19/04/2018 às 20h03m


O poder da escrita


Uma das contribuições dos sumérios para o desenvolvimento da Humanidade foi o seu sistema de escrita: uma série de pictogramas (pequenos desenhos) faziam referência aos conceitos que pretendiam ser transmitidos. Daí se desenvolveu o conceito de ideograma, seguido pelo uso de sinais arbitrários para palavras e elementos fonéticos ou de símbolos que representavam o som de uma palavra ou de parte dela. Na China, os ideogramas proliferaram e foram padronizados. Em outras civilizações, os sinais fonéticos foram os únicos mantidos, a exemplo dos fenícios[1], que desde 1000 a.C. davam forma ao alfabeto que usamos hoje.

 Desde então, a escrita vem sendo associada a civilização. A invenção, que convertia a palavra falada e tornava-a fixa e transmissível ao longo das gerações, era uma importante ferramenta, principalmente, para a árdua tarefa de administração dos Estados civilizados. A partir da escrita, o homem pôde organizar-se social e culturalmente. E foi além, pois, por meio da escrita, pôde criar e perpetuar sua identidade e deixar registrada na História a sua passagem.

Incorporada à existência do homem, a escrita nunca se tornou obsoleta. Ao contrário, torna-se cada vez mais importante para manter viva a essência humana.

Hoje, com o uso de celulares, notebooks, câmeras fotográficas digitais e internet, entre outros aparatos modernos, as distâncias se encurtarem e o tempo tem ficado mais escasso. Hoje, trabalha-se mais e vive-se menos, mas não em anos de vida, pois estes aumentaram. Atualmente, pessoas com 80, 90 e até 100 anos de idade caminham pelas ruas das grandes metrópoles; mas, meio século atrás, um indivíduo com 50 ou 60 anos de idade era considerado velho.

Uma epidemia do mundo moderno é o estresse, cujos principais sintomas são fadiga e falta de memória. É cada vez mais freqüente encontrar pessoas entre 25 e 50 anos com lapsos de memória. Ao contrário do que muitos pensam, essas falhas nem sempre têm origem patológica. Distração, ansiedade, estresse, depressão e até mesmo bloqueios emocionais podem desencadear lapsos de memória.

A memória divide-se em antiga e recente. A primeira é relacionada ao processo de aprendizagem, e a segunda, também chamada "memória de trabalho", é ocupada por fatos do cotidiano, pouco relevantes para serem armazenados definitivamente. É importante saber que essa memória tem capacidade limitada; portanto, é preciso administrar bem o que é colocado nela para não sobrecarregá-la.

Apesar dos esforços da ciência, a melhor maneira de manter a memória afiada é a prevenção. Um dos recursos que podem e devem ser utilizados é a milenar técnica da escrita.

Escreva! Deixe tudo registrado. Tenha uma agenda. Anote todos os seus compromissos e tarefas diárias.  Você aliviará cérebro e se sentirá revigorado, pronto para assumir as tarefas mais importantes com eficácia e destreza.

Escrevendo, você também aprende a definir suas metas, traçar planos de ação e atingir seus objetivos. A partir do momento que você registra algo, seu cérebro se compromete e passa a atuar em prol da realização daquilo que foi registrado. Ao escrever um diário, por exemplo, você terá uma importante ferramenta para fazer follow-up e verificar se está agindo no sentido certo ou se é preciso mudar alguma coisa. Colocar no papel a sua reação depois de conquistar um objetivo desejado também é um excelente meio de induzir o cérebro a buscar a repetição desse momento. Da mesma forma, extravasar, por meio da escrita, sentimentos como ódio, raiva, medo e rancor libera mente e coração de sensações ruins e prejudiciais. Portanto, escreva!



[1] Povo de origem semita canaanita que se estabeleceu no país de Canaã por volta do sXXVIII a.C. Os fenícios foram os maiores navegadores e comerciantes da Antiguidade; atribui-se a eles a invenção do alfabeto fonético. (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)

 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: escrita,contribuições,humanidade,desenvolvimento


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14/04/2018 às 13h25m


Sorrir ainda é um dos melhores remédios


 

Há séculos, diferentes correntes filosóficas conhecem a importância do riso e praticam-no. Sabe-se que no antigo império chinês, há mais de 4.000 anos, havia templos em que as pessoas se reuniam para rir, a fim de equilibrar a saúde; na Índia também existiam templos sagrados nos quais se praticava o riso. Há indícios de que Hipócrates, no século 4 a.C., já utilizava a risoterapia para a cura de seus pacientes, por meio de jogos e brincadeiras. A verdade é que o riso provoca uma série de alterações fisiológicas no corpo humano, regulando os níveis hormonais, entre eles, a liberação de endorfinas, hormônio associado à sensação de bem-estar, além de aumentar a atividade imunológica e retardar o envelhecimento.

