08/12/2016 às 09h36m


Hidratação nas atividades esportivas

É inegável que a hidratação é um ponto crucial para se alcançar o melhor desempenho durante a atividade física. Mas até que ponto a hidratação pode fazer diferença?

Todos se lembram daquela cena épica em que a atleta Gabriela Andersen-Schiess chega quase em estado de síncope ao final da maratona feminina em Los Angeles – 1984 (capa da matéria de hoje). A atleta vestindo roupas vermelhas e boné branco veio cambaleando e direção da chegada, sem muita consciência do que estava fazendo foi amparada pelo corpo de médicos e socorristas.

Mas porque isso aconteceu? Vamos entender melhor!

Quando falamos de um atleta devemos pensar em vários pontos, como, onde ele treina e em quais condições climáticas são realizados esses treinos, esse atleta está aclimatizado com o local onde será realizada a prova? Como é a hidratação desse atleta e não devemos pensar somente em água, mas também em bebidas isotônicas para repor os eletrólitos e sais minerais que o atleta perderá no suor. Temos que pensar sobre o tipo e a cor da roupa que esse atleta irá usar, roupas mais escuras retém calor o que pode piorar o desempenho desse atleta já que o risco da desidratação é maior! Existem 3 pontos onde nosso corpo perde calor, que são as mãos, os pés e a cabeça, sendo assim, praticar atividades onde você ficará muito exposto ao sol e sob calor excessivo usando bonés dificulta a perda de calor e aumenta a chance de desidratação, usar tênis escuros e meias sintéticas que dificultam essa perda de calor também aumenta a chance de desidratação e acidentes termorregulativos.

Uma inadequada regulação térmica, ou seja, quando seu corpo se aquece muito e não tem condição de se resfriar, pode acarretar prejuízos para a saúde como, espasmos musculares ou cãimbras, desidratação hipertônica, síncope, exaustão por perda excessiva de sal e hipertermia, todos são quadros graves e que dependendo da situação em que ocorram podem levar à morte.

Voltando ao exemplo da corredora suiça Gabriela Andersen-Schiess, uma das falas dos médicos na época é que a deixaram terminar a prova pois ela ainda estava produzindo suor! Na desidratação hipertônica o corpo tem uma redução da capacidade de produzir suor, o que provoca o aumento da temperatura corporal, reduz a coordenação motora e provoca fraqueza física, geralmente quando observamos uma desidratação hipertônica também observamos a exaustão por perda excessiva de sódio, já que o corpo produziu muito suor anteriormente na tentativa de resfriar o corpo. Em casos mais graves, após os sintomas relatados acima, o indivíduo pode evoluir para a hipertermia emergencial, que ocorre quando o corpo perde a capacidade de se resfriar pelo suor, provocando uma elevação muito alta da temperatura do corpo, nessas situações há risco de morte! São alguns sintomas provocados pela hipertermia emergencial, falta de coordenação motora, irracionalidade, taquicardia, fraqueza muscular, vômitos e diarreias, cefaleia (dor de cabeça), convulsões, coma e morte.

Na semana que vem vamos falar sobre, como fazer uma boa hidratação e se preparar para a prática de atividade física. 

Um super beijo da Nutri

As informações contidas nesse artigo foram tiradas do livro "Hidratação na atividade física e no esporte" de João Carlos Bouzas Marins


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas:


Compartilhe:



Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
Todos os direitos reservados a Marcelo Lopes - www.marcelolopes.jor.br
Proibida cópia de conteúdo e imagens sem prévia autorização!
  • Faça Parte!

desenvolvido por: