26/07/2016 às 09h12m


Distensão abdominal

Distensão abdominal, você sabe o que é?

Muitas pessoas me questionam coisas como:
- Tomar líquido durante as refeições, faz meu estômago "relaxar"?
- Tenho estômago "alto", o que pode ser?
- Tenho estômago "dilatado", é porque tomo líquido durante a refeição!

Essas e outras perguntas e afirmações são coisas comuns das pessoas dizerem, mas será que é mito ou verdade?

Vamos pensar na estrutura do nosso corpo, no funcionamento e nas causas que provocam esse desconforto.

Nosso estômago é um órgão e suas pareces são formadas por músculos, são 3 camadas de músculos, mucosa e submucosa, será mesmo que nosso estômago é um órgão tão fraco assim? Quando estamos em jejum ou ainda não nos alimentamos, nosso estômago está vazio e tem o volume de 50mL, ao iniciarmos a ingestão de algum alimento, nosso estômago se expande para suportar o volume de 1L, isso mesmo, "1 Litro"! Mas sabe-se que o estômago pode se dilatar e chagar a suportar um volume de até 4L. Após a digestão o alimento digerido segue em direção ao intestino e nosso estômago volta ao tamanho inicial.

A Distensão Abdominal ou a famosa "barriga inchada", "estômago alto", "estômago dilatado", é uma condição que ocorre quando a pessoa se sente extremamente saciada, com o estômago muito cheio e a barriga inchada. As suas causas podem ser variáveis, mas as principais causas são:
- Engolir ar
- Comer rápido demais
- Conversar durante as refeições
- Uso de adoçantes artificiais
- Constipação intestinal
- Doenças como a Síndrome do Intestino Irritável, Intolerância à Lactose e Glúten, outras intolerâncias alimentares
- Uso de alguns medicamentos
- Gastrite causada por bactérias
- Parasitose (vermes)
- Estar acima do peso
- Consumir bebidas gasosas como refrigerantes e água gaseificada

E como podemos tratar esse desconforto?

Podemos seguir algumas regrinhas para reduzir o desconforto da Distensão Abdominal, que são elas:
- Comer mais devagar e evitar conversar durante as refeições
- Evitar consumir refrigerantes e bebidas gaseificadas durante as refeições. Evitar usar o canudinho para beber os líquidos, pois a chance de você engolir ar é maior.
- Evitar o uso de adoçantes artificiais caso você nãotenha nenhuma restrição ao consumo de açúcar.
- Evitar atividades físicas após as refeições. Tire um tempinho para permanecer em repouso, isso ajudará na melhor digestão.
- Evitar mascar chicletes, pois você engole ar quando masca chicletes.
- Fazer uma visita ao seu médico e se certificar de que não tem nenhuma infecção por bactérias em seu estômago ou parasitose.

O que podemos evitar na alimentação?
- Evitar alimentos que provocam gazes, como o feijão, lentilha, repolho, ovo, batata-doce, brócolis, entre outros.
- Dar preferência aos alimentos que auxiliam na digestão como o gengibre, hortelã, ameixa, abacaxi, mamão, consumir as frutas com a casca, pois as fibras auxiliam no transito intestinal.

Ah, e comer tomando líquidos?

Consumir um pouco de líquido pode auxiliar na digestão, o excesso de líquidos é o prejudicial, pois além de aumentar o volume da refeição também pode diluir o suco gástrico, fazendo com que a digestão fique mais lenta e prejudicada.

Devemos sempre procurar um Nutricionista para cuidar da nossa alimentação e um Médico no caso de doenças do trato gastrointestinal.

Um super beijo da Nutri

"Esse texto é de caráter informativo e não faz diagnóstico ou sugere tratamento médico ou nutricional." 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: distenção abdomial - estômago - refeição - nutrição


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20/07/2016 às 08h49m


Sinto fome o tempo todo

Você continua com fome mesmo após consumir suas refeições? 