Mas não é só isso. De acordo com pesquisa de uma universidade norte-americana, o ato de rir expande as artérias, favorecendo a circulação sangüínea. Os pesquisadores constataram que o impacto de assistir a um filme engraçado equivale a uma sessão de exercícios aeróbicos. Assistir a filmes de guerra, por sua vez, reproduz reações que se tem em momentos de raiva, pois as imagens violentas induzem ao estresse mental que, por conseqüência, contrai as artérias e tensiona os músculos do corpo.

Pesquisadores do Instituto Garvan, de Sidney, na Austrália, descobriram que, durante períodos de estresse, nervosismo ou ansiedade, os nervos produzem grandes quantidades do neuropepitídeo Y (NPY), que, quando liberado no sistema sanguíneo, inibe as células do sistema imunológico encarregadas de destruir os agentes patogênicos (causadores das doenças) do corpo humano.

Além disso, em estados de tensão, toda a musculatura do rosto é involuntariamente contraída, resultando o aparecimento de rugas e acelerando o processo de degeneração na pele, ao passo que uma boa risada melhora a tonicidade da cútis, diminui a tendência à flacidez da derme e promove a vascularização e a oxigenação da pele, deixando-a nutrida e com uma aparência jovial.

Rir funciona, mas é preciso praticar com afinco. Para se beneficiar das propriedades terapêuticas que uma boa risada pode proporcionar, a primeira coisa a ser feita e reprogramar-se, substituindo os pensamentos negativos por outros positivos, alegres e confiantes.

Pessimismo leva ao estresse e à depressão. Pessoas pessimistas costumam sucumbir ante pensamentos negativos, e isso faz com que vivam o tempo todo ansiosas e angustiadas, sabotando suas próprias metas e reduzindo sua auto-estima e autoconfiança.

Adote um estilo de vida mais leve, em todos os sentidos. Desde a alimentação até os compromissos marcados em sua agenda. Eleja prioridades. Torne o seu dia mais feliz.

Se você se levanta da cama pela manhã achando que o seu dia será péssimo, certamente seu cérebro registrará essa informação — a primeira do dia — e contribuirá para torná-lo realmente péssimo. Mas se você acorda com um sorriso e sai da cama confiante de que seu dia será produtivo e que terá êxito em suas realizações, as chances de que isso aconteça são muito maiores.

Não há caminho sem pedras, mas as pedras no caminho podem perfeitamente ser diamantes. Já pensou nisso? Mesmo que tropecemos nelas, podemos nos levantar do tombo mais fortes do que quando caímos!

Permitindo-se sorrir, mesmo nos momentos mais difíceis, você estará ativando forças poderosas, que sinalizam para o seu corpo que a sua mente está serena. Isso o conduz em direção ao equilíbrio físico e mental e, nesse equilíbrio, encontra-se a chave para a solução da maioria dos problemas que o afligem. Portanto, sorria!


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: sorrir,remédios,musculatura,rosto


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14/04/2018 às 13h23m


Dormir é a melhor meditação


Parece incrível, mas 16 a 40% da população mundial sofre algum distúrbio de sono. Ao contrário do que se diz, não "perdemos" um terço de nossas vidas dormindo. Durante o sono, ocorrem importantes processos metabólicos, fundamentais à nossa saúde e bem-estar. Quando nosso processo sono-vigília se encontra em desequilíbrio, verdadeiras catástrofes podem ocorrer a curto, médio ou longo prazo.

Pessoas que dormem menos que o necessário costumam ter menos vigor físico e envelhecer mais precocemente, e estão mais propensas a infecções e a desenvolver doenças, como obesidade, diabetes e hipertensão arterial.

Ninguém é obrigado a dormir oito horas por dia. Cada um tem sua necessidade de sono: uns dormem mais e outros, menos. Essa variação também tem a ver com sexo, idade e posição social. Por exemplo: adultos precisam , em média, de sete a oito horas de sono diárias; crianças, de nove a onze; e bebês, de 16 horas ou mais de sono ao longo do dia.

A maioria das pessoas não conhece sua necessidade de sono nem sabe o quanto é importante respeitar essa necessidade.

