Cataguases transforma memória em arte com três curtas de animação


Cataguases transforma memória em arte com três curtas de animação

Junho é o mês do cinema brasileiro, mas em Cataguases a celebração ganha um significado ainda mais especial. A cidade, reconhecida nacionalmente por sua tradição audiovisual, será palco do lançamento de três curtas-metragens de animação que homenageiam grandes nomes da cultura brasileira e reforçam a força criativa da Zona da Mata mineira.

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As produções são inspiradas nas trajetórias do compositor Ary Barroso, do cineasta Humberto Mauro e da cantora Maria Alcina. Os filmes serão exibidos nos dias 25 e 26 de junho, dentro da programação da II Semana de Arte de Cataguases – Ancestralidade como Ponte para Novos Futuros, evento que segue até o dia 27 de junho com apoio da Fundação Bauminas.

As sessões acontecem no dia 25 de junho, às 14h e às 19h, no Centro Cultural Humberto Mauro, com entrada gratuita e sujeita à lotação. Já no dia 26, a exibição será ao ar livre, a partir das 18h30, na praça do bairro Taquara Preta, aproximando ainda mais o audiovisual da comunidade.

Três histórias, três técnicas de animação

Os curtas foram desenvolvidos pelo projeto Fábrica do Futuro – Laboratório.2C, iniciativa voltada para a formação e produção audiovisual na região. Cada personagem ganhou uma linguagem própria de animação.

A história de Humberto Mauro foi produzida em stop motion, técnica que utiliza bonecos e cenários físicos para criar movimento quadro a quadro. Ary Barroso é retratado por meio de animação digital baseada em recortes e colagens, enquanto Maria Alcina ganha vida em uma produção que mistura animação 2D tradicional e rotoscopia, técnica que combina desenhos com imagens reais.

O Laboratório.2C é realizado com patrocínio da Energisa e apoio cultural do Instituto Energisa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Talentos da Zona da Mata em destaque

As animações estão sendo produzidas nos espaços do Estúdio-Escola Animaparque, um ambiente criativo que reúne artistas, estudantes e profissionais do setor audiovisual. A equipe é formada por alunos e ex-alunos do curso de Tecnologia em Cinema e Animação da Universidade do Estado de Minas Gerais, além de profissionais capacitados em projetos desenvolvidos ao longo dos anos na Zona da Mata.

Para Fernando Costalonga, diretor-presidente da Energisa Minas Rio, iniciativas como essa demonstram o potencial da região para se tornar referência nacional na produção de animações.

“A cultura é uma ferramenta poderosa de transformação social. O Laboratório.2C mostra que a Zona da Mata tem criatividade, talento e estrutura para se destacar na produção audiovisual e na valorização da cultura brasileira”, destaca.

Investimento na memória e no futuro

Mais do que entretenimento, os curtas representam um esforço para preservar a memória cultural brasileira e ampliar o acesso ao audiovisual fora dos grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, fortalecem a formação profissional de novos artistas e criadores da região.

Nos últimos anos, a Energisa investiu cerca de R$ 5 milhões em projetos culturais ligados ao audiovisual, incluindo produções como Maria, a Rainha Louca, A Marcha dos Girassóis e Maria Alcina – Alegria Brasil, além das edições do Festival Ver e Fazer Filmes.

Com as novas animações, Cataguases reafirma sua vocação como um dos mais importantes polos culturais de Minas Gerais, conectando passado, presente e futuro por meio da arte e da imaginação.

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Fonte e fotos: Energisa Minas Rio