Essa é uma das maiores queixas dos pacientes quando iniciamos o tratamento, as pessoas geralmente relatam que, continuam sentindo fome mesmo após as refeições ou voltam a sentir fome pouco tempo após consumir uma refeição. Mas será que isso é normal?

A primeira coisa que temos que entender é que a sensação de fome é um mecanismo natural do nosso corpo, é uma resposta de sobrevivência e é controlada através da regulação de alguns hormônios, que são eles a grelina e a leptina. Também precisamos entender que, cada um de nós possui um metabolismo basal, que é a quantidade mínima de calorias que precisamos consumir diariamente.

E quando uma pessoa ingere uma quantidade de calorias menor que o seu metabolismo basal? Nosso corpo tenta a todo o momento estar em equilíbrio, nossas respostas fisiológicas e sensações são formas que nosso corpo tem de nos dizer que precisa de algo ou algo não está correndo bem!

Voltando a falar da fome, pessoas que sentem muita fome podem ter uma disfunção hormonal entre os hormônios de regulação da fome e da saciedade, mas também podem sofre com essa resposta do corpo por comerem quantidades muito abaixo do que realmente necessitam. Dietas com restrição severa de calorias podem até fazer emagrecer no primeiro momento, mas nosso corpo é muito sábio, além de começar a mandar respostas de fome, nosso corpo irá começar a economizar energia, o que irá comprometer todo o tratamento de perda de peso.

Quando ajustamos o valor calórico das dietas, oferecendo pelo menos o mínimo necessário de calorias diárias, nosso corpo entende que não está sofrendo momentos de escassez, então os processos fisiológicos passam a permitir que o emagrecimento ocorra.

Mas o que a fome tem em comum com tudo isso que falamos acima?

Dietas de baixa caloria diminuem o gasto calórico impedindo o emagrecimento, nosso corpo em uma tentativa de obter energia e pelo desequilíbrio dos hormônios da fome e da saciedade passa a sentir mais fome, então passamos a comer uma quantidade maior de alimentos e de forma errada, isso faz com que nosso objetivo de perda de peso mais uma vez não seja alcançado.

Você sente uma fome descontrolada? Mesmo após uma refeição continua com fome? Não se sente saciado nunca? Procure um profissional Nutricionista capacitado para te atender, ajustar o seu plano alimentar e te auxiliar a conquistar os resultados desejados.

Um super beijo da Nutri


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: fome - nutrição - tempo todo


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Consideramos os primeiros "Mil Dias" o período que compreende desde o momento da concepção até o segundo ano de vida completo da criança.

Falamos na postagem anterior sobre o momento da gestação e seus cuidados e sobre o aleitamento materno, um processo tão importante que toda mãe e todo bebê devem ter, os laços entre mãe e filho aumentam e podemos ver os reflexos dos benefícios da amamentação até mesmo na vida adulta.

Após os 6 meses de vida devemos iniciar a oferta de alimentos à criança, primeiro iniciamos com a oferta de frutas, o leite materno é adocicado ao paladar da criança que por esse motivo aceita inicialmente melhor as frutas. A segunda oferta de alimentos deve ser das papinhas salgadas, sempre com legumes amassados e carne desfiada. Evite peneirar ou liquidificar os legumes, amasse um por um e oferte uma de cada vez para a criança identificar o sabor de cada alimento, assim a introdução de novos alimentos será mais fácil. Após os 12 meses de vida as refeições devem ser as mesmas da família, nessa idade a criança já pode consumir uma grande variedade de alimentos.

Após completar o primeiro ano de vida, a criança já tem suas preferências alimentares, essas preferências vão de encontro com os hábitos alimentares da família. Escutamos muitas mães se queixarem sobre a restrição alimentar imposta pela criança, que ficou tão seletiva que come apenas alguns alimentos. Entre o primeiro e o segundo ano de vida a criança começa a se reconhecer como indivíduo e as preferências alimentares é um processo normal, o que devemos ficar atentos é quanto a oferta, mesmo quando existe a recusa pelo alimento, devemos oferecer esse alimentos por várias vezes e em formatos diferentes, como exemplo podemos usar a cenoura, podemos ofertar a cenoura cozida, crua, purê de cenoura, entre outros formatos para nos certificarmos que esse realmente é um alimento que não está entre os preferidos da criança.