A privação do sono, a longo prazo, pode comprometer seriamente a saúde, pois algumas das funções mais vitais do organismo só acontecem enquanto estamos dormindo, como a produção do GH (hormônio do crescimento), cujo nível mais alto de produção acontece durante o sono profundo. O GH ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico, estimula o sistema imunológico e combate a osteoporose. Em suma, dormir ajuda a emagrecer e a rejuvenecer!

Outro hormônio que entra em ação durante o sono profundo é a melatonina, produzida pela glândula pineal. Primeiro, ela dá uma sensação de sonolência; depois, reduz os ritmos cardíaco e respiratório, relaxa a musculatura e baixa a temperatura corporal. Então, a liberação do GH e da leptina (hormônio responsável por controlar a sensação de saciedade) atingem seu ápice, e o cortisol, que induz ao sono profundo, começa a ser liberado e continua sendo até o início da manhã, quando atinge o seu pico.

Dormir menos que o necessário pode causar diabetes: com a falta de sono, a insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) deixa de ser produzida adequadamente pelo pâncreas e, ao mesmo tempo, a liberação de cortisol, que tem ação contrária à da insulina e é relacionado ao estresse, aumenta.

A curto prazo, dormir menos que o necessário pode provocar cansaço, sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda de memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, falta de atenção e dificuldade de concentração... Se o desequilíbrio continuar, o quadro tende a se agravar e a pessoa pode entrar em um processo de perda do vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular e comprometimento do sistema imunológico, que levam a doenças, como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e perda crônica da memória.

Dicas para se ter um sono de qualidade:

ü  Evite café, chás (principalmente preto e mate, que contêm cafeína) e refrigerantes derivados de cola, pois são estimulantes.

ü  Evite dormir com a televisão ligada, pois isso impede que você chegue à fase de sono profundo, quando o hormônio do crescimento atinge o seu ápice de liberação.

ü  Mantenha seu quarto sempre arejado e com boa circulação de ar. Quando for se deitar, certifique-se de que está bem escuro.

ü  Invista em um bom colchão, adequado ao seu peso e altura, em travesseiros confortáveis e em lençóis macios, de fibra natural, que permitem a transpiração.

ü  Procure ir se deitar sempre no mesmo horário, para criar uma rotina saudável.

 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: dormir,meditação,população,sono


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06/04/2018 às 14h40m


Estresse infantil


A infância tem sido ameaçada por um novo vilão: o estresse.

A infância hoje não é mais tão inocente como antigamente. As crianças mantêm jornadas de até dez horas diárias, distribuídas entre escola e atividades complementares... Confinadas em apartamentos, transformam o computador e a internet em janelas para o mundo, vivendo uma realidade virtual.

Diante disso, pais, educadores e médicos estão se voltando para o conforto emocional das crianças. E quando o assunto é estresse, é preciso ter em mente que ele nem sempre é prejudicial, pois todos precisamos de algum estresse para viver.

Especialistas dizem que a hora do parto é a primeira experiência da criança com o estresse, seja o parto normal ou cesariana. Primeiro, ocorre o eustresse, modalidade positiva que nos leva a decidir entre agir ou fugir. Depois, se houver risco de sofrimento fetal, surge o distresse, e o nascimento passa a ser considerado traumático.

No comecinho de vida, o estilo de vida e a harmonia entre pais e familiares mais próximos do bebê são cruciais. O bebê irá aprender observando e imitando os pais; ele capta sinais de nervosismo, de irritação e de medo. Daí a importância de uma criança nascer e crescer em um ambiente emocional estável.

A mãe é fundamental ao desenvolvimento do bebê, não só pela proteção e cuidados que representa, mas pela influência que exerce na vida da criança. Logo nos primeiros dias de vida do bebê, sua atitude em relação a horários de mamadas, por exemplo, já determina em grande parte como será a personalidade da criança no futuro. Se for o primeiro filho, certamente ela não agüentará ouvi-lo chorar por muito tempo e, prontamente, o amamentará, mesmo que tenha acabado de fazê-lo. Isso ocorrendo repetidas vezes, o bebê se acostumará ao "pronto atendimento" e, com o passar dos anos, se tornará uma criança "mimada", que não consegue lidar com contrariedades. Quando atingir a idade escolar, essa criança terá problemas, pois lhe faltarão recursos para interagir com o novo meio. Na escola, ela terá de dividir atenção e brinquedos, mas como não aprendeu a fazer isso, se sentirá contrariada e brigará. Crianças sadias também brigam, mas brigas muito freqüentes ou isolamento por parte das outras crianças pode ser sinal de que algo não vai bem.

