A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Victor Simas (Republicanos), candidato a prefeito de Argirita, e Ruimar de Almeida (Mobiliza), candidato a vereador, conhecido como Tio Rui, além de outras oito pessoas relacionadas. Eles são acusados de corrupção eleitoral pelo delegado Andre Luis Dias Lima, de Leopoldina.
📸 Siga o Site do Marcelo Lopes no Facebook e no Instagram
📱Receba no WhatsApp as notícias do Site do Marcelo Lopes
As investigações começaram após uma mulher ser presa, no início do mês passado, por suspeita de recrutar e coagir eleitores, fornecendo cartões de vacinação, com endereços falsos, em troca de cestas básicas para que os eleitores transferissem seus títulos para o município.
Ouvindo testemunhas e investigados, um homem, que trabalha em uma fazenda na zona rural, prestou depoimento dizendo que se mudou para Argirita em março deste ano e transferiu o título de eleitor em maio. Após a transferência, os candidatos Victor e Ruimar visitaram a casa, perguntaram se os moradores votaram na cidade e se aceitariam uma cesta básica, entregue por outra pessoa no dia seguinte, além de uma cesta de verduras.
A esposa do homem confirmou o depoimento e acrescentou que Victor perguntou se os filhos estavam na escola, além de se colocar à disposição para auxiliar a família no que precisassem.
Os investigadores também encontraram uma agenda na casa de um tio de Victor, em que havia anotações sobre a campanha eleitoral, sobre cestas básicas, pagamento de prestações de carro, conserto de veículo e de uma obra inacabada. “De acordo com os investigadores de polícia, essas práticas, se comprovadas, podem indicar a compra de votos através da concessão de vantagens financeiras e materiais diretos, o que além de reforçar a tese da fraude eleitoral, configura uma grave violação dos princípios que regem o processo eleitoral”, diz o inquérito policial.
Além disso, há uma lista de nomes vinculados ao partido do candidato a prefeito com as letras “PG”, que indicariam pagamentos realizados. Para a polícia, isso “reforça a hipótese de que recursos financeiros foram distribuídos de forma indevida, possivelmente configurando crime eleitoral”.
Ainda há a verificação, por meio de mensagens via Whatsapp, de que havia o transporte de pessoas para consultas médicas em outras cidades, incluindo Juiz de Fora. Em tese, afirma a investigação, isso aconteceria também em troca de votos e a gasolina seria custeada por Victor.
O indiciamento foi encaminhado para análise da Justiça. No inquérito, ainda não constam advogados que representam as partes citadas. A Tribuna entrou em contato com o candidato a prefeito via redes sociais – que ainda não se manifestou – e não conseguiu contato com o candidato a vereador.
OUTRAS NOTÍCIAS
PCMG prende mulher por crime eleitoral em Argirita
Homem é preso em sítio em Argirita suspeito de tráfico de drogas
Fonte: Tribuna de Minas | Foto: PCMG – Divulgação