Temos que tomar cuidado com os alimentos industrializados evite ofertar ao seu filho alimentos como refrigerantes, balas, doces, chocolates, hambúrguer e lanches, prefiram tudo que vem da natureza, frutas, verduras, legumes, sucos de frutas natural, na forma menos processada possível.

Sabemos que todo o processo da criação e educação de uma criança não é uma tarefa fácil, mas com amor, carinho e alguns cuidados tudo dará certo! Em caso de dúvidas, sobre a alimentação do seu filho, procure sempre um Nutricionista.

Um super beijo da Nutri 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: vida - 1000 dias - nutrição - gestação


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A vida de uma pessoa inicia logo após a concepção, atualmente entendemos que os primeiros Mil Dias de Vida são os mais importantes dias das nossas vidas, pois são decisivos em vários aspectos que nos tornam que somos hoje.

Os "Mil Dias" são divididos entre a gestação, 270 dias, os 365 dias do primeiro ano de vida e os 365 dias do segundo ano de vida.

Durante a gestação a nossa maior preocupação é com a alimentação da futura mamãe, pois nessa fase de desenvolvimento e formação do bebê a alimentação da mãe é decisiva, a nutrição é tão influente nesse período que pode refletir até a vida adulta desse ser que é gerado.

Alguns pontos são muito importantes para que o bebê se desenvolva com saúde, a suplementação com o ácido fólico é de extrema importância no primeiro trimestre da gravidez, o ácido fólico que é uma vitamina do complexo B atua na formação do tubo neural, que é uma estrutura muito importante na formação do cérebro e da medula espinhal.

Sabemos que a partir da 24ª semana de gestação o bebê consegue sentir sabores, uma alimentação variada durante a gestação contribui para a formação do paladar do bebê, suas preferências alimentares e as aversões a determinados alimentos, essas características alimentares perduram até a vida adulta.

A prática de atividade física também é muito importante para a gestante, contribui para o ganho de peso adequado, evita quadros de hipertensão que podem levar a Pré-Eclampsia e Eclampsia bem como a outras complicações na gestação, contribui aumentando as chances do parto normal, melhora a saúde da mãe e do bebê.

Após o parto uma nova vida chega ao mundo e é tudo muito novo, agora a prioridade é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. O corpo da mãe é tão sábio que cada fase da amamentação apresenta um leite diferente, com propriedades nutricionais que atendem as necessidades do seu bebê. Para entendermos melhor, até o valor calórico do leite materno muda dependendo da época de nascimento de cada bebê, por exemplo, mães que tiveram seus bebês prematuros produzem leites mais calóricos para suprir as necessidades nutricionais de seus filhos, não precisa de estímulos externos, o corpo da mãe entende as necessidades de seu filho. Por isso podemos dizer com total certeza que "não existe leite fraco"! O corpo da mãe de adapta às necessidades do filho sempre.

Ao longo do crescimento do bebê o leite vai mudando, por isso a nutrição adequada da mãe continua sendo tão importante! Não há necessidade de dar água, chás, sucos e outros alimentos ao bebê até os seis meses de idade quando a amamentação é adequada! Vale lembrar que nenhuma mulher nasce sabendo amamentar, esse é um processo de adaptação entre a mãe e o filho, pode levar tempo sim e isso é normal, a paciente é a principal aliada da nova mamãe! Existem técnicas para melhorar a amamentação, evite passar qualquer tipo de pomada, creme, óleo ou outra coisa no bico do peito, lembre-se que o seu bebê ao mamar irá ingerir essas substâncias que podem provocar mal-estar, cólicas e outros males à saúde da criança.

Vamos ficar atentas e cuidar bem da coisa mais preciosa que podemos ter, nossos filhos!

Fique de olho na postagem da próxima semana, um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: vida - 1000 dias - nutrição - gestação


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Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
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