Em crianças e adolescentes, os principais fatores de estresse são: perdas familiares importantes, mudança de cidade ou de escola, brigas constantes entre os pais ou a separação destes, violência doméstica, exigência exagerada de desempenho escolar, social ou esportivo, nascimento de irmãos, doenças e hospitalização.

Durante os anos de crescimento, o referencial de vida de crianças e adolescentes são seus pais e familiares. Eles são verdadeiros espelhos para seus filhos, e a atitude que tiverem perante a vida repercutirá nas crenças e paradigmas que nortearão a vida futura de seus filhos. Se foram muito protetores, certamente eliminarão os desafios da vida de seus filhos e, como resultado, estes não saberão lidar com as situações a que forem expostos.

A adolescência é o momento da formação da identidade pessoal, das grandes descobertas, e o estresse é iminente: estresse hormonal, estresse social e estresse familiar. Na adolescência, rebeldia e impulsividade são desejáveis, mas os pais precisam saber lidar com isso, dando aos filhos, além do exemplo, incentivos, para que confiem em si mesmos, e apoio, para lidar com as conseqüências de suas ações. Sem exemplo, sem autoconfiança e sem apoio a adolescência pode ser num verdadeiro período de trevas e o adolescente pode tornar-se um adulto infeliz, improdutivo, sem perspectivas nem identidade própria.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,infância,ameaçada,crianças


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19/03/2018 às 17h24m


Estresse na Terceira Idade

 

Existe uma estreita relação entre estresse e envelhecimento. Ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas as pessoas jovens, no auge de sua vida profissional, que podem ser acometidas desse mal. Muitos idosos estão estressados e nem têm consciência disso.

Vários caminhos podem levar ao estresse na terceira idade, e um deles é o estilo de vida. Na vida, colhemos o que plantamos. Somos os únicos responsáveis pela vida que temos e, se a quisermos saudável, longa e plena de energia, temos de agir desde já!

Vícios, como tabagismo e alcoolismo; hábitos alimentares inadequados, como alimentação rica em gorduras saturadas e açúcares; e até problemas cotidianos, como questões familiares, pressão no trabalho e crise conjugal, são apenas alguns dos inúmeros fatores relacionados ao estresse. Submetendo o seu organismo a esses agentes por um longo período, você estará contribuindo para deteriorá-lo cada vez mais.

Não são os anos de vida que envelhecem um indivíduo, mas sim a carga de estresse a que ele foi ou é submetido, que age implacavelmente, "gastando" o seu "capital" de energia.

Muita gente pensa que se pode repor energia, mas quem que passa por um estresse prejudicial, mesmo que seja submetido a tratamentos e se recupere, nunca voltará a ser como antes. Enquanto se é jovem, um pequeno déficit de energia parece não fazer diferença. Então, a pessoa não percebe, começa a reincidir em situações de estresse e a perda de energia começa a aumentar progressivamente. Isso provoca doenças e envelhecimento precoce.

Quando se fala em envelhecimento, precoce ou não, tem se de falar também em depressão. Envelhecimento, em geral, representa queda na capacidade produtiva do indivíduo, e quando isso acontece, caem também os estímulos e as perspectivas de vida desse indivíduo, que começa a manifestar sintomas, como falta de concentração e de atenção, perda de memória, dificuldade com raciocínio lógico, dificuldade em assimilar novas informações, problemas em simpatizar com novas pessoas, dificuldade de organização, entre outros. Nesse quadro, típico de depressão, a pessoa sofre pela ausência de estresse.

O estresse negativo ou distresse pode deixar o indivíduo menos inteligente, pois as reações químicas provocadas pelo organismo em resposta aos agentes estressores destroem lentamente sua estrutura cerebral, em especial o hipocampo, responsável pela memória (não por acaso, um dos sintomas de estresse é a perda de memória!). Dessa forma, o estresse também pode ser associado à doença de Alzheimer.

Para resgatar a funcionalidade do corpo fragilizado pelo estresse, tudo tem de ser cuidadosamente planejado e aplicado. Alguns caminhos para isso são os alimentos funcionais, a homeopatia e a medicina oriental, que buscam promover a qualidade de vida e realçar o sentido da vida (espiritualidade) nos indivíduos, minimizando, por exemplo, a demanda pelo uso de medicamentos convencionais.

Seguem-se algumas dicas capazes para a sua saúde e qualidade de vida:

-        Manter-se fisicamente ativo, praticando exercícios de acordo com as suas condições físicas e sob orientação especializada.

-        Manter-se intelectualmente ativo, cultivando o hábito da leitura e da escrita.

-        Adotar uma alimentação saudável e de acordo com as suas necessidades.

