Minas Gerais é o estado que menos gasta com cultura no país


Minas Gerais é o estado que menos gasta com cultura no país

Minas Gerais perdeu fôlego no investimento público em cultura na última década, indo da 15ª colocação para a lanterna entre os estados na proporção de gastos estaduais destinados ao setor entre 2013 e 2023. Enquanto a despesa total do governo mineiro cresceu fortemente no período, o gasto estadual com cultura encolheu, reduzindo pela metade o peso da área no orçamento.​

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De 2013 a 2023, a despesa total do governo estadual de Minas Gerais aumentou 80,4%, mas, na contramão, a despesa com cultura caiu 20,1% em valores absolutos. Essa combinação fez com que a participação da cultura nas despesas do estado recuasse de 0,25% para apenas 0,11% na década, menos da metade do patamar inicial.​

No ranking nacional, Minas passou da 15ª para a última posição entre as unidades da federação em participação da cultura nos gastos dos governos estaduais ou distrital. Em 2023, o estado também registrou sua menor participação no total de gastos em cultura realizados pelos governos estaduais brasileiros, respondendo por apenas 2,4% desse montante, após ter chegado a 6,8% em 2016.​

Municípios aumentam investimento

Enquanto Minas Gerais recuou em investimento estadual na área, o conjunto dos estados brasileiros aumentou em 84,3% o volume destinado à cultura entre 2013 e 2023, passando de 3,1 bilhões para 5,7 bilhões de reais. No nível federal, houve queda em valores absolutos, com as despesas em cultura passando de 923,5 milhões para 856,1 milhões de reais, uma retração de 7,3% no período.​

Na esfera municipal, porém, o movimento foi de forte expansão, com o total de gastos culturais das prefeituras brasileiras saltando de 4,5 bilhões para 12,3 bilhões de reais entre 2013 e 2023, um aumento de 175,9%. As administrações municipais de Minas Gerais ampliaram ligeiramente sua presença no cenário nacional de despesas culturais. A participação conjunta dos municípios mineiros no total dos gastos municipais em cultura no país subiu de 12,5% em 2013 para 13,6% em 2023.​

Em valores absolutos, as despesas culturais das prefeituras mineiras passaram de 556,9 milhões para 1,67 bilhão de reais no período, o que representa um crescimento três vezes maior. Esse avanço foi proporcionalmente superior ao observado no conjunto das prefeituras brasileiras, cujo gasto aumentou 2,8 vezes na década.​

Mais Empregos no setor cultural

O estudo do IBGE mostra que, em julho de 2022, 485,6 mil pessoas em Minas Gerais tinham ocupação no setor cultural, o equivalente a 5,1% dos 9,57 milhões de ocupados com 14 anos ou mais no estado. Em alguns municípios, a cultura é eixo central da economia local: sete cidades mineiras registraram 20% ou mais da população ocupada trabalhando em atividades culturais.​

Nas empresas e entidades formais do setor cultural, Minas contava em 2022 com 57.535 unidades locais, o que representava 8,3% do total nacional. Essas organizações empregavam 149.023 assalariados, 8,6% do total do país, com salário médio mensal de R$ 3.705,00, o sexto maior rendimento médio do setor cultural entre os estados.​

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Fonte: IBGE | Foto: Viver Tiradentes