A Prefeitura de Cataguases iniciou no último dia 19 as Leituras Comunitárias da Revisão do Plano Diretor, etapa que vai percorrer 16 regiões do município, envolvendo bairro e distritos, até 11 de setembro. A proposta é dar voz à população, reunindo sugestões e apontamentos que servirão de base para o planejamento urbano da cidade, em um processo transparente e participativo
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As reuniões são conduzidas pelo arquiteto e urbanista Paulo Henrique Alonso, que apresenta uma metodologia simples e reflexiva, convidando os moradores a responder três perguntas-chave: Que cidade temos? Que cidade queremos? Que cidade podemos ter? As respostas são sistematizadas em eixos como mobilidade, saneamento, habitação, lazer e infraestrutura.
De acordo com Alonso, cada encontro vai além da escuta: também funciona como um espaço de educação urbanística, explicando os limites do que pode ou não ser tratado dentro do Plano Diretor. Quando há divergências entre as demandas da comunidade e os critérios técnicos, as questões são discutidas na própria reunião ou encaminhadas para a audiência pública prevista para acontecer em novembro.

A participação popular já começa a mostrar resultados. A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Turminha da Mônica, Cristiane Siqueira Antoniol, relatou sua experiência durante a Leitura Comunitária do Bairro Popular:
— Achei muito válida a chance de ser ouvida. Sem nenhuma proposta prévia, pudemos elaborar nossas ideias a partir do diálogo. Para a comunidade foi quase unânime a preocupação com transporte e mobilidade urbana, além da necessidade de melhorias para reduzir os impactos das enchentes, que atingem bastante nossa região.
No Bairro Thomé, a diretora da Escola Municipal Monsenhor Solindo, Renata Abritta, destacou o caráter democrático do processo:
— A escola se torna um espaço de cidadania, mostrando que ali não se ensina apenas conteúdos, mas também o exercício da democracia. Foi muito bom contar com a presença de pais e moradores. O mapa apresentado por Paulo Alonso ajudou todos a localizar o bairro e, a partir disso, as demandas foram debatidas e registradas por ordem de prioridade, numa experiência amplamente participativa.
Como funcionam as Leituras Comunitárias?
As Leituras Comunitárias da Revisão do Plano Diretor seguem uma metodologia em três etapas, sempre com foco na escuta ativa e na valorização da participação popular, explica o arquiteto e urbanista Paulo Henrique Alonso, coordenador técnico do processo pelo INTEC – Instituto de Pesquisa, Gestão e Tecnologia, de Belo Horizonte.
1º Momento – Acolhida e regras da reunião
Os participantes recebem crachás e assinam a lista de presença. Em seguida, são apresentadas as regras da dinâmica, com a garantia de que todos terão direito à voz. Não há respostas certas ou erradas: todas as contribuições são registradas e consideradas.
2º Momento – Mapeamento participativo
Em roda, organizada em formato de “U”, a comunidade analisa grandes mapas do bairro ou distrito, identificando pontos de referência, problemas e potencialidades. Esse diálogo coletivo permite levantar as primeiras propostas e demandas, anotadas pelos facilitadores.
3º Momento – Sistematização e priorização das demandas
As contribuições são fixadas em painéis e organizadas em eixos temáticos, como mobilidade, saneamento, habitação, infraestrutura e lazer. Na sequência, os próprios moradores votam e definem as prioridades locais.

Segundo Alonso, esse método garante que todas as vozes sejam ouvidas e que as propostas reflitam a realidade vivida pela população, fortalecendo o caráter democrático da revisão do Plano Diretor.
Além dos encontros presenciais, a Prefeitura também abriu canais alternativos de participação. Um deles é o Espaço Plano Diretor, instalado no Vagão Ferroviário da Praça Chácara Dona Catarina, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Outro é a plataforma digital disponível neste link.
A mobilização conta com amplo apoio da mídia, desde as rádios tradicionais às redes sociais dos sites de notícias, bem como a divulgação nos canais oficiais da prefeitura e ações diretas nos bairros, por meio dos ônibus, escolas, postos de saúde e associações de moradores. De acordo com a Administração Municipal, o processo de revisão do Plano Diretor definirá as diretrizes para o desenvolvimento urbanístico de Cataguases nos próximos anos. Cada contribuição, reforça a Prefeitura, é fundamental para construir uma cidade mais justa, organizada e alinhada às aspirações da população.
Saiba onde serão as próximas leituras

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Texto: Roberto Guimarães | Foto: Prefeitura de Cataguases