-        Investir em novas amizades e cultivar as antigas.

-        Manter uma ocupação.

Hoje, quantidade e qualidade de vida caminham lado a lado. Para viver mais é preciso viver com qualidade, daí a necessidade de rever conceitos, de avaliar a visão acerca da realidade que nos cerca e de buscar uma reintegração com essa realidade, como meio de alcançar um resultado duradouro e eficiente.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,idade,vida,envelhecimento


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11/03/2018 às 18h59m


Estresse & Sexo é como água e óleo


 

O que estresse tem a ver com sexo?

É simples. Primeiro, você passa horas em congestionamentos, sujeitando-se à poluição atmosférica, sonora e visual e expondo-se à violência, sem contar a pressão no trabalho, muitas vezes realizado em ambiente hostil, onde imperam a ganância, o egoísmo, a inveja... Depois, vêm a má alimentação, a ausência de uma atividade física e a falta de tempo. Por fim, quando chega em casa, cansado, a rotina doméstica apresenta-se irritante, com crianças cheias de energia e seu parceiro querendo discutir problemas domésticos ou, também, chegando em casa com o mesmo estado de ânimo... E, para arrematar, a TV ligada, exibindo crise política e violência.

Diante desse quadro resultante do estresse, não é de estranhar que o apetite sexual desapareça.  

Na luta pela sobrevivência, o estresse surge como uma ameaça constante. Para entender melhor, imagine-se como um motor que fica constantemente ligado. Por não ser desligado periodicamente, ele começa a gasta cada vez mais combustível, vai se deteriorando e pode oxidar-se, enferrujar-se, apodrecer e deixar de cumprir a sua função.

Com o corpo, acontece a mesma coisa. Quando se encontra diante de uma situação estressante, o organismo prepara-se para agir: os sentidos informam ao neocortex cerebral e ao sistema límbico, que, se considerarem a situação ameaçadora, acionam um sistema que libera catecolaminas para todo o organismo. Aí, a freqüência cardíaca aumenta, preparando o indivíduo para o ataque ou a defesa. Se a situação perdurar, o organismo libera cortisol, substância mais forte e prejudicial que as catecolaminas, que aumenta a acidez estomacal, podendo, a longo prazo, gerar gastrite ou úlcera. Juntos, catecolaminas e cortisol provocam irritação, insônia e propensão a problemas cardíacos.

A diminuição do apetite sexual e disfunções, principalmente nos homens, podem ser decorrentes de crises de estresse.

Na eterna corrida em busca de sucesso e realização, pouco-a-pouco o homem vê-se frustrado, sem ânimo nem disposição. Distancia-se da companheira, dos filhos, dos amigos... No trabalho, sua produtividade cai e a crise intensifica-se a cada dia. Como não consegue relaxar, o primeiro sinal é a diminuição do desejo. Aos poucos, diminuem as ereções matinais, comuns a todos os homens. A insegurança aumenta e passam a evitar  cada vez mais suas companheiras. Nesse momento, muitas vezes a mulher também está passando por problemas e nem percebe o que está acontecendo. Então, a relação esfria e o casal começa a distanciar-se, apesar do amor que sentem um pelo outro. Foram vencidos pelo cansaço!

No homem, com a freqüência em que passa a ter dificuldade na ereção, outros distúrbios podem acontecer, como ejaculação precoce e impotência. Na mulher, a queda brusca de desejo alterar seu ciclo menstrual e levar a problemas de fertilidade.

Ao menor sinal de alteração no seu apetite sexual, procure orientação médica e abra a jogo com seu companheiro. Conversar ajuda a lidar com medos e inseguranças. E mais: mude seu estilo de vida, principalmente seus hábitos alimentares, pois a libido está relacionada à ingestão de certos nutrientes, facilmente encontrados em uma alimentação balanceada e com todos os grupos alimentares. Caso você não saiba, as vitaminas do complexo B fornecem energia e estimulam o metabolismo; as vitaminas A, E e o ácido fólico estão relacionadas à produção do sêmen, e os minerais (cálcio, magnésio, zinco e enxofre), associados às vitaminas B12 e C, desempenham papel importante na fertilidade.

 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,sexo,violência,crianças


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07/03/2018 às 13h33m


Estresse: amigo ou inimigo?


 

O estresse, na forma de distresse, é tão perigoso para o coração quanto o tabagismo, a obesidade e a hipertensão.

As alterações que ocorrem no organismo como reação a um agente estressor é o nosso impulso por sobrevivência, que revela a inteligência do organismo diante de adversidades. Mas há uma faixa determinando os limites dessas alterações, e o estresse, aquém ou além desses limites, torna-se extremamente prejudicial. Isso significa que algum grau de estresse é aceito e necessário.

