho, de um ciclo de formação ministrado por professores da UEMG e convidados. Os encontros abordam temas como história cultural de Cataguases, memórias de mulheres e narrativas da cidade, história do cinema local, linguagem audiovisual, educação, animação e metodologias de trabalho com crianças e jovens, preparando a equipe para atuar de forma qualificada nas escolas participantes. A proposta é que os bolsistas compreendam não apenas os aspectos técnicos da produção audiovisual, mas também o contexto histórico, cultural e social do território onde desenvolverão a atividade, explica Andrea Toledo.
Nesta edição, participarão do projeto as escolas municipais Monsenhor Solindo, Enedina Prata, Francisco Rodrigues, Manoel Paes Tiago e a escola estadual Marieta Soares Gonçalves, envolvendo estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio.
Ao longo de vários meses, as equipes desenvolverão oficinas de criação de histórias, elaboração de roteiros, ilustração, narração, animação e edição audiovisual, culminando na realização da 4ª Mostrinha Escola Animada, prevista para novembro, além da publicação das animações nas plataformas digitais do projeto.
Muito mais do que ensinar técnicas de animação, o Escola Animada busca estimular a criatividade, a produção oral e escrita, o trabalho colaborativo e o uso crítico das tecnologias digitais. As histórias produzidas partem das próprias vivências dos estudantes, valorizando memórias, territórios, questões ambientais, diversidade, patrimônio cultural e outros temas relevantes para cada comunidade escolar.
Para a coordenadora do projeto, professora Andrea Toledo, o Escola Animada reafirma o compromisso da UEMG com a extensão universitária e com a democratização do acesso à cultura.
”O Escola Animada mostra que a universidade pode transformar conhecimento em impacto social. Ao levar o audiovisual para dentro das escolas públicas, criamos oportunidades para que crianças e jovens contem suas próprias histórias, desenvolvam novas competências e reconheçam o valor de suas memórias e de seus territórios. Antes mesmo de chegarem às escolas, nossos bolsistas passam por um processo de formação que os prepara para atuar de maneira ética, sensível e qualificada. É uma experiência que integra ensino, pesquisa e extensão e fortalece a formação de futuros profissionais do audiovisual comprometidos com a educação e com a transformação social.”

Desde sua retomada em 2023, o projeto vem fortalecendo a tradição audiovisual de Cataguases, cidade reconhecida nacionalmente por sua história ligada ao cinema, consolidando-se como referência regional na articulação entre educação, audiovisual e extensão universitária. Em sua quarta edição, a expectativa é ampliar ainda mais seu impacto social, promovendo a formação de novos realizadores e incentivando o protagonismo de crianças e jovens por meio da linguagem da animação.
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Foto: UEMG Cataguases


