Quatro pessoas, com idades entre 20 e 26 anos, apontadas pela Polícia Civil como integrantes do chamado “tribunal do crime”, foram presas em Muriaé suspeitas de envolvimento na morte de um homem de 33 anos. O crime ocorreu em agosto do ano passado. A vítima foi morta com enxada, faca e pedaços de madeira após ser acusada de assédio, fato que, segundo as investigações, não teria ocorrido.
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Na época, o homem foi retirado de dentro da própria residência e levado para as margens da BR-116, onde foi morto. Perto do corpo, foram encontrados uma faca com sangue e uma enxada. A ocorrência foi registrada inicialmente pelo Corpo de Bombeiros, que teria sido abordado por transeuntes enquanto se deslocava para outra chamada. Ao chegar ao local, a vítima já estava no chão sem pulso, enquanto o irmão tentava manobras de reanimação. Desde então, a Polícia Civil apura o caso.
Durante operação realizada na segunda-feira, 9 de fevereiro, três jovens de 21, 22 e 26 anos foram presos sob suspeita de terem cometido o homicídio. Na tarde desta terça-feira, 10, outro suspeito, de 20 anos, também foi preso. Conforme apurado pela corporação, os suspeitos são vinculados ao tráfico de drogas na região de Muriaé, município a cerca de 160 quilômetros de Juiz de Fora. Entre os detidos, um é apontado como líder da traficância local e suspeito de ter sido o mandante do crime.
A ligação entre o homicídio e o tráfico de drogas foi apontada pelo delegado responsável pelo caso, Glaydson Ferreira, que classificou a ação como resultado da atuação do chamado “tribunal do crime”.
“A ação criminosa demonstra a tentativa de imposição de um ‘tribunal do crime’, prática típica de organizações criminosas que estabelecem regras próprias e utilizam a violência extrema como forma de controle”, ressaltou o delegado em nota enviada à imprensa.
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Fonte: Tribuna de Minas | Foto: Arquivo