O estresse é inerente à vida, é a força que move o ser humano. A ausência dele revela um estado de apatia que pode ser tão devastador para a saúde quanto o seu excesso.

Em geral, parecemos habituados ao estresse, pois é um estado que, em tese, nos torna aptos a enfrentar o estilo de vida atual, mas desde que no dia-a-dia nos deparemos com uma grande quantidade de agentes estressores que possam desencadear e intensificar o estado de estresse, nos colocamos em risco.

Existe o estresse físico, que pode ser provocado pelo esgotamento físico do organismo, entre outros fatores, e o estresse psíquico, causado, quase sempre, por fatos imaginários, preocupações e medos. Por isso, o tratamento para esse mal tem, necessariamente, de ser multidisciplinar.  

Em tese, o estresse ocorre quando há um desequilíbrio entre o sistema nervoso simpático (estimulante) e o pasassimpático (bloqueador), que são subdivisões do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) — parte do nosso sistema nervoso que age controlando funções, como circulação sanguínea, sudorese, temperatura corporal, respiração e digestão.

Entre a presença de um agente estressor e o estresse, propriamente dito, o organismo passa por três fases:

-        Fase de alarme: o organismo se prepara para lutar ou fugir mediante uma descarga de cortisona endógena.

-        Fase de resistência: o organismo tem de agir, ou seja, de lutar contra o agente estressor ou adaptar-se à situação.

-        Fase de exaustão: se o agente estressor não for eliminado (os problemas resolvidos), o organismo começa a esgotar-se.

 

Como o estresse atinge o coração

Durante o estágio de alarme, o SNA libera uma descarga hormonal, aumentando a sudorese, a freqüência cardíaca, a pressão arterial, a respiração, a tensão muscular, a coagulação sanguínea e a absorção de carboidratos e gorduras. Além disso, aumentam os níveis de cortisol, de adrenalina e de nor-adrenalina. Quando o estresse é crônico, o aumento da coagulação sangüínea provoca o entupimento das artérias e o indivíduo pode pode ser vítima de todas as complicações que acompanham esse quadro.

A relação entre estresse e doenças cardiovasculares começou a ser cogitada na Segunda Guerra Mundial, quando se observou que a população de Londres, uma das cidades mais bombardeadas durante a guerra, agonizava com o sofrimento, o racionamento de água e a escassez de alimentos, e teve diminuídos os índices de doenças cardiovasculares. Concluiu-se, então, que a queda de tais índices era devido à união da população contra um mal comum: a guerra. Nesse período, outros fatores estressantes, como diferenças sociais, foram neutralizados e os londrinos estabeleceram laços de união, pois algo muito mais grave atingia a todos.

Políticas sociais e econômicas são importantes para o controle do estresse, principalmente nas grandes cidades; mas, enquanto não as temos, resta-nos tirar o pé do acelerador e adotar um estilo de vida que inclua alimentação e pensamentos saudáveis, mais amizades, atividade física... Enfim, um estilo de vida menos estressante! Faça isso. Seu coração agradece.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,amigo,inimigo,adiversidade


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12/02/2018 às 11h56m


A primeira impressão é a que fica

 

Na vida profissional, uma boa imagem pessoal é capaz de abrir portas, de ajudar a estabelecer confiança e de transmitir credibilidade. Contudo, construir uma imagem positiva requer atenção e conhecimento, especialmente sobre estética, etiqueta, ética e relacionamento interpessoal.

Observe, no dia-a-dia, o modo como as pessoas que transmitem uma boa imagem pessoal se vestem, se cumprimentam e conversam. Essas pessoas devem ser um espelho para você.

Manter uma imagem pessoal positiva faz bem para a sua vida pessoal e profissional, mas essa imagem tem de ser autêntica e coerente. Se a "embalagem" (aparência) não corresponder ao "conteúdo" (ser), todo o seu esforço cairá por terra. A correspondência entre "conteúdo" e "embalagem" é crucial quando se trata de credibilidade e credenciais. Há pessoas que aparentam possuir um vasto conhecimento sobre uma enorme gama de assuntos e, quando precisam falar de algum deles, o fazem com a profundidade de um pires. Isso abala a credibilidade delas. E credibilidade é assim: uma vez arranhada, leva tempo para ser restaurada.

As pessoas precisam ter uma percepção equilibrada a seu respeito. É certo que nem todos o enxergarão da mesma forma, mas é preciso evitar antipatias. Bom, mesmo, é que todos possam vê-lo como uma pessoa confiável, competente, ética e transparente. Assim, você será sempre bem recebido!

