Goianá inaugura biofábrica de insetos para o controle de pragas agrícolas


Goianá inaugura biofábrica de insetos para o controle de pragas agrícolas

A cidade de Goianá, a 84 km de Cataguases, deu um passo importante rumo à modernização sustentável da agricultura familiar. No último dia 22 de maio, foi inaugurada a Biofábrica de Insetos para Controle Biológico, iniciativa que promete reduzir custos de produção, ampliar a autonomia dos agricultores e fortalecer a transição ecológica no campo.

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Instalada no Centro de Apoio à Agricultura, a biofábrica é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Goianá, a Embrapa Milho e Sorgo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o Grupo de Estudos da Agricultura Familiar da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O projeto atende principalmente produtores de milho e hortaliças da região.

O principal diferencial da estrutura é a produção local de vespinhas do gênero Trichogramma, insetos utilizados no controle biológico de pragas agrícolas. Antes da implantação da biofábrica, os produtores dependiam do envio dos insetos pelos Correios, o que gerava custos adicionais e riscos de atrasos capazes de comprometer o manejo das lavouras.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Vinícius Guimarães, a iniciativa resolve um dos principais gargalos enfrentados pelos agricultores da região. “O projeto nasce para resolver um gargalo logístico e financeiro crucial para os produtores locais de milho e hortaliças: o acesso ao controle biológico. Com a produção local, os agricultores ganham autonomia, reduzem os custos de produção e diminuem drasticamente a dependência de inseticidas químicos”, afirmou.

Com a inauguração da unidade, a expectativa é que a combinação entre pesquisa científica, assistência técnica e protagonismo dos produtores contribua para aumentar a competitividade do setor e impulsionar o desenvolvimento rural da região.

Em uma área onde a pecuária leiteira ainda é a principal atividade econômica, a biofábrica surge como alternativa de diversificação produtiva baseada em inovação, oferecendo aos agricultores uma alternativa que alia redução de custos, preservação ambiental e maior independência tecnológica.

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Fonte e foto: Tribuna de Minas