Dicas para a construção de uma boa imagem pessoal

  1. Identifique se a imagem que você transmite é positiva ou negativa e avalie sua participação em grupos e a facilidade com que se relaciona com desconhecidos para saber se a sua imagem está agradando ou não.
  2. Seja cordial, educado e agradável; cumprimente a todos, independentemente de seu nível hierárquico; tenha sempre um sorriso no rosto e as palavras "obrigado" e "por favor" na ponta-da-língua.
  3. Fique atento à sua comunicação verbal e não-verbal, evitando que seu corpo diga uma coisa e suas palavras, outra.

Vestuário é um dos principais componentes da sua imagem pessoal. Mais importante que ter dinheiro para gastar em vestuário é ter bom senso e aprender a se vestir corretamente, de um modo que revele o seu estilo e a sua personalidade e de acordo com o contexto para o qual você se veste. Portanto, seguem-se algumas regras básicas em relação a vestuário:

-        Formal: Terno e gravata para homens e terninho ou tailleur para mulheres.

-        Casual: Camisas com colarinho e manga longa, com calças de lã fria ou gabardine para homens, e twin-sets, camisas ou blusas de seda, com calças ou saias de lã fria ou microfibra para mulheres.

-        Esporte: O jeans é permitido, mas só o tradicional.

-        Sempre: Fuja de modismos e opte por peças de qualidade e caimento impecáveis, que proporcionem conforto e elegância na medida certa. Mantenha unhas, cabelos e barba bem feitos, refletindo sua higiene e preocupação com a aparência.

-        Evite: Roupas que não respeitem o nível de formalidade exigido, peças muito velhas, desbotadas ou malcuidadas. As mulheres devem evitar saias e vestidos curtos, blusas de alça ou muito decotadas, fendas profundas, brilho e transparências. Também devem evitar excessos de maquiagem, de perfume ou de acessórios. Homens devem evitar bermudas, cabelos sem corte e barba por fazer.

Seja autêntico! Vá além do primeiro encontro. Surpreenda as pessoas e prove que você cumpre o que promete. Aja sempre com ética, respeito, confiança e credibilidade e muitas portas se abrirão a você.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: impressão,imagem,aparência,grupos


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05/02/2018 às 14h23m


Cuide da saúde e fique em forma!


                                  

A vida é um todo formado pelos seguintes elementos: eu interior (pensamentos e sentimentos), eu exterior (corpo), sociedade (relações interpessoais) e cultura (valores e crenças). As relações entre os elementos são interdependentes. Se um se desequilibrar, o sistema inteiro se desequilibra.

O corpo é, talvez, o elemento mais susceptível, pois é o único em que passa pelo processo de deterioração e morte, seja por envelhecimento ou por negligência de cuidados. Não se pode dizer que um dos elementos seja mais importante que o outro, mas não há como negar a necessidade do corpo para a existência de uma vida interior, com pensamentos e sentimentos, bem como de uma sociedade, na qual se desenvolvam relacionamentos interpessoais, e de uma cultura, que nos transmita valores e crenças. Sem corpo físico, não existimos.

Hoje, quando se fala em cuidar do corpo físico, logo se pensa em dietas de emagrecimento e exaustivas sessões de exercícios para modelar o corpo, mas não é disso que estamos falando. Nosso foco é a saúde.

O corpo costuma dar sinais quando algo não vai bem, mas, ante um mal-estar, a maioria das pessoas prefere dizer: "É bobagem, logo passa!". O pior é que essa "bobagem" vai se repetindo e as pessoas continuam achando que não é nada. E isso continua até o dia em que elas se dão conta que se tornaram obesas, hipertensas, com o colesterol alto e diabéticas.

A maioria das pessoas nasce saudável, mas, na infância, adquire hábitos alimentares prejudiciais à saúde. Hoje, muitos pais não têm tempo para seus filhos e compensam isso com guloseimas de alto valor calórico e baixo valor nutricional. Além disso, a televisão e o computador ajudam as crianças a se tornarem cada vez mais sedentárias e, assim, elas vão acumulando quilos, angústias e tristezas.

A criança cresce, torna-se obesa e, na adolescência, começa a acumular frustrações, abrindo uma porta para a proliferação de doenças físicas e psíquicas, como depressão, angústia e ansiedade. Aí, ou o adolescente faz uma reeducação alimentar e começa a praticar alguma atividade física regular ou as coisas tendem a se tornar cada vez mais complicadas, pois a partir dos 30 anos o corpo começa a envelhecer e a quantidade de problemas de saúde tende a ser proporcional à qualidade de vida, principalmente da alimentação.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), os alimentos podem ser considerados a mais nova arma na prevenção de doenças. Nos alimentos, existem compostos químicos "causadores" e "protetores" de doenças. Gorduras saturadas, por exemplo, são alimentos causadores de doenças, uma vez que podem provocar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer e o surgimento de hipertensão arterial, entre outros problemas. Já os peixes de água fria são alimentos protetores ou funcionais, pois sua carne é rica em ômega-3, uma substância bioativa, que ajuda a diminuir a pressão sanguínea e a controlar os níveis de colesterol e de triglicérides no sangue.

Outros alimentos funcionais são: linhaça (melhora o sistema imunológico e é precursor do ômega-3), alcachofra, chicória, alho e cebola (ajudam a reduzir o risco de diabetes, obesidade, osteoporose e câncer), cenoura, abóbora e mamão (têm ação estimulante sobre o sistema imunológico, combatem os radicais-livres e previnem o envelhecimento precoce), melancia e tomate (combatem os radicais-livres e protegem contra doenças cardiovasculares).

As informações deste artigo foram apenas um aperitivo. Agora, pesquise, informe-se e comece a modificar positivamente seu estilo de vida a partir da alimentação, sem dietas radicais. 

Autor: Dr. Lair Ribeiro

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28/01/2018 às 17h44m


É de pequeno que se aprende


Já faz bastante tempo que, para compensar o pouco tempo que têm para seus filhos, muitos pais passaram a trocar abraços e beijos por doces, refrigerantes, lanches... E o que era para ser um gesto de amor, acaba por gerar um ciclo vicioso que se mantém durante a infância, a adolescência e a fase adulta da vida. A criança que cresce nesse ciclo, passa a relacionar afeto a barras de chocolate, abraço apertado a copos de refrigerante, beijo carinhoso a sacos de salgadinhos... E sempre que se sentir carente, irá atacar a geladeira, a despensa ou alguma loja de conveniências.

Comida e afetividade andam juntas, mas a primeira não pode ser usada para substituir a segunda. A criança cuja afetividade é suprida com alimentos cresce carente e desconectada de seus sentimentos. Fisicamente, ela começa a engordar, podendo desenvolver obesidade, com todos os graves problemas físicos associados a esse quadro, que, por sua vez, provoca reações sociais, que passam a constituir outro grave problema na vida da criança, este, de natureza emocional.

Com o passar dos anos, a criança começa a ficar "gordinha". Suas formas vão se avolumando, os apelidos começam a fazer parte da sua vida e, sentindo-se excluída de seu meio social, ela se refugia em doces e se afunda em calorias diante da TV que a hipnotiza e a faz viajar sem sair do lugar.

Ao primeiro sinal de que algo dessa natureza está ocorrendo, os pais devem mudar imediatamente sua conduta e começar um programa para recuperar a auto-estima da criança e eliminar todos os excessos, principalmente o de peso. É crucial adotar um programa de reeducação alimentar.

Pesquisas recentes revelam que cerca de 15% das crianças brasileiras são obesas e outras 40% estão acima do peso. Outros números mostram que aqueles que chegam obesos à adolescência têm 60% a 80% de chances de se tornarem adultos obesos. Além disso, assim como os adultos, crianças obesas também estão sujeitas a desenvolver diabetes, colesterol alto, hipertensão e outras doenças associadas ao excesso de peso.

A hora é essa! Aproveite para mudar os hábitos de toda a família. Adote uma alimentação saudável e equilibrada. Um cardápio variado e nutritivo irá contribuir para que os pequenos entrem em contato com diferentes sabores e enriqueçam seu apetite. Não podem faltar na mesa proteínas, carboidratos, fibras e vitaminas. Informe-se a respeito do valor nutricional dos alimentos e, com a ajuda de um nutricionista, elabore um cardápio que atenda às necessidades dos adultos e das crianças da casa (as necessidades de adultos e de crianças são diferentes). E estimule o hábito de tomar água. Muita água! Água é vital para o organismo e deve ser ingerida com freqüência durante o dia. E aproveite o embalo para incluir alguma atividade física na rotina semanal da criança e da família. O ser humano foi programado para o movimento. Não se esqueça: pequenas mudanças, quando feitas repetidas vezes, tornam-se novos hábitos. Em pouco tempo, trocar as gordurosas batatas fritas por suculentas cenouras deixará de ser um sacrifício. Pode apostar que sim!